Um comentário em “THE HOLLIES”

  1. “BUS STOP” foi escrita por GRAHAM GOULDMAN, que mais tarde formou a banda 10cc, mais conhecido pelo sucesso ” I’M NOT IN LOVE “. Gouldman tinha apenas 19 anos quando escreveu “BUS STOP”, mas já havia composto três músicas para os Yardbirds: “For Your Love” “, ” Heart Full Of Soul” ” e ” Evil Hearted You”. Esta canção fala sobre um casal que se conhece num dia chuvoso, num ponto de ônibus. O amor floresce quando compartilham um guarda-chuva. Em um jornal de Manchester, Graham Gouldman disse que a escreveu enquanto viajava no ônibus número 95, que fazia o trajeto de East Didsbury – passando pelo centro de Manchester, Sedgeley Park, Cheetham Hill, Prestwich e chegando a Whitefield, perto de Bury. Na época , Gouldman morava com a família em Broughton Park, Salford, nessa mesma linha de ônibus. O pai de Graham Gouldman era um escritor talentoso e criativo que frequentemente ajudava o filho com ideias para músicas. Graham teve a ideia de uma canção ambientada em um ponto de ônibus, e seu pai sugeriu o primeiro verso: “Ponto de ônibus, dia chuvoso, ela está lá, eu digo: ‘por favor, compartilhe meu guarda-chuva'”. A partir desse ponto de partida, ele conseguiu terminar a música. Em uma entrevista para o Songfacts, Gouldman explicou: “Ele me deu essas palavras e, imediatamente, enquanto as lias, ouvi a melodia na minha cabeça, e ela meio que se escreveu sozinha. E então, a parte do meio da música eu escrevi — a melodia e a letra vieram juntas, de uma vez só.” A cronologia desta música está um pouco confusa. Sabemos que o amor floresceu durante o verão, mas depois vem o verso: “O sol chegou, o gelo estava derretendo”. Isso remete à primavera, então aparentemente o tempo passou. Na entrevista de Gouldman para o Songfacts, ele esclareceu: “O inverno acabou, a neve derreteu porque o sol a derreteu, então não há mais necessidade de se abrigar sob o guarda-chuva. Poderíamos dizer que a neve está sob nossos pés, então não precisamos de um guarda-chuva mesmo, mas é uma licença poética: poderia estar nevando, então o guarda-chuva poderia nos proteger tanto da neve quanto da chuva.” Graham Nash, dos Hollies, lembra-se de ter conhecido essa música quando seu empresário, Michael Cohen, falou sobre “um garotinho judeu que mora na rua de baixo”, que era Graham Gouldman. Quando Gouldman a tocou para eles, souberam que tinham um sucesso em mãos. Nash conta que a gravaram em apenas uma hora e quinze minutos. Segundo Gouldman, o interlúdio dessa música foi um dos poucos momentos em sua carreira como compositor em que teve uma inspiração repentina, em vez de precisar recorrer ao trabalho árduo. Ele explicou à revista Mojo em uma entrevista de 2011: “Você precisa trabalhar para que algo aconteça. Ocasionalmente, você pode esperar por um pouco de magia, como McCartney acordando com “Yesterday” já escrita em sua mente, o que acontece — é como um presente do seu próprio subconsciente. Ou às vezes, é como se uma torneira se abrisse. Quando eu tinha escrito a maior parte de ‘Bus Stop’, eu estava em um ônibus pensando em como o interlúdio deveria ser. E toda essa frase, ‘Toda manhã eu a via esperando no ponto / Às vezes ela fazia compras…’, me veio à mente de uma vez só, e eu mal podia esperar para chegar em casa e tentar. Quando esse tipo de coisa acontece, é realmente incrível. Mas isso é raro. Na maioria das vezes, você precisa se esforçar bastante.” Os Herman’s Hermits também gravaram essa música em 1966. Eles tiveram prioridade na gravação de muitas das músicas de Gouldman porque seu empresário era casado com a irmã dele. Fonte: Songfacts

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