OVO

A avicultura brasileira começou a despontar a partir da chegada das primeiras aves trazidas dos Estados Unidos, em 1962. Eleitos como animais de grande produtividade, o brasileiro aos poucos começou a colocar na mesa, também a carne de frango. Antes, a primazia se concentrava somente nas carnes de gado e porco.

O saldo foi tai grande que em 2019, o país deve comemorar a produção de mais de 13 milhões de toneladas de carne de frango. Dados ainda não divulgados.

Nas exportações de corte os resultados também foram positivos. As vendas de frango inteiro como as exportações de frango industrializados cresceram bastante.

Caso as vendas externas de carne de frango confirmem as previsões, o Brasil deve fechar as exportações de 2019 em torno de 3,77 milhões de toneladas. Com este resultado, o país se coloca dentre os líderes mundiais na venda de carne de frango. Batendo nas costas dos Estados Unidos, que sempre se manteve na cabeça da lista de exportadores internacionais.

Pelos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), neste campo, o Brasil ocupa a terceira posição na lista de maiores produtores mundiais de carne de aves, atrás dos Estados Unidos e China. Mas, em virtude da crise chinesa de abastecimento de proteína animal, o Brasil pulou um degrau, ultrapassando a posição do país asiático.

Com este cenário, super otimista, o Brasil também passou a perna nas exportações chinesas de carne de frango. Em 2018, foram embarcadas 4,1 milhões de toneladas que produziram uma receita de US$ 6,5 bilhões. O negócio cresce tão bem que despertou o interesse da Arábia Saudita, Rússia e Egito que passaram a se interessar em fechar negócios com o Brasil.

Fruto do emprego de tecnologia, o ovo de galinha, como produto, também integra o agronegócio brasileiro e desempenha um papel bonito no cômputo geral. Dois fatores elegem o ovo como outro importante componente do agronegócio. O custo é baixo e a produção, por crescer rápido, é animadora.

De acordo com as estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em 2019 a produção brasileira de ovos deve marcar a quantidade de 49 bilhões de unidades. Contribuindo para as exportações registrarem 12 mil toneladas.

Rico em proteínas, vitaminas e minerais, o ovo é o amigo da saúde. Fortalece a musculatura, ajuda no crescimento do jovem, mantém as células e o cérebro sadios. Como é inimigo da catarata, o ovo combate a perda de visão. Além de prevenir o envelhecimento precoce, o ovo também evita cabelos quebradiços e unhas fracas.

Por conter cálcio e fósforo, o ovo deixa os ossos fortes, afasta a anemia. Devido a presença da vitamina B12, protege o sistema nervoso. Todavia, além de proporcionar essas vantagens todas, o ovo ainda serve para afinar a cintura larga, aquela figurinha popularmente chamada de cintura de ovo. Após o consumo, as proteínas do ovo dão a sensação de saciedade. Afasta a fome, deixa a pessoa magrinha, no capricho.

A clara e a gema, por formarem aquele par inconfundível, oferecem muitos outros benefícios. A clara se responsabiliza pela manutenção da massa muscular em forma. A gema garante sustentar o organismo na medida.

Depois, então, que estudos científicos derrubaram a fama do excesso de colesterol, o ovo ganhou a simpatia popular na mesa. Passou a constar do cardápio diário, liberado para sete unidades semanais. Ao contrário das gorduras saturadas, constantes na carne, no leite e nos derivados integrais, consideradas as verdadeiras vilãs da saúde.

Incluído no café matinal, por ter uma digestão demorada, o ovo atrasa a sensação de fome. Aliás, segundo pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard, Estados Unidos, a pessoa pode comer até sete ovos semanais que não fazem mal nenhum.

Muito pelo contrário, ajuda a manter o corpo sarado. Porém, para as pessoas com taxa de colesterol alta, a recomendação é comer apenas três ovos por semana. Senão, a vaca pode ir pro brejo.

Todavia, na hora da compra, a pessoa deve avaliar duas importantes dicas. A data de validade e o selo de inspeção que obrigatoriamente devem constar na embalagem. A casca deve estar limpa, não apresentar trincas ou rachaduras.

Em função do avanço tecnológico, a avicultura vem ganhando projeção internacional. Três destaques contribuem para o crescimento da fama. A tecnologia de ponta empregada no setor, a produção cada vez mais eficiente e, sobretudo, a diversificação no consumo.

O confinamento na criação de animais e a melhoria no controle do processo biológico multiplicam o resultado na produção de carne e de ovos, enquanto reduz os custos e preços.

Estados brasileiros campeões na produção de ovos. São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. No Nordeste, aparecem Pernambuco e Ceará.

4 pensou em “OVO

  1. Carlos, lá pelo fim da década de 1940, no sul das Minas Gerais, só tinha acesso a carne de galinha, mulher que dava a luz, tísico,ou velho que já estava com o pé na cova é quem podiam tomar um caldinho de galinha. Na nossa santa inocência de criança, daqueles tempos, rezávamos para o anjo da guarda para também ficar doente, para poder tomar uma canja de galinha. Ainda bem que o anjo não nos atendeu, pois,crianças que adoeciam por aquelas bandas, normalmente, viravam anjinhos.Um abraço e feliz ano novo.

  2. Excelente o seu texto sobre a produção no setor avícola e principalmente na produção de ovos.
    Eu sou do tempo antigo, quando a carne bovina era barata ( a carne de porco era mais cara naquela época ) e somente comíamos galinha aos domingos. Era uma festa.
    Tinha até um ditado na época que dizia ” Quando o pobre come galinha é porque
    um dos dois está doente “.

    Com relação ao seu parágrafo que diz que o ovo produz ou aumenta o nível de colesterol, a
    acho que deve haver algum engano, pois os estudos recentes apontam exatamente o contrário.
    Vou dar um exemplo : A minha taxa de colesterol estava muito alta, então consultei um MÉDICO amigo meu que me aconselhou a comer, no mínimo dois ovos cosidos todo dia.
    Assim o fiz, ao final de dois meses fiz um exame de colesterol e para surpresa, o nível ficou
    muito abaixo do mínimo considerado seguro. O meu médico ficou surpreso e perguntou-me
    que dieta eu estava fazendo, então contei para ele que estava consumindo , no mínimo dois ovos cosidos por dia. Ele aconselhou-me a CONTINUAR com a minha dieta , disse
    que ia estudar o assunto nas últimas pesquisas a respeito.
    Esse médico que me aconselhou a comer ovo diariamente
    ,, de preferência cosido e não frito, disse-me
    que come até seis ovos por dia há muitos tempo, ele goza de ótima saúde e disse-me que
    está usando essa receita devido a estudos médicos , já publicados que comprovaram
    o bom resultado da dieta.
    Tenho aconselhado a amigos daqui e até no exterior com problema de alto teor de colesterol e
    todos têm me informado de resultados positivos.

    Não tenho a pretensão de criticar o seu texto, apenas acho que devo mostrar
    o resultado da minha experiência a respeito, pois estou com 84 anos, faço exames
    todos os anos e a minha taxa de colesterol está sempre dentro dos limites aconselháveis.

    Tomo a ousadia de escrever o texto acima, pois considero o jornal BF, como
    imprensa de utilidade pública.

    Se algum médico achar que estou errado, aceito a correção, mas não mudo de opinião.

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