DEU NO X

Karina Michelin

A COP30, vendida ao mundo como o “símbolo da união pelo planeta”, entrou em clima de confronto e confusão em Belém (PA). Nesta terça-feira, 11 de novembro, manifestantes romperam barreiras de segurança e entraram em choque com agentes privados que faziam o controle de acesso ao local da conferência climática.

De acordo com a Reuters, um homem ficou ferido e precisou ser retirado em cadeira de rodas após o tumulto. Imagens que circulam nas redes mostram empurra-empurra, spray de pimenta e um grupo tentando forçar a passagem pelos portões principais.

A cena contrasta com o discurso oficial do governo brasileiro e da ONU, que até ontem garantiam “segurança total e clima de diálogo”. Na prática, o que se viu foi o colapso da vitrine verde — a conferência que deveria “salvar o planeta” começa afundando na própria contradição: um evento que prega harmonia global, mas é cercado por muros, crachás e seguranças armados — e movido a diesel, o mesmo combustível fóssil que seus organizadores dizem querer eliminar.

Fontes da imprensa internacional, como o portal DevDiscourse, indicam que os protestos estariam ligados a grupos insatisfeitos com o custo bilionário do evento e com a exclusão de representantes locais e movimentos rurais da pauta oficial. Ou seja: a “voz da Amazônia” ficou de fora do evento que diz defendê-la.

Enquanto isso, a organização da COP30 ainda não divulgou nota sobre o episódio. O silêncio institucional é ensurdecedor…

A COP30 virou exatamente isso – um retrato em tempo real de como o marketing verde de Lula substituiu a verdade.

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