MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

Atualmente, um dos assuntos mais comentados no Brasil é o impacto das sanções americanas a Alexandre de Morais mediante seu enquadramento na lei Magnitsky, que teve sua aplicação nos Estados Unidos e depois se estendeu para outros países em versões inerentes a cada nação, mas com o objetivo de punir entidades envolvidas em corrupção, lavagem de dinheiro, violação de direitos humanos e coisas afins.

Não me recordo precisamente se foi através dessa lei, mas Osama Bin Laden teve seus recursos financeiros congelados em diversos países e os motivos inerentes eram a suspeição de que a sua riqueza era oriunda da venda de ópio e que ele financiava o terrorismo no mundo. De modo igual, indivíduos sancionados pela Magnitsky enfrentam restrições financeiras e, por seu alcance extraterritorial, o Brasil não está imune como pensa o Dino da Silva Sauro.

O engraçado é que o brasileiro como sua verve carnavalesca e esportiva, famoso por levar tudo na valsa, acredita piamente que os bancos brasileiros, por ordem e graça do STF – a quer dizer – de um ministro do STF, não cumprirão os bloqueios, inclusive, os banqueiros encontraram uma solução simples para um problema tão complexo, a saber: eles fazem o bloqueio das contas dos sancionados e o STF, através de liminar, manda desbloquear. Então, os bancos dirão que cumprirão a lei, mas por decisão do STF, tiveram que desbloquear. Eu tentei achar uma expressão que representasse essa situação, mas a única que achei foi: “ideia de jerico da porra!”. Problemas complexos, não são resolvidos com soluções simples.

Aqui no Brasil, o Bradesco já se posicionou dizendo que vai cumprir e pronto. A presidente do Banco do Brasil deu uma sugestão digna de análise: pagar os sancionados através de cooperativas de crédito e isso emputeceu o STF. O fato é que o desempenho financeiro dos bancos será, duramente, afetado e o mercado sabe disso, o banqueiro sabe disso, mas ao que parece prefere colocar em risco uma instituição, apenas em defesa de um cara que, notoriamente, quer comandar o país com mão de ferro.

É sabido a divisão interna no STF. Barroso, “coitadinho” está desesperado, sinalizando que deixará o STF após sair da presidência. O cara tem filhos nos Estados Unidos, um apartamento avaliado em R$ 22 milhões e não quer que o patrimônio seja afetado. Eu acho fantástico esse modelo de comunista/socialista: impõe um regime socialista no Brasil, mas compra um apartamento em Paris, New York, em Cuba (ops! Cuba, não!)

O pessoal está esquecendo que banco apoia a economia através de empréstimos e financiamento para dinamizar o consumo e o investimento. O pessoal esquece que, apesar do nosso grau de desenvolvimento tecnológico no setor bancário, a gente depende de tecnologia americana. O problema pode ser visto no curto prazo, onde haverá redução da margem de lucros, queda no preço das ações, desconfiança de investidores e, eu estou rezando para que não saques em massa. A longo prazo, bem…. considerando o longo prazo como um exercício fiscal, eu diria que os bancos não suportarão.

Um banco, como o Banco do Brasil, tem uma importância fundamental para a economia brasileira. A conta única do tesouro é no Banco do Brasil, então ele é, simplesmente, o caixa do país. Embora o governo tenha a maioria das ações, não se pode esquecer que há investidores que compram as ações em função do lucro. O valor de mercado do banco, ou de uma empresa com ações na bolsa, é calculado em função do preço da ação e, como já aconteceu no governo FHC, o Banco do Brasil pode ter necessidade de aporte de capital para se sustentar em pé. Isso aconteceu em 1994 com a implantação do Plano Real. O BB não quebrou por conta de um aporte de capital de R$ 8 bilhões que o governo fez.

Se você pesquisar, vai encontrar casos de bancos que sofreram restrições por não observar compliance e outras coisas como lavagem de dinheiro. No Brasil, há registros de bancos que sofreram intervenção extrajudicial por parte do Banco Central por conta de corrupção. O BANDEPE, quando Eduardo Campos era secretário da fazenda do governo do avô, envolveu-se na emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios. Eduardo foi proibido, juntamente com dois outros diretores, a ocupar cargos em empresas sob a égide do Banco Central. Acabou sendo governador, citado por Paulo Costa da Petrobras em desvios da refinaria Abreu e Lima, mas estamos no Brasil.

Seria muito bom que os gestores do sistema financeiro entendessem que o caso é grave. Sabe aquele papo do “boi de piranha”? Ele tem nome: Alexandre de Morais.

4 pensou em “AMEAÇA AO SISTEMA FINACEIRO BRASILEIRO

  1. SERÁ QUE UMA PARTE DOS HEREGES QUE ADMINISTRAM A NAÇÃO LER UM POUCO DA BÍBLIA.
    Gálatas 6 – A Lei de Cristo. Porque cada qual levará a sua própria carga.” Significa que cada pessoa é responsável pelas suas próprias ações, escolhas e consequências, e ninguém pode carregar o fardo de outra pessoa.

  2. Caro Assuero, o que entristece o brasileiro de bem é ver o país com o risco de ferrar toda sua população por uma figura agora mundialmente conhecida, por sua maldade e ruindade sem tamanho, onde essa lei dos EUA alcançou os que de piores se conhecem. Deus tenha piedade de todos nós.

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