5 pensou em “VÉIO AMOSTRADO, ESSE LUCIANO HANG

  1. A autoestimulação orgástica da esquerda militante brasileira, do STF ao cordão de puxa sacos petista-comunistas, sobre o prêmio vencido por Fernanda Torres como melhor atriz por seu desempenho no filme que memora o desaparecimento de Rubens Paiva (Ainda estou aqui), durante o regime militar, oculta propositalmente fatos muito relevantes daquele período a respeito dos Paiva.

    Na época, final dos anos 1960, início dos anos 1970, meu pai adquirira uma fazenda no Vale do Ribeira (Apiaí – Catas Altas), próxima a Eldorado Paulista, onde vivia o adolescente Jair Messias Bolsonaro e família pobre como, aliás, a extragrande maioria das pessoas naquele território paulista.

    Lembro que quem mandava e desmandava lá era o “coronel” Jaime Paiva, proprietário da maior fazenda de Eldorado Paulista.

    O coronel Paiva, grande produtor de cítricos e banana, filiado à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido do regime militar, tornou-se prefeito de Eldorado Paulista nos anos 1960, realizando obras públicas, dentre as quais uma ponte por sobre o rio Ribeira do Iguape e a escola pública na qual estudava Jair Bolsonaro e crianças e adolescentes da cidade.

    Jaime Paiva, pai de Rubens Paiva, avô de Marcelo, costumava dar bengaladas nas mãos e na cabeça de quem o contrariasse, pagando os funcionários da sua fazenda, que residiam nas casas funcionais, com “boró” (“moeda” que vale só na fazenda e seus armazéns).

    A fazenda era imensa e serviu, a todo visto, como base guerrilheira para Carlos Lamarca, desertor do Exército brasileiro e autor do assalto ao arsenal da Arma, municiando de fuzis a guerrilha no Ribeira, com o apoio de Rubens Paiva, que rompera com o pai, por questões ideológicas.

    Foi da fazenda dos Paiva que saíram as missões guerrilheiras que emboscaram militares nas matas que margeiam o Ribeira de Iguape, massacrando a coronhadas um oficial, para que sua execução por Lamarca, denunciando sua posição caso disparasse tiros, não fosse ouvida pelos batalhões que acabaram por cercá-lo e matá-lo. Destaco que foram agricultores humildes que deram aos militares a localização de Lamarca, voluntariamente.

    Toda história tem, ao menos, dois lados.

    O grande defeito da esquerda é contar só o lado que lhe convém e ocultar e mentir descaradamente sobre os propósitos confessados por Fernando Gabeira, então guerrilheiro e um dos autores do sequestro do embaixador norte-americano Elbrick, no sentido que a intenção da luta armada naqueles anos era implantar no Brasil a ditadura do proletariado com viés comunista. Ou seja, trocar uma ditadura por outra pior ainda.

    Está é a verdade histórica daquele período e as causas da repressão militar à guerrilha comunista que operava por meio do terror, do sequestro, do roubo a bancos, dos assassinatos e atentados no Brasil, inserido neste contexto o deputado federal Rubens Paiva, que em suas terras abrigou a guerrilha de Carlos Lamarca.

    Não que justifico a prisão, tortura e execução de Rubens Paiva de parte da repressão, mas contextualizo os fatos que deveriam – e não foram, como sempre, aliás – contados nesta história mal narrada no filme representado pela agora endeusada pela esquerda militante Fernanda Torres.

    Não há santos e nem inocentes de ambos os lados naquele período da história brasileira, bem como em toda a História do Brasil, desde o seu descobrimento, inclusive naquele 08 de janeiro de 2023.

    Fica aqui o registro.

    Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa
    Dia de Marte, 07 de janeiro de 2025

    • Caro José Roberto, ontem escrevi para o nosso Berto sobre o tema do Filme, Nosso Colunista Cícero Tavares me premiou com um comentário, ao que respondi agora da seguinte maneira; complementando este seu excelente comentário.

      Caro Cícero,

      A fortuna do diretor do filme Walter Salles está avaliada pela revista Forbes em 4 bi de dólares, maior portanto, que a do Trump. Ele é Herdeiro do Grupo Itaú/ Unibanco. Sua família é dona da maior mina de Nióbio do mundo, que fica em Araxá-MG. Dinheiro para bancar o filme não seria problema para ele, que não tem outra atividade, senão esta de produtor de cinema.

      A Grobo faz parte do sistema que está a ruir neste exato momento, Fernanda Torres é uma menina mimada criada no Leblon, nascida em 1964 que vive dizendo que sofreu as amarguras da ditadura, o que é uma narrativa evidentemente falsa. Tem problemas sérios com drogas, o que é comum nesta turma criada entre o Leblon e Ipanema-RJ nos anos 70 e 80.

      Quanto a Clezão, na Justiça, Cleriston Pereira da Cunha respondia a uma ação penal por acusações de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

      Enquanto estava detido provisoriamente na Papuda, ele recebia remédios controlados para a diabete e hipertensão e era acompanhado por uma equipe médica. A defesa de Cleriston, havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que ele fosse colocado em liberdade provisória. No dia 1º de setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pleito, mas ainda não havia despacho do STF sobre a solicitação.

      Clezão morava em Brasília, apesar de estar na praça dos 3 poderes, não ficou comprovado que ele tenha participado diretamente das depredações ocorridas nos prédios adjacentes. Não há uma foto, vídeo ou qualquer coisa que o liguem a depredações.

      Quando morreu ele ainda não havia sido julgado, o que torna mais grave seu caso.

      Não há qualquer comparação ao que Clezão sofreu a qualquer caso ocorrido durante o regime militar.

      Não justifico nem minimizo aqui o ocorrido com o Deputado Rubens Paiva, porém este estava envolvido com gente que sequestrou o embaixador americano, roubou bancos e queria implantar por meio de uma revolução, uma ditadura comunista no Brasil.

      Como sempre digo aqui, estávamos em uma guerra assimétrica, onde o lado que fazia guerrilha já foi anistiado e até recebeu compensação financeira razoável depois. As famílias dos muitos mortos por esta parte não receberam nada.

      Muitos destes anistiados que sequestraram, cometeram atentados a bomba, mataram e roubaram em nome de uma revolução comunista, hoje estão no poder e mandam no país.

    • Baseado em que vc diz que é ” invenção” ? Pessoas deveriam ter vergonha de se manifestar sem conhecer a história

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