ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

Se há uma semente com 66 anos de existência que foi germinada e deu muitos frutos, esta é sem dúvidas a obra de Richard Matheson, um livro publicado no ano de 1954 intitulado I AM LEGEND. Pois bem, The Last Man on Earth (MORTOS QUE MATAM – 1964) foi a primeira adaptação para o cinema do livro “I Am Legend” (Eu sou a Lenda – 1954), houve uma segunda chamada “The Omega Man” (1971) e mais duas “I Am Legend” (Eu sou a Lenda – 2007, sim aquele com o Will Smith) e “I Am Omega” (A Batalha dos Mortos – 2007). O jornalista e estudioso de filme de terror, Ricardo Roveran, é taxativo ao afirmar que, o autor do livro participou do roteiro do filme de 1964 e este deixa claro tratar-se de uma doença que veio da Europa e que contagia todos pelo ar. Segundo o jornalista, Este “ZUMBI” está consciente até certo ponto e inclusive fala.

Pela força crítica do conteúdo, o pesquisador Ricardo Roveran concede uma nota 10 para Mortos que Matam e, segundo sua concepção, ele afirma que o elenco é bem razoável, mas Vincent Price e Franca Bettoia merecem destaque. A Ruth de Bettoia é inclusive além de personagem do filme, um estereótipo feminino, maduro e real de sua época, o que acrescenta o valor estético da obra. A trilha sonora é aquela confusão dramática pós cinema mudo, mas que vale a pena conferir e em momento algum peca contra a harmonia. A fotografia simplista numa paleta de preto e branco, clássico e expressivo, que novamente são a marca de um tempo. A edição é naquela altura motivo de elogios, com transições muito bem montadas, sobretudo nos momentos nos quais as memórias surgem e a narrativa ganha substância de alma. O roteiro é veloz, prende atenção e não deixa faltar qualquer informação.

O enredo do filme em preto & branco nos mostra que após a devastação da Terra por uma peste, um cientista se dá conta de ser o único sobrevivente vivo. A partir da catástrofe, criaturas surgidas a partir dos doentes retornam à vida e passam a habitar a Terra atacando o último sobrevivente, o Dr. Morgan. Para se livrar do ataque destas criaturas mortas-vivas, Dr. Morgan precisa utilizar-se de métodos anti-vampirescos como fogo, alho e estacas de madeira!!! Baseado em livro escrito pelo especialista em ficção científica Richard Matheson, o filme é a primeira e talvez a melhor transcrição para o cinema das três versões que foram efetuadas. A segunda versão, com Charlton Heston, teve o título no Brasil de “A Última Esperança da Terra” (1971) e a terceira chamou-se “Eu Sou a Lenda” (2007), com Will Smith. Todas as três versões têm os seus méritos. A segunda versão, com Charlton Heston, trouxe para o mundo das cores o mesmo tema e também tornou-se um primor de adaptação.

Fotografado em preto e branco e com uma coprodução entre Estados Unidos e Itália, este último teve a participação do próprio Matheson (autor do livro) como um dos roteiristas (sob o pseudônimo de Logan Swanson). O protagonista é o Dr. Robert Morgan, um cientista vivido pelo grande Vincent Price que desenvolve uma curiosa imunidade à enfermidade e prossegue num desesperador combate pela vida, enquanto busca em seu laboratório uma cura para o mal que acabou com o mundo do qual aparentemente sobrou apenas ele. Curiosamente, os ataques noturnos das criaturas infectadas contra a casa do cientista isolado serviram de inspiração para George Romero conceber o seu clássico absoluto A Noite dos Mortos-Vivos alguns anos depois, em 1968, nas sequências envolvendo os zumbis tentando invadir a casa de campo que servia de refúgio para um grupo de sobreviventes.

A ótima equipe do site BOCA DO INFERNO especialista em filmes de terror descreve-nos ou nos conta a história do cientista Robert Morgan (Price), que há 3 anos está sozinho no mundo, sendo o último homem legítimo sobre a Terra, após uma misteriosa epidemia espalhar um vírus desconhecido que transformou as pessoas em criaturas zumbificadas com características vampirescas, que somente saem de seus refúgios durante à noite. Ele é imune à praga, sente a dor de viver sozinho num mundo vazio, carrega a angústia de ter visto a mulher Virginia (Emma Danieli) e a filha pequena Kathy (Christi Courtland) serem afetadas pela contaminação, caminha de dia como uma lenda caçando e exterminando os infectados, cravando-lhes uma estaca no coração e carbonizando os corpos numa imensa vala, e se protege de noite escondendo-se em sua casa, resistindo ao constante ataque das criaturas. Há quem afirme que MORTOS QUE MATAM(1964) é o melhor entre os outros filmes já lançados.

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2 pensou em “MORTOS QUE MATAM

  1. Caro Amigo Altamir.

    Foi uma grande surpresa , assistir a versão em preto e branco
    deste filme que desconhecia,
    Muito interessante, principalmente na fotografia em preto e
    branco que quase coloca o filme na categoria de um clássico.

    Esse filme difere bastante das versões posteriores, que acredito tenham
    acrescentado muita coisa que não consta do enredo original.
    O filme é serio, honesto e muito oportuno na sua postagem , tendo em vista os acontecimentos atuais.
    Como sempre, os seus artigos são sempre bem atualizados.

    Abraços.

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