CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caríssimo editor

Em postagem de ontem provoquei e, agora, de forma muito enxerida, tomo a liberdade de chamar o feito à ordem, pedindo publicamente que o Goiano nos dê, não através de comentários que talvez poucos leiam, mas pelas valentes páginas editoriais, as explicações que tomo a liberdade de mencionar, quem sabe até publicando uma fotografia do Governador ao se apear de seu jegue, à porta do Palácio Governamental.

É o máximo da glória.

Cumprimentos regimentais

* * *

Administração da glória

Explicando, nos mínimos detalhes, como não poderia deixar de fazê-lo, e justificando o procedimento do valoroso governador Camilo Santana, que está gastando mais de 500 mil reais dos cofres públicos para remunerar uma equipe que está escrevendo a história do combate ao Covid-19, o valoroso intelectual Goiano nos dá uma série quase que interminável de “dicas”, para que o povo brasileiro entenda as variantes de uma endemia que há muito nos assola – o petismo (lulismo) desregrado.

Ao reclamar da compra de cafezinho e água mineral e explicando o inexplicável o bravo Goiano nos leva a uma conclusão que, por certo, por ser tão simples e lógica, não mereceu preocupações ou elucubrações várias dos ilustres governantes “cearenses” e muito menos do próprio Goiano por que toda a cúpula governamental desse brioso estado dá o exemplo, levando de casa o café a água degustam durante seus expedientes mais produtivos, aos quais chegam montados em seus estimados jegues, vez que há muito se desfizeram das custosas limusines, que outras autoridades perdulárias fazem questão de ter.

Agora imaginemos…

O Governador Camilo Santana e seus ilustres Secretários chegando para o expediente com uma lancheira a tiracolo, onde estarão a garrafa d’agua, a térmica com o café, o lanche de pão com ovo, e, como sobremesa, uma alentada banana.

Arre égua.

É luxo só!!!!

8 pensou em “ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

  1. Arael Costa, essa imagem que nos dás é saborosa, me lembra publicações mostrando congressistas europeus indo ao trabalho de bicicleta, sendo que tu nos oferece a hipótese elegante de se dirigirem ao palácio, que também poderá ser menos majestoso, de jegue.
    A figura deles, não os jegues, com a lancheira a tiracolo levando biscoito, água e cafezinho nos remete aos queridos irmãos do Sul do Brasil com suas garrafas térmicas presas na cintura para preparar o chimarrão (recomendo, uma delícia, depois que nos acostumamos) a tempo e à hora.
    Sabemos que isso é uma utopia, mas a busca da utopia é o caminho e navegar é preciso.
    Kakai, o filósofo brasileiro que todos conhecem, representa a utopia como o caminho em direção ao horizonte: dás um passo, o horizonte se afasta um passo, dás dez, ele se afasta dez, se avanças, o mesmo tanto ele recua, mas não podemos deixar de tentar chegar a ele, porque o importante é a caminhada que nesse sentido fazemos.
    Só para terminar, quero garantir que um dos melhores lanches é pão com ovo, café e banana como sobremesa: saudável e barato.
    Hoje compras um ovo, que vale por um bifinho, por trinta centavos e até menos. Um pão, cinquenta centavos. Uma banana, outros cinquenta. O cafezinho, mesmo com o gás e o consumo dágua, fica por uma bagatela, vamos botar aí dez ou vinte centavos, exagerando. E tens um lanche substancioso por um real e cinquenta centavos. Dá para criar leis assim com um custo bem mais baixo, enquanto o governo ecomomiza e aplica a grana em acabar com valas negras, em construção de esgotos lançados nos rios sem tratamento, na distribuição de água potável para a população que dela não dispõe.
    Mas, meu caro, será que para conseguir isso teremos mesmo de implantar o comunismo e nos tornarmos uma nova China?!

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