PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Alastra-se no mundo a indiferença,
Um fruto que não vem da ingenuidade,
Que tanto prejudica a humanidade,
De forma, nestes tempos, mais intensa.

Alastra-se no mundo qual doença,
Um fruto da total insanidade,
No incauto, uma voraz comorbidade,
Contagiosa como ninguém pensa.

Esposa do desprezo, descarada,
Em pobres e sofridos corações
Craveja a sua lâmina gelada.

Olhemos para a dor do ser humano,
Livremo-nos da teia de omissões
E ajamos como o “bom samaritano”!

Luciano Dídimo Camurça Vieira, Fortaleza-CE, 1971

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