CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

Andando para a eternidade dos sonhos

Sou um andarilho de muitos dias percorridos e passageiro de inúmeras cenas oníricas. Tempos muitos já vivi e ainda procuro respostas nesse mistério psíquico.

Dos mundos por onde já estive, fui levado pelos sonhos, não pelos anseios de vida ou pelas realidades. Foram sonhos noturnos, diurnos e até sonecas. Vivi todos eles e os guardei.

Percorrendo pelos sonhos produzidos – não sei por quem nem porquê – alguns me apareceram compreensíveis e outros nem tanto.

O certo é que os meus compreenderes perambulam por caminhos ainda nebulosos, mas inigualáveis, onde me deparo com nuvens escuras e outras claras, mas abundantes de beleza.

Busco, avidamente, entender quem fez tudo isto: pessoas, animais, florestas, flores, frutos e a continuidade da vida além do corpo físico.

Ou seja, quem determina essa maravilhosa troca de comando, quando o corpo se torna receptivo aos misteres da alma, resultando em iniciativas físicas?

De dia, o corpo comanda nossas ações; de noite, ou durante qualquer soneca, é a alma que vive, livre e solta, na imensidão de mundos desconhecidos.

O que entendo é que a mente nos comanda e cria soluções para o infinito. Mas são os sonhos que deixam provas, permitindo-nos transitar por cenários incríveis, independente dos nossos quereres ou saberes.

Há alguém que me possa esclarecer quem produz tantas histórias, quando em estado de sonho?

Presumo que sejam companheiros da noite. Criaturas que nem conheço e nunca ouvi falar. Nem imagino quem sempre produz maravilhosas, que, em umas, sou espectador e em outras o ator principal.

O que posso entender é que sendo divindades, pretendem nos guiar durante a vivência física.

Algumas, dão recados à mente, para que possamos dar voltas, retornando, ou sigamos em frente, tomando como norte um determinado caminho, seguindo nossos destinos através da orientação contida nos sonhos.

São, geralmente, histórias breves, com cenários, atores e atrizes que se manifestam, interpretando temas que encantam e às vezes assustam, como os pesadelos. Mas se assemelham a peças de teatro que me oferecem audiência para cenas inesquecíveis.

Tenho passado por mundos vários; contraceno com atores conhecidos e desconhecidos. Histórias às vezes apresentadas como se fossem quadros de propaganda aparecendo num televisor. Breves, mas reais.

Quem as teria imaginado?

O que estou certo é que durante estes 32.120 dias vividos, quase em todos, sonhei.

E como não encontro respostas, até hoje, só sei que sou um andarilho rumo a um mundo chamado: Eternidade.

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