E AGORA, JOSÉ?

Ano novo se inicia e eu com a pergunta de sempre: E agora, José? Continuarás atormentado pelos mesmos questionamentos do ano passado? Curtirás aquele inconformismo latente, mantendo a cachola cheia de dúvidas e sendo escravo da perversa ansiedade? Ah, José! E agora? Não achas um despropósito o fato de cobrares tanto das pessoas sem olhares, primeiro, para o teu interior?

Atribuem a William Shakespeare este pensamento: “… sempre me sinto feliz porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói, os problemas não são eternos, porém, sempre têm soluções, o único que não se resolve é a morte.”

Ainda em dúvida, José? Que tal escutares o que Mário Quintana tem para dizer: “De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem. As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós; não tem importância. Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada…”

E o poeta conclui assim o seu pensamento: “…E isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu experimentar. Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento. É só”.

Queres mais uma dose de ânimo? Escutemos então, Michelle. Sim, ela mesma, a esposa de Barak Obama: “Fracassar é parte crucial do sucesso. Toda vez que você fracassa e se recupera, exercita a perseverança que é a chave da vida. Sua força está na habilidade de se recompor”.

Aposto que estás achando tudo isso um amontoado de baboseiras, dosagens de autoajuda que somente os incautos acreditam nelas. Porém, insisto nesta preleção chata, citando agora Hermann Hesse, o escritor alemão mais lido do século XX, de onde pincei alguns pensamentos contidos em alguns de seus livros:

“Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido” ou então: “A maioria das pessoas vive também em sonhos, mas não nos próprios, eis aí a diferença”. E quanto a esta meditação, José, será verdadeira? “O homem é um ser ansioso pela felicidade; no entanto, não a suporta por muito tempo”.

Amenizemos a carga de emotividade relembrando alguém que te fez sorrir, mas que nunca considerastes como pensador. Falo de Charles Chaplin, o palhaço. Reflitas um pouco sobre o que disse Carlitos: “Nada é permanente nesse mundo cruel, nem mesmo os nossos problemas”.

Ele também falou esta verdade: “Chega um momento em sua vida que você sabe quem é imprescindível para você, quem nunca foi, quem não é mais, quem será sempre”. Outro desabafo do incrível comediante: “É saudável rir das coisas mais sinistras da vida, inclusive da morte. O riso é um tônico, um alívio, uma pausa que permite aliviar a dor”.

Sem querer parecer piegas, mas apenas movido pelo desejo de te levantar o ânimo para o ano que se inicia, nada como esta parábola de Jesus Cristo: “Olhai os lírios do campo que não trabalham e nem fiam e, no entanto, nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles. Olhai as árvores do céu que não plantam e nem semeiam, mas Deus as alimenta e as veste, quanto mais não há de alimentar a vós homem de pouca fé?”

Coragem, José, o ano apenas começou!

4 pensou em “E AGORA, JOSÉ?

  1. Meu muito obrigado a Jorge e a Patriota, pelas manifestações. O erro não foi do corretor ortográfico, foi do autor da peça que no entusiasmo de escrever o texto digitou árvores. Sim, são as aves do céu. Forte abraço a ambos.

  2. E agora José? José para onde? As pessoas esperam milagres a cada virada de ano, e isso é bom porque renova as esperanças. Este ano não representou apenas um ano novo, mas uma década nova. Começamos com uma ameaça decorrente da ação do governo americano no Irã, o que vem depois pode ser um traque de massa, mas acho que quem vai pagar o pato são os aliados dia EUA. Digo isso, apenas pra lembrar, José, que já temos a incerteza de cada dia como companhia.

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