Foi para sobreviver
Que a Ana mulher sem ócio
Abriu seu próprio negócio
Sem falatório temer
E se alguém quiser meter
A Língua no que faz Ana
A vendedora se dana
E dá pro cliente um naco:
Pode cheirar meu tabaco
Ele é feito de imburana!
Com seu negócio montado
Outra coisa ela não quer
Pois negócio de mulher
Sempre dá bom resultado
Já que o seu tem prosperado
Contratou logo sua mana
E a dupla toda semana
Faz zoada no barraco:
Pode cheirar meu tabaco
Ele é feito de imburana!
Mas veio a seca danada
Junto com ela, a fome
E aí ninguém mais come
Uma tristeza arretada
E Ana ficou calada
Danou-se a tomar cana
E muita gente bacana
Com a barriga a doer
Só pensavam em comer
O bom tabaco de Ana
Boa, Dalinha!
Também quero viajar nesse balão.
Um cheiro no tabaco de Ana, de sua mana e em outros tabacos.