Se alguém tinha dúvidas sobre os devaneios autoritários em voga, Lula se encarregou de removê-las no convescote de presidentes comunas de países latinos, no Chile.
No evento “Democracia siempre”, deixou claro o propósito de acabar eleições. “Cumprir o ritual eleitoral a cada quatro ou cinco anos não é mais suficiente“, disse ele, insinuando o poder sem prazo fixo, como nas ditaduras amigas da Venezuela e da Nicarágua.
Ele lia o papel enquanto estranhamente revirava os olhos.
O presidente brasileiro, cuja existência política é produto de eleições, atacou a democracia através do princípio fundamental do voto popular.
“A democracia liberal não foi capaz de responder aos anseios e necessidades contemporâneas”, avisou, em clara pregação autoritária.
No ataque às instituições democráticas, Lula ainda alegou: “o sistema político e partidos caíram no descrédito.”
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Nada de novo.
Novidade alguma.
O Descondenado apenas escancarou seu sonho, seu desejo.
O amigão de Maduro, e defensor de ditaduras, só fez exteriorizar o que sempre trouxe lá dentro do pensamento esquerdóide.