COMENTÁRIO DO LEITOR

Comentário sobre a postagem DE BRAÇOS DADOS

Maurino Júnior:

Lula, O Anão Diplomático!!

Há tempos o Brasil caminha curvado na arena internacional, mas o que se vê hoje é mais do que uma postura encurvada — é rastejamento ideológico. E à frente desse espetáculo vexatório está o presidente da República, que, em vez de se portar como um estadista, prefere o papel de militante descompensado.

O Brasil, país de dimensões continentais, de cultura vibrante e povo plural, transformou-se num anão diplomático, para usar a expressão cunhada por Shimon Peres sobre países que traem valores universais em nome de oportunismos rasteiros. E não é força de expressão: ao romper ou degradar relações com Israel, fechar consulados, comparar o Holocausto à defesa de um Estado democrático atacado por terroristas e abraçar abertamente a causa de grupos como o Hamas, o presidente brasileiro não apenas mostra ignorância histórica — mostra desprezo pela própria inteligência.

Defender os palestinos é legítimo; defender o terrorismo é criminoso. Mas, infelizmente, nosso chefe de Estado não sabe (ou não quer) fazer essa distinção. Sua retórica embriagada de ideologia transforma a diplomacia em palanque, a política externa em comício, e o Brasil em motivo de piada entre países sérios.

Enquanto isso, as nações que realmente contam no concerto global — mesmo as que criticam Israel — não cortam laços, não fecham embaixadas, não rasgam pontes. Elas negociam, pressionam, dialogam. O Brasil, ao contrário, atira pedras do fundo do poço moral que cavou para si mesmo.

E quando abre a boca, o presidente fala com ares de profeta. Mas não é Isaías. É um Quixote sem Sancho, lutando contra moinhos que ele próprio inventou — um cruzado de ocasião, cuja coragem só existe quando enfrenta democracias. Contra ditadores de verdade, silencia, sorri e acena.

O resultado? Um país isolado, sem relevância, tratado como exótico nas cúpulas globais. O Brasil que já foi ponte entre o Norte e o Sul, entre árabes e judeus, entre ricos e pobres, hoje é visto como imprevisível, instável e ideologicamente fanático.

Não se trata de defender Israel cegamente. Trata-se de respeitar a verdade, o direito à defesa, e de não confundir libertação de um povo com a barbárie de fanáticos que usam crianças como escudos e juram exterminar o outro.

O Brasil merecia mais. Merecia um presidente que lesse História, que compreendesse o mundo, que falasse com estadistas — e não com aiatolás ou milícias políticas disfarçadas de causas humanitárias.

Mas por enquanto, temos um anão. Um anão que grita para o mundo ouvir — mas cuja voz, lá fora, não ecoa. Porque quando a arrogância se une à ignorância, o som que se ouve não é de liderança. É só ruído.

E o mundo segue em frente, enquanto o Brasil fica para trás, ranzinza, desorientado e cada vez mais… irrelevante.

3 pensou em “ANÃO DIPLOMÁTICO

  1. Quando o Presomente da República — cujo dever seria o de representar os interesses do Estado com sobriedade e decoro — envereda por uma retórica embriagada de ideologia, o país inteiro paga o preço.
    A tribuna das relações exteriores, que deveria ser palco de ponderação, equilíbrio e inteligência estratégica, converte-se num palanque improvisado, onde slogans substituem argumentos e a verborragia encobre a ausência de profundidade. O que se vê é a dilapidação do prestígio que o Brasil, a duras penas, construiu ao longo de décadas, em nome de uma vaidade pueril e de um populismo que desconhece limites geopolíticos.
    Não se trata de uma crítica gratuita, mas de uma constatação inquietante: enquanto o mundo debate soluções concretas para desafios complexos — como a transição energética, a ordem multipolar e a segurança alimentar — o Brasil se apresenta, sob sua atual liderança, como um país mais interessado em aplausos internos do que em respeito internacional. O vexame é diplomático, mas as consequências são econômicas, políticas e morais.
    Ao transformar comícios em cúpulas, discursos em arengas ideológicas, e a diplomacia em vitrine de um ego inflado, o presidente brasileiro rebaixa o Itamaraty à condição de claque. O resultado é um país visto com desconfiança por parceiros históricos, alvo de sorrisos condescendentes em fóruns internacionais e excluído das grandes decisões globais.
    Há uma diferença entre ser protagonista e ser motivo de riso. O Brasil já foi o primeiro; hoje, sob essa retórica embriagada, flerta perigosamente com o segundo.
    E ainda corremos o risco de uma quarta derrocada; que aí sim, será apenas o complemento da destruição do Brasil, iniciada no atual desgoverno.

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