Zé Vicente da Paraíba, pai deste colunista; recorte da capa do LP “Repentes e Repentistas”, Gravadora Rozenblit, Recife, 1973; Arte do amigo Michelângelo Wandrol.
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Em um banco na calçada,
Depois da hora da janta,
Meu pai tocava a viola
Já cansado da garganta.
No canto que ele cantava
Hoje a saudade é quem canta.
Poeta João de Lima
A minha se agiganta
Quando vou a casa dele.
Recito uns versos que um dia
Eu fiz inspirado nele.
Volto sem ter avistado
Nem a viola e nem ele!
Wellington Vicente
