Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração.
Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.
Depois, Lula deixou vazar sua “irritação” e que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.
Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.
Ao assumir seu terceiro mandato, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.
Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato.
Afinal, Lula não esquece. Ama guardar rancor.
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A expresssão “Ama guardar rancor”, que fecha esta nota aí de cima, resume tudo.
Não é preciso dizer mais nada.
O rancor é parte integrante do caráter do Descondenado que governa este nosso país surrealista.