Aparelhamento político
Entende-se por aparelhar: equipar um escritório, um veículo de transportes, introduzir pessoas com capacidade para a execução de determinadas tarefas ou organizar estruturas amplas, a fim de se cumprir a execução de determinado planejamento, sem tempo estipulado.
Nos dias atuais se define como a contratação de pessoas no Serviço Público Federal – notadamente – sem a devida prestação de concursos de provas, criando cargos de assessoramento temporários e que acabam se tornando definitivos.
Via de regra se tornou o aparelhamento de pessoas nos serviço público – nas três esferas de poder – venenosa norma para dar suporte “ideais partidários”, a fim de perpetuar políticos em determinados cargos e ampliar sua hierarquia, transferindo poderes a filhos e netos.
E, como prova incontestável, sem mácula, temos o exemplo de um ilustre Senador pela Bahia: Antônio Carlos Magalhães, que elegeu o filho: Luiz Eduardo Magalhães, Deputado Federal e um neto, Antônio Carlos Magalhães Neto, que se iniciou como Prefeito da Capital.
É bem verdade que o caso representa a força do voto, o valor das pessoas e as realidades do momento. Nada contra!
Todavia, qualquer Presidente da República que for assumir o cargo em nossos dias, pode estar certo de que a sua tarefa mais difícil será o desaparelhamento partidário, porque é um vírus venenoso que está entranhado na administração pública brasileira.
Ou seja, vivemos na eterna luta contra a praga incrustada há várias décadas: o aparelhamento venenoso.
