MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

Não é novidade para ninguém que as inteligências artificiais estão se espalhando por todas as atividades humanas. Na minha área profissional, advogados e membros do Ministério Público a utilizam para pesquisas jurídicas e elaboração de petições, com ótimos resultados. Nós, do Poder Judiciário, também a utilizamos, e não apenas para pesquisas e elaborações de sentenças, mas para nos ajudar na análise das próprias peças processuais produzidas por advogados e membros do Ministério Público.

Evidentemente que precisamos ter cuidado com o material produzido pelas IA, submetendo tudo ao nosso crivo pessoal. Afinal, quem assina um texto se responsabiliza pelo seu conteúdo, e não dá para confiar cegamente no que foi criado por outra inteligência, seja ela natural ou artificial.

No caso das IA, ainda convivemos com o risco das alucinações, que podem inutilizar completamente o trabalho realizado. Para quem ainda não sabe o que significa “alucinação”, aqui vai a resposta da IA do Google:

Em IA, “alucinação” (também conhecida como “factos inventados”) refere-se a um modelo de IA que gera resultados incorretos ou enganosos, muitas vezes apresentados como verdadeiros. Essas “alucinações” podem ser causadas por diversos fatores, como dados de treino insuficientes, suposições incorretas do modelo ou vieses nos dados.

Ou talvez você prefira a explicação da Grok, a IA do X:

A alucinação da IA ocorre quando um modelo de inteligência artificial, como eu, gera informações ou respostas que parecem plausíveis, mas são incorretas, imprecisas ou completamente inventadas. Isso pode acontecer porque os modelos de IA são treinados em grandes quantidades de dados e tentam prever respostas com base em padrões, sem realmente “entender” o contexto ou verificar fatos em tempo real.

Como nem só de trabalho vive o homem, tenho utilizado o Chat GPT também para a produção de textos não jurídicos, como contos e crônicas. Já existe até livro sobre isso, como o e-book “Ficção com Chat GPT: escreva histórias fabulosas com IA”, de Eudes Saulo.

Mas o que tenho achado divertido mesmo é criar músicas com IA. Já criei samba, frevo, reggae e até uma balada country em inglês. Passo os parâmetros da canção pretendida para a IA Suno, e ela me devolve duas opções da música já pronta, para que eu escolha a que mais me agrada. É divertido!

Uma das que mais gostei recebeu o título de “Panelas no Fogo”. A letra surgiu de uma conversa com amigos, quando um dos presentes contou a história de uma jovem que estava noiva, mas se encontrava às escondidas com outro rapaz. Ele insistia para que ela terminasse o noivado e, assim, pudessem ficar juntos. Mas a moça sempre tinha uma desculpa para adiar a decisão. Até que ele descobriu que havia um terceiro concorrente, e ela estava em dúvida sobre com quem ficaria se terminasse o noivado. Acabou ficando sem nenhum deles.

Ao ouvir tal história, alguém alertou, em meio a risos: “Com essas três panelas no fogo, alguma coisa ia acabar queimando mesmo!”. Mais risos aconteceram em seguida.

Gostei da expressão “panelas no fogo”, e, utilizando meu celular, acionei o aplicativo Suno para criar a canção. Foi um sucesso imediato! Para não restringir o alcance da canção aos amigos ali presentes, dias depois criei um videoclipe e postei no meu canal do YouTube.

Agora, compartilho o vídeo com meus leitores. Não esqueçam de deixar o “gostei”  no Youtube!

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