URUBUS NA PRAÇA

Antonio Dias Toffoli caminha para o fim da sua presidência do Supremo Tribunal Federal, em 10 de setembro, com um triste “carimbo”: foi o período que tornou letra morta a frase da ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, quando afirmou que “o cala boca já morreu”.

No STF, que impôs censura e limitou liberdade de expressão, Toffoli rebatizou o censor.

Para ele, o STF “edita” o que deve ser divulgado.

Toffoli pediu ao “xerife” Alexandre de Moraes, em 2018, para censurar os sites Crusoé e Antagonista, incomodado com acusações contra ele.

Há 18 meses o “xerife” proíbe a Rede Tiradentes (rádio, TV e site), de Manaus, de noticiar acusações da Lava Jato ao senador Eduardo Braga.

A última, que põe o STF no anedotário mundial, é a ordem para Twitter e Facebook suprimirem a liberdade de expressão de doze pessoas.

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Anedotário pro resto do mundo.

Mas aqui dentro, num vejo nada de engraçado.

Uma triste realidade ditatorial, tirânica, ilegal e absurda.

E, como dizia Rui Barbosa, contra a ditadura do judiciário não temos a quem recorrer.

Um período absurdo este que estamos vivendo atualmente neste país, com uma justiça surreal e bananífera.

Xô, xô, xô!!!!

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