Marcel van Hattem
A repercussão do debate de domingo lembra muito a repercussão nos EUA do debate entre Biden e Trump: o eleitorado de Lula está assustado porque não assistiram na Band o mesmo Lula da propaganda, forte, atlético. Grande parte da própria imprensa teve de engolir um Lula diferente daquele que vendem todos os dias em suas redações e estúdios de gravação.
Todos foram expostos ao Lula real: decrépito, idoso, devagar, fraco. Perdido, titubeante. Incomodado, irritado. Cansado. Sem nem precisar entrar no mérito do que Lula perguntava ou respondia, ficou claro para todo ser minimamente pensante que Lula não tem capacidade física e mental de liderar nada, muito menos um governo, um povo, uma nação.
O mesmo ocorreu nos EUA com Biden – e aí, quando o povo americano e até mesmo os seus apoiadores mais ferrenhos perceberam o engodo, inventaram a candidatura de Kamala Harris. Mesmo assim, Trump venceu.
Com Lula, não dá mais tempo de trocar o candidato pois esconderam do povo e da própria militância o verdadeiro Lula por tempo demais até finalmente ele participar de um debate. E o resultado no Brasil será o mesmo dos EUA: a troca de comando na presidência.
Em lugar de um candidato que promete o mesmo que já não resolveu no passado; em vez de eleger um presidente que já deveria ter pendurado as chuteiras há muito tempo, o brasileiro já optou majoritariamente no primeiro turno por alguém que tem ainda muito futuro e que oferece, também, um futuro à nação.