JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A primeira namorada a gente nunca esquece, mesmo quando, por algum motivo, o namoro não foi à frente. Os fatos que vem e os que virão estarão sempre interligados.

As lembranças, os momentos, principalmente os bons – a gente nunca esquece.

Pois, hoje, 7 de setembro quero agradecer o respeitoso caminho por onde andamos no final dos anos 50 e em boa parte dos anos 60.

Por respeito à privacidade dela – não tive mais notícias e não sei como está, se casada ou não – não citarei o nome. Se ela, por algum motivo tiver o hábito de ler o que escrevo aqui neste JBF, com certeza vai saber que estou falando dela e agradecendo pelos bons momentos.

Poderíamos ter casado. Em 1960, aos 17 anos, fui aprovado para ingressar na ESA (Escola de Sargentos das Armas), ainda hoje em funcionamento em Três Corações/MG. Do Ceará foram aprovados 40 jovens. Todos os exames foram realizados – mas, infelizmente, por questões que desconheço, foram chamados apenas 30. Classificado em trigésimo-segundo lugar, até hoje espero ser chamado. Se tivesse sido chamado, ao final daquele ano, ao concluir o curso e promovido a Sargento do Exército, a tendência era o casamento. Nos dias atuais, tenho consciência que Deus escolheu o melhor caminho para nós – mas, jamais esquecerei o 7 de setembro.

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O PRAZER DE FAZER PARA COMER

Charque bovina

Como aprendi – Meus avós me ensinaram que o charque é um tipo de carne bovina, posta à secar por pelo menos 15 dias. É uma carne usada em cozidos, feijoadas, feijão gordo, petiscos e caldos, ou como a culinária conhecer e preferir.

A peça mais apropriada é a ponta de agulha e a quantidade varia conforme o gosto. Pode-se usar, também, a carne conhecida como patinho, ou, ainda, a posta gorda. A quantidade de sal pode e deve variar de acordo com a quantidade de carne. Sugere-se o uso de sal usado em churrasco (sal grosso).

A carne deve ser colocada numa vasilha plástica ou de vidro – meus avós não conheceram a vasilha plástica. Usavam para fazer o charque, uma terrina feita de madeira – e coberta pela quantidade de sal que não deixe espaço sem cobertura.

Coloca-se a peça de carne e, em seguida tampe ou cubra com filme plástico – que eles também não conheceram. Usavam folhas de marmeleiro ou de bananeira – e deixe curar (curtir) em temperarura ambiente.

Deixe descansar por dois dias. Troque o sal depois de dois dias, logo depois no quarto dia, próxima troca no sexto dia e deixe descansar por mais dois dias. São oito dias curando no sal, e, depois leve para tomar sol por até sete dias e estará pronta para uso e consumo.

Linguiça “caseira”

Quem gosta de saber o que vai comer, faz a “linguiça caseira” na própria casa. Fazer linguiça não é difícil, e é uma forma de garantir sabor, qualidade e personalização no preparo.

Se você já se perguntou como fazer linguiças caseiras, tente fazer. Um dia você atingirá o ponto desejado. Pode ser feita com carne bovina ou suína, mas já há quem faça com carne de frango.

Usa-se carne moída sal e pimenta a gosto. Há quem acrescente alho e pedaços de toucinho, quando é utilizada a carne bovina.

Quem preferir uma linguiça mais consistente, sugere-se levar ao sol por um ou dois dias.

Foto 3 – “Galinha caipira” preparada com esmero

Volto ao aniversário da primeira namorada lembrado no início desta postagem; Por alguns anos nos diríamos até Pecém (que nem parecia o conglomerado portuário que é hoje), e ali saboreávamos uma, duas e até três galinhas caipiras preparadas por quem jamais foi Master Chef, mas não perderia competição de saber e sabor. À cabidela era a especialização da casa.

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