Hoje faz sessenta dias que a minha mãe, Enedina Maurício, foi chamada à presença d’O Criador.
Muitas lembranças do seu amor e das suas lições que irei carregar pelo resto da minha vida, certo de que tudo o que ela plantou nesta vida terrena, será colhido em sua nova morada onde descansam os eleitos filhos do Pai eterno.
Observei, nos dias em que fiquei na sua casa, o vazio deixado no espaço onde ela residiu por mais de quarenta anos.
Entrei e não ouvi mais
Sua voz me abençoar,
Parei e pus-me a rezar:
– Jesus Cristo, dê-lhe a paz!
Revi num dos castiçais
Um terço que ela ganhou
E devotamente deixou
Perto da Imaculada.
A saudade fez morada
Na casa em que mãe morou.
Não consegui escrever outras estrofes sobre o tema e aproveitei os dois últimos versos para formar o mote.
Agradeço aqui ao radialista Orlando Camboim, que apresentou este mote aos poetas, agradeço aos amigos Cabal Abrantes e Novo Abrantes, que gentilmente, filmaram este momento, agradeço à dupla de poetas repentistas Diomedes Mariano e André Santos, que deram um brilho especial ao tema apresentado, meus agradecimentos também aos proprietários do Restaurante Ôxe, na orla de Manaíra, pelo espaço cedido aos maiores representantes da nossa poesia popular nordestina.
Lindo!