XICO COM X, BIZERRA COM I

Igrejas e Quartéis tremem na base. Um reverendo que ladra raivoso e exala ódio mortal marca encontro com um Cabo da PM, um Coronel e um Diretor do Ministério da Saúde, ex-Sargento da Aeronáutica (não aquele da cocaína no avião presidencial). Discutem, em uma mesa de bar, a caótica situação da saúde no Brasil. Analisam propinas de milhões de dólares, ou, no vocabulário chulo de um General Ministro, ‘gordos Pixulecos’, seja lá o que isso for. Autoridades, preocupadas, vetam vacinas umas e tentam comprar vacinas outras a preços bem mais caros. Tudo a depender da ‘comissão’. Enquanto isso, o povo continua a morrer. Já são 700.000 covas não evitadas, 700.000 famílias vítimas do genocídio, 700.000 CPFs cancelados. Mas, melhor que cumprir seu papel de gestor da crise, é passear de moto ou de jetski, discursar no cercadinho. A segui-lo, um séquito de cegos e fanáticos, adorando pneus e invocando seres extra-terrestres. Só faltava o desfile de tanques de guerra e blindados. Não falta mais. No futuro, ele certamente não será lembrado pelas Motos mas, sim, pelos mortos. Afinal, é um Messias que não sabe fazer milagres, que não é coveiro, no seu próprio dizer. Além do que, instalado num Palácio do Terraplanalto repleto de rachadinhas, vizinho de mansões milionárias, ele é apenas um capitão que o exército não quis. E nada de cuidar dessa gripezinha tão inofensiva quanto uma crise de soluço, desde que tratada em hospital com oxigênio à vontade. Saúde de esportista. Pastores e pastadores, milicianos e charlatães riem. Ele, imorrível, imbroxável e incomível, jóias árabes no pescoço da mulher, caga para os que o investiga e desdenha daqueles que não conseguiram superar aquela ‘doencinha de maricas’, imitando alguém com falta de ar. E mascava chicletes de cloroquina enquanto passava a Boiada na Amazônia menor a cada dia. Vacina e propina: não fosse trágico, talvez fosse uma boa rima. Pra quem terá sido dirigido o ‘cotôco’ covidiano de Queiroga, em Nova Iorque? Mais sensato seria ter dado o dedo pra Papuda: seus amigos e chefes estão a caminho. Outros, lá já estão: o golpe falhou …

15 pensou em “CABOS e REVERENDOS – HISTÓRIAS DE UM BRASIL RECENTE

  1. Nunca vi tanta narrativa, tanto ódio disfarçado como neste texto.

    Eu esperava mais inteligência do Colunista Xico, a quem admiro pela sua poesia em outras estrofes.

    Vou tentar esquecer o que li acima, fingir que não li, para não diminuir ainda mais o apreço que ainda sinto pelo Xico.

  2. Prefiro Xico Bizerra, gênio da raça, na sua poesia. Creio que como militante ensandecido do PT, ele deixa de exercer o que tem de melhor. Deixa de ser mel, sua verdadeira natureza, para ser só fel. Amargo. Pena. Mas ele manda. Viva o amigo querido, há braços com o coração.

  3. A quem merece resposta:
    JOÃO FRANCISCO: Obrigado pelo comentário e pelo apreço por minha Poesia. A admiração e o carinho é recíproco. Abraço.
    PADRE JOSÉ PAULO: Honrado pela generosidade do comentário e agradecido.pelo respeito à divergência de ideias, atributo comum aos homens inteligentes. Com o coração saiba que há braços, sim. Sempre. Doces como o mel.

    • Caro Xico, já nem me lembro mais do que você escreveu (já desvi), pois estou certo de que o autor não é o mesmo das poesias.

  4. É, aqui temos democracia, mas vou ser sincero, há textos que não perco meu tempo em ler, muitos engrandece a alma e o espírito, outros nos deixam triste.

    • Meu Caro Luiz,
      Textos que não merecem sua leitura, melhor não lê-los. Não era minha intenção deixar alguém triste. E viva a Democracua, sempre!

    • Caro Adriano, esta Gazeta escrotíssima é a mais democrática que já participei, daí o fato de a seguir há mais de 15 anos de forma ininterrupta. Participo preferencialmente da área de comentários, onde dou meus palpites.

      Digo isso porque nestes mais de 15 anos nunca houve por parte do nosso mestre Berto, qualquer tipo de censura ou regulação, seja ela na parte da esquerda ou dos conservadores, o qual eu me incluo.

      Aqui dá de tudo um pouco, até narrativas cheias de ódio como esta do ilustre colunista Xico.

      Não gostou? Esqueça. Faça como eu, desveja e siga em frente.

      Ódio faz mal para o fígado.

      Abraço

  5. Caro Adriano, esta Gazeta escrotíssima é a mais democrática que já participei, daí o fato de a seguir há mais de 15 anos de forma ininterrupta. Participo preferencialmente da área de comentários, onde dou meus palpites.

    Digo isso porque nestes mais de 15 anos nunca houve por parte do nosso mestre Berto, qualquer tipo de censura ou regulação, seja ela na parte da esquerda ou dos conservadores, o qual eu me incluo.

    Aqui dá de tudo um pouco, até narrativas cheias de ódio como esta do ilustre colunista Xico.

    Não gostou? Esqueça. Faça como eu, desveja e siga em frente.

    Ódio faz mal para o fígado.

    Abraço

  6. João, eu também estou por aqui, acho que desde 2009/2010, quando ainda era um BLOG kkk, e longe de mim querer censurar alguem ou alguma postagem por mais asquerosa que seja, eu queria era uma forma de bloquear, para EU não ver, porém como não existe essa opção eu vou seguir o seu sábio conselho e desver…

  7. Grande coletânea de abobrinhas! Fiquei estupefato…
    Achava que, na qualidade de colaborador habitual desta gazeta escrota, esse “xico” teria algo mais decente a dizer sobre os tempos tenebrosos em que vivemos.
    Lamentáveis palavras. A canalha esquerdista certamente vai adorar.

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