Mudaram os tempos, ou mudamos nós?
Alguém viu ou ouviu, no século XX, cachorro ou gato sendo chamado de “pet”?
Alguém considera “isso” uma evolução?
Arre égua!
Não faz tanto tempo assim, na noite das sextas-feiras, antes de irmos para casa ou, no máximo na manhã do sábado seguinte, passávamos numa Locadora e alugávamos trocentas fitas de filmes épicos que assistíamos nas tardes de sábado ou de domingo ao lado da família.
Agora, existem dezenas de empresas com combos (esta denominação também é nova e faz parte da “evolução”) de ofertas de canais pagos com aqueles filmes que víamos nas fitas alugadas nas locadoras.
Isso é evolução?
Pode ser.
Temos “perdido” muitos excelentes atores e atrizes – alguns pela doença popularmente conhecida no Maranhão como “veieira”, que só acomete aqueles que passam dos 80.
O jovem está adoecendo e morrendo aos magotes, mas é por outra doença – o uso de drogas ilegais – que acaba por se tornar incurável e ainda conta com o beneplácito (que eu chamaria de falta de porradas) dos pais.
Quadro negro ou lousa das escolas antigas
Mas, claro, há quem entenda que “evoluímos” na educação. Mas, o que eu vejo é que, a cada dia, os professores sabem menos o que ensinam do que os alunos. Método Paulo Freyre, dizem.
Começo pelo quadro-negro, que também chamávamos de lousa. Ali naquele retângulo – alguns afixados na parede – os professores escreviam com giz branco. Alguns até desenhavam formas geométricas, marcando com giz colorido os pontos de destaques.
Era assim nas aulas de Trigonometria, ou, no ensino colegial, quando escreviam as complicadas fórmulas químicas, que a gente sequer aprendia a desenhar.
Hoje, o quadro-negro não é mais negro. É branco. Os professores não escrevem mais com giz. Escrevem com canetas e tintas “hidrocor”.
Evoluímos?
Tenho minhas dúvidas porque, na moda antiga ou atual, o objetivo era transmitir algo que ajudasse o aluno a compreender.
Aluno à moda antiga escrevendo ou apagando com o “apagador”
No ensino de hoje, raramente o Professor chama o (a) aluno (a) para ir ao antigo quadro-negro ou lousa. Com base em ideias da Teoria da Libertação, o aluno estará sendo “constrangido” ou qualquer outra perseguição da vida moderna.
O “Professor” do método Anísio Teixeira, que, diga-se de passagem, não usava tatuagens nem “dreads”, sabia que o aluno, então reconhecidamente aprendiz, não tinha habilidade para desenhar fórmulas químicas ou geométricas. No máximo, o aluno seria chamado apagar os desenhos das fórmulas.
Evoluímos?
Aparentemente sim. Até por que o(a) aluno (a) vai estar com fones de ouvido escutando o que lhe convier.
Isso, afirmam, é evolução.
Aí aconteceu um salto-triplo do Século XIX para o Século XXI!
Giz de gesso usado pelos professores que não conheciam a hidrocor
Afinal, chegou a hora de perguntar: evoluímos ou involuímos?
O que as escolas e os professores estão ensinando aos alunos?
Na prática da Medicina, o médico já não tem ensinamento para detectar um simples estado febril. Para tudo “pede” exame laboratorial e os contatos dos séculos XVIII e XIX não existem mais. Agora, quase tudo é pela robótica. Melhor seria, entendo, em vez de estudar medicina, o aluno estar no SENAI.
Conclusão de minha inteira responsabilidade: não evoluímos PN!


