DEU NO X

7 pensou em “ELEITORADO VIGOROSO

  1. Cara… que coisa deprimente, que povinho desclassificado (podem me chamar de preconceituoso. Tô nem aí.) e gentinha de baixo nível ao extremo.
    Brasil… êta paíszinho safado e cínico.

  2. Liquidação de Sete Reais

    Abriu a loja. Nem deu tempo de esfriar a tinta da fachada, e já tinha gente se acotovelando como se ali dentro estivesse a última chance de felicidade empacotada em plástico duro. Sete reais. O número era pequeno, mas o efeito, devastador. Era como se o preço tivesse desligado alguma coisa essencial no cérebro coletivo — um botão chamado “limite”.

    A porta subiu e, junto com ela, desceu a civilidade.

    Entraram em enxame. Panelas de pressão viraram troféus de guerra, bolas de “prástico” adquiriram status de relíquia, e o que era prateleira virou campo de batalha. Não havia mais clientes — havia sobreviventes. Gente puxando, empurrando, gritando, tropeçando. Um carrinho atravessado aqui, um chinelo perdido ali, e no meio disso tudo, a pressa cega de quem acredita que economizar sete reais é vencer na vida.

    Curioso é que ninguém parecia estar comprando o objeto. Compravam a sensação. A falsa vitória de levar vantagem, de “não perder a oportunidade”. Como se o mundo estivesse sempre prestes a acabar e aquela panela fosse garantir algum tipo de salvação doméstica.

    Mas o preço baixo cobrou caro.

    Cada empurrão era um desconto na dignidade. Cada grito, uma parcela daquilo que a gente chama de convivência. E ali, no calor da confusão, ficou claro: não era sobre precisar — era sobre parecer que precisava mais do que o outro.

    No fim, quando o estoque minguou e o fôlego também, saíram dali com sacolas nas mãos e um certo vazio difícil de nomear. Economizaram alguns reais, é verdade. Mas gastaram algo que não se recompra em promoção nenhuma.

    Porque há coisas que não deveriam entrar em liquidação.

    E, naquele dia, entraram.

  3. E ainda tem mais!! É muito bom detonar mundiça. E mundiça luleira, mehor ainda. Querem apostar quanto que essa plebe ignara (olha Stanislaw Ponte Preta aqui!!) são dependentes do Bolsa Mun… perdão… Bolsa Família?

    Por 7 reais, não estavam comprando panelas — estavam vendendo a própria dignidade em promoção.
    O preço era baixo, mas o custo foi alto: um empurrão aqui, um resto de humanidade ali.
    Não era liquidação — era um leilão de desespero disfarçado de oportunidade.
    A multidão não queria a panela de pressão; já vivia dentro de uma.
    Sete reais virou senha pra esquecer educação, respeito e qualquer noção de limite.
    Não faltava produto — faltava freio.
    No fim, saiu mais caro perder a compostura do que economizar no carrinho.
    Promoção relâmpago: apagou-se o preço e acendeu-se o caos.
    Todo mundo correndo pra economizar… e desperdiçando o pouco que ainda não estava à venda: o bom senso.
    A etiqueta dizia “R$ 7,00”; o comportamento gritava “qualquer preço serve”.
    Por 7 reais, teve gente que não comprou panela — vendeu a própria compostura no atacado.
    Era promoção de produto, mas parecia liquidação de caráter.
    A multidão não queria economizar — queria justificar o descontrole.
    Brigar por panela de pressão enquanto já vive explodindo por dentro — coerência total.
    Sete reais foi o preço da mercadoria; a dignidade saiu de graça… e ninguém quis levar.
    Não era fila, era um teste coletivo de civilidade — reprovado em massa.
    Gente que não pisa numa biblioteca atropelando por uma bola de “prástico”.
    O carrinho cheio e o bom senso em falta — estoque zerado.
    Não faltava panela; faltava limite. E isso não parcela.
    Era pra ser economia doméstica, virou selvageria urbana.
    Se educação fosse vendida a 7 reais, ainda ia sobrar no estoque.
    No fim, ninguém saiu mais rico — só mais barato.

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