This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.
Caro Peninha,
Minha semana está acabando e sinto-me na obrigação de parar todas as atividades profissionais para efetivar este breve comentário.
Emílio Santiago representa um dos 40 nomes de cantores que selecionei e podem representar a cultura musical do País, em qualquer palco do mundo.
Não se pode dizer – como às vezes o fazem alguns exagerados e inconscientes apresentadores – que ele é o maior, o “primus inter pares” – porque muitos podem mostrar ao mundo os nossos cantares.
Vale notar que há vozes – como Cauby e Nelson – que jamais serão esquecidas. Mas, há, também, maneiras de cantar de outros, que sem serem bons nos gritos sonoros, têm um jeito de interpretar que nos enternecem.
Mas, não se pode negar que Emílio poderia muito bem se igualar a um Nat King Cole, bem de perto, pois tinha classe e jeito de se apresentar que o caracterizaram e tornaram as músicas que ele cantava, dotadas de formatos novos, como o fez com “Marina”, do velho Caymi.
“Marina” personificou todas as mulheres desejadas. E Emílio Santiago deu o tom e a harmonia à canção primeira do grande compositor baiano. Anos depois de gravadas por tantos, eis que ele soube revalorizar a canção com seu canto estelar.
Que sorte ver que minha “Semana” emplacou mais um imortal artista de nossas clássicas canções.
Obrigado, Peninha!
Carlos Eduardo