JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva nasceu em 29/6/1942, em Porto Alegre, RS., no bairro Colônia Africana, atual bairro nobre denominado Rio Branco. Professora, pesquisadora, escritora, professora emérita da UFScar e doutora honoris causa pela Universidade Federal do ABC.

Filha de uma professora da rede pública estadual, participante da criação do Colégio de Aplicação, da UFRGS-Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1953, quando lhe foi oferecida uma vaga para sua filha na primeira turma do Colégio. Aos 18 anos ingressou na Faculdade de Letras da UFRGS e no 3º ano começou a lecionar Português no Ginásio Comercial Antão de Faria, em Porto Alegre e no colégio Bom Jesus Sévigné. Durante a graduação, lecionou francês no Colégio de Aplicação.

Em 1972 passou a lecionar Língua Portuguesa na UFRGS e em seguida foi docente também na PUC/RS, no curso de especialização em Supervisão Escolar. Pouco depois passou a ministrar aulas no curso de pós-graduação em Educação. Atuou em várias escolas percorrendo um longo caminho na docência. Foi indicada pelo Movimento Negro para integrar o conselho da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação no período 2002-2006.

No cargo, foi relatora do parecer estabelecendo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Em 2006, participou da criação do programa de reserva de vagas para estudantes da escola pública, para indígenas e negros, vindo a assumir a coordenação do programa. Foi docente no Programa de Pós-Graduação em Educação e no Departamento de Metodologia do Ensino da UFScar até 2012, quando se aposentou e recebeu o título de Professora Emérita do Conselho Universitário.

Em 2021 recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do ABC, em reconhecimento ao trabalho em defesa da cultura, da diversidade, da mulher, do ensino gratuito e da não discriminação racial. Atualmente trabalha como pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros NEAB/UFSCar e atua em grupos do Movimento Negro. É coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar e do Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos (UFSCar), junto com a professora Maria Waldenez de Oliveira.

Sua carreira acadêmica se deu de modo contínuo a partir de 1964, quando se graduou em Letras e Françês; mestrado em Educação (1979); doutorado em Educação (1987) e pós-doutorado pela University of South Africa, em 1996. Em 2024 recebeu mais um título de Doutora Honoris Causa, pela UFRGS. Teve sua dissertação e tese publicadas, além de publicar diversos artigos em revistas especializadas. A tese “Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro”, serviu, 18 após, como documento para o reconhecimento da comunidade do Limoeiro como quilombo.

O livro O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos, publicado em 1998 junto com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves, encontra-se na 4ª edição (2006). Outro livro Experiências étnico-culturais para a formação de professores, publicado em 2002 junto com Nilma Lino Gomes, encontra-se também na 4ª edição (2018). Outros livros publicados: Entre Brasil e África: Construindo Conhecimento e Militância, 2ª edição (2021); O Pensamento Negro em Educação no Brasil – Expressões do Movimento Negro, com Lucia Maria de Assunção Barbosa. 2ª edição 2023.

7 pensou em “AS BRASILEIRAS: Petronilha Gonçalves

  1. Caro Brito, tenho uma sugestão para v.

    Fale sobre o Sargento Max Wolf Filho, o maior herói esquecido do nosso Exército.

    Sua vida, seus atos, sua bravura deveriam ser assunto em todas as escolas, virar livro e filmes. Ele é mais reverenciado na Itália e na Alemanha (sim, os então inimigos o reverenciaram) do que aqui.

    Abraço

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