JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

Bola de Neve o cururu líder da “revolução”

Nascido Eric Arthur Blair no dia 25 de junho de 1903 na Índia, mas, famoso e mundialmente conhecido pelo pseudônimo de George Orwell, o autor do livro best-seller traduzido para a língua portuguesa com o título de “A revolução dos bichos” é motivação e inspiração para revoluções.

Perseguidos durante anos por “Napoleão” (Napoleon) os bichos foram aprisionados numa espécie de “Papudinha” existente na selva, pelo simples fato de reclamarem a escassez da ração.

Foram enganados e presos. A partir de então, a ração passou a ser apenas uma vez por dia e, ainda assim, apodrecida.

A humilhação, o sofrimento e a perseguição foram tamanhas que, “do nada”, apareceu “Bola de Neve” disposto a liderar um levante sem fim e sem medição das consequências: o movimento ficou conhecido como “A revolução dos cururus”.

Eu, Zé Ramos (conhecido apenas entre os familiares, pelo pseudônimo de “Zé Alfredo”) nascido não na Índia, mas entre eles com descendência materna dos índios Paiakus, vou lhes contar em poucas linhas os dias que antecederam, como aconteceu e as consequências dessa “cururuzada”.

Bola de Neve “convencendo” a perereca

Lembro ainda que era noite. Chovia. Aquela chuva fininha, mas que molha muito. Principalmente o chão de terra “regando” as plantas. Por volta da meia-noite a chuva cessou.

Como trombetas anunciando algo, as cigarras começaram a cantar. Foram seguidas pelos grilos e, como marcação orquestral ouvia-se o coaxar dos sapos. Era o sinal para a luta contra as tiranias de Napoleão. Ninguém ali o suportava mais.

Foi quando Bola de Neve, o mais antigo e maior cururu da Papudinha, resolveu esquecer a perereca com a qual se multiplicava por instantes, e resolveu organizar aquela cururuzada para que a Revolução tivesse êxito.

Todos os sapos, bichos e afins à luta.

“Chega de injustiça. Queremos tratamento e ração diferenciada. Temos esse direito. Tudo está consagrado pela nossa constituição aprovada no dia 22 de setembro de 1988, e promulgada no dia 5 de outubro do mesmo ano” – bradava Bola de Neve!

Mas, Napoleão, o tirano, por inúmeras vezes invadiu o matagal, ofendia os bichos e até jogava água de sal nos cururus, depois de inúmeras vassouradas como castigo. Sempre determinando um prazo de 48 horas para que todos se humilhassem.

A hora dele havia chegado!

Bola de Neve orientando um dos muitos soldados da Revolução dos Cururus

Eis que o destino final do tirano Napoleão começava a ser desenhado.

Do outro lado do rio de águas caudalosas, havia uma selva repleta de ocupantes esclarecidos e poderosos. Eles também tinham entre si, o seu Bola de Neve, com características diferenciadas. Ele era quase “albino” e tinha entre os auxiliares alguém de extrema confiança e conhecedor das falcatruas e perversidades de Napoleão. Os dois se identificaram muito com Bola de Neve. Se tornaram amigos confiáveis e agiram rápido.

Traçaram as ações e nelas tiveram o apoio total de Patinhas, o multimilionário que vivia encantado com outros planetas.

Foram à travessia das águas caudalosas do rio e atravessaram até com muitas facilidades. Prometeram ações diversas para o começo de outubro.

Pelo visto, sem contar a tremedeira, o tirano Napoleão encontrou panos para as mangas das camisas.

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