ZUMBIS IMBECILIZADOS

Há dias que tento escrever um pequeno texto comentando este vídeo que está aí embaixo.

Um texto sobre os zumbis idiotizados e escravizados pelo uso irracional do celular.

Uns tabacudos que se desligam do mundo, da família, dos filhos, dos entes queridos e mergulham numa letargia idiotal, com os olhos grudados na telinha do aparelho.

Um texto que falasse também sobre os criminosos e suicidas que usam o celular enquanto dirigem. Uma praga que tomou conta das ruas de nossas cidades.

Seria ótimo se se lascassem sozinhos e quebrassem os chifres ao baterem com seus automóveis num poste de ferro, sem matar pessoas ou provocar prejuízos e danos nos carros de outros motoristas.

Mas cada vez que eu tentava escrever o texto, a indignação era tão grande que eu não tinha condições de prosseguir.

Desisti.

Vou apenas publicar o vídeo.

Um vídeo que, por uma feliz coincidência, termina com a capa de uma dos meus livros prediletos.

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  1. Vocês podem não acreditar, mas eu sou o ÚNICO, no círculo de comunidades a que pertenço, que não possui celular. E vivo bem! Muito bem! E nada perco, pois, no mundo de hoje, ninguém telefona mais para velho! Quanto mais para velho surdo! Só tenho um interlocutor, quando saio de casa: o Cego Amsterdam, que faz ponto na porta do BB da 507 Sul, igualmente mouco!

  2. Renegar o celular é como renegar a energia elétrica.

    O que condeno é o exagero, a dependência patológica.

    O Whatsapp é um recurso fantástico que permite o envio de textos, áudios, imagens e vídeos instantaneamente para qualquer parte do mundo.

    Me comunico com amigos e parentes das mais diversas partes do Brasil e do Mundo com a maior facilidade. Na hora.

    Assim como a televisão foi saudada como sendo o milagre do Século XX, o celular é o milagre do Século XXI.

  3. Não renego o celular. Reconheço sua utilidade, sua imprescindível atuação em nossas vidas. Aqui em casa, todos o tem. Meu caso é especial, pois disponho de um telefone fixo e de todas as benesses a mim proporcionadas pela internet, através deste meu micro, este sim, meu companheiro inseparável, sem o qual um minuto não viverei. Se o celular, no início da década de 1990 era sinal de elevado status social, hoje esse status é determinado pelo telefone fixo, pois denota que seu possuidor tem onde cair vivo ao final do dia. Principalmente no meu caso, um velho que quase não sai de casa, e, quando o faz, é acompanhado por alguém que dispõe de toda essa tecnologia modernosa.

    VIDA NO CELULAR! VIVA QUEM O TEM! VIVA A MODERNIDADE! E VIDA DOM PEDRO SEGUNDO, QUE INCENTIVOU GRAHAM BELL A DESENVOLVER O TELEFONE FIXO!

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