
Alexandre Ramagem foi detido após cometer uma infração de trânsito nos EUA
Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos, à disposição das autoridades de imigração. Embora estivesse condenado a 16 anos aqui, ele estava com passaporte válido, tinha visto de turista, e foi para os EUA. Podia ficar lá por 180 dias, e nesse ínterim pediu asilo político; afinal, ele é obviamente um perseguido político aqui. As autoridades de lá alegam que o prazo de permanência venceu, mas há essa pendência relativa ao asilo no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
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STF impediu Bolsonaro de nomear Ramagem para a PF, mas era tudo fofoca. E agora?
Ramagem era deputado federal e, antes disso, foi chefe da Agência Brasileira de Inteligência – foi a Abin que alertou o Palácio do Planalto várias vezes sobre a possibilidade de quebra-quebra na Praça dos Três Poderes. Antes disso, Jair Bolsonaro tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal, mas foi impedido por um ministro do Supremo. Ou seja, um membro de outro poder impediu uma decisão administrativa do Poder Executivo, passando por cima do artigo 2.º da Constituição, que diz que os poderes são independentes.
Alexandre de Moraes achou que Bolsonaro queria ter influência sobre a Polícia Federal, por causa de toda aquela fofoca sobre Marielle Franco. Aquilo chegou ao Supremo como se fosse verdade, e o Supremo acreditou em fofoca. Agora está provado que não houve nada disso. Moraes mandou investigar, a Polícia Federal investigou, terminou o inquérito, entregou a Moraes: não houve nenhuma influência de Bolsonaro na PF. Moraes mandou refazer, com outro delegado. Ele investigou e chegou ao mesmo resultado: Bolsonaro não interferiu na PF. Agora Moraes, sem saber o que fazer, mandou tudo para o procurador-geral da República. Tudo isso, a proibição de que Ramagem fosse nomeado, por nada. E agora? E todo o prejuízo a Ramagem, à sua família, quem será responsabilizado? Alguém será responsabilizado por isso?
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É vergonhoso para uma corte superior ter um ministro investigado por crime sexual
O ministro do STF Nunes Marques abriu inquérito contra o ministro do STJ Marco Buzzi, denunciado por importunação sexual em Balneário Camboriú, por uma moça de 18 anos – depois apareceram denúncias semelhantes dentro do STJ. Buzzi está afastado temporariamente, mas o tribunal está pensando em afastá-lo definitivamente. Ainda assim, ele recebe mais de R$ 40 mil por mês, fora os penduricalhos.
Um investigado por crime sexual ocupando um cargo desses… Não sei o que diz a lei especificamente sobre isso, mas acho que quanto maior o cargo, quanto mais informação e consciência a pessoa tem de que não pode fazer isso, que é uma agressão, um desrespeito à outra pessoa, mais grave é o crime. Seria uma agravante. E quanto mais iletrada fosse a pessoa que age assim, maior a atenuante.
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Gleisi terminará como Dilma terminou em 2018?
No Paraná, uma pesquisa mostra que Gleisi Hoffmann está em um cenário parecido com o que Dilma Rousseff teve em 2018, quando tentou se eleger para o Senado em Minas Gerais. Parecido porque ela aparece entre os primeiros. Alvaro Dias lidera; em seguida vem Deltan Dallagnol; e Gleisi está atrás dos dois, empatada com Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa. Gleisi está 20 pontos atrás de Alvaro Dias e 5 atrás de Dallagnol. O Paraná é onde Flávio Bolsonaro, segundo o Paraná Pesquisas, tem quase o dobro de intenções de voto de Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Em uma outra pesquisa, Futura, Flávio Bolsonaro tem 48% contra 42,6% de Lula no segundo turno. José Dirceu deu entrevista à GloboNews, comentando a pesquisa, e disse que não são votos para Flávio, que Flávio é Jair Bolsonaro, e o representante do pai – ele falou “delegado do pai”, no sentido de alguém que recebeu a delegação do pai para ser candidato em nome do pai.
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Metodologia das pesquisas citadas na coluna
Paraná Pesquisas: 1,5 mil entrevistados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 10 e 12 de abril de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal (PL). Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,6 pontos porcentuais. Registro no TSE: PR-06559/2026.
Futura: 2 mil entrevistados pelo instituto Futura Inteligência entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. A pesquisa para presidente da República foi contratada pelo Futura Pesquisas e Assessorias Ltda. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos porcentuais. Registro no TSE: BR-08282/2026.