MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

Aceita que é Ciência!

O experimento científico UNIVERSO 25, foi considerado um feito espetacular para uns e, aterrorizantes para outros.

Procurando explicar e traçar um paralelo entre as sociedades humanas, o cientista norte-americano John Calhoun idealizou experimentos com ratos e camundongos. Estudando o comportamento dessa colônia de roedores, ele tentou criar o que denominou de Universo 25, entre os períodos de 1958–1962 e 1968–1972.

A ideia do “Universo 25” criada por Calhoun, foi observada e chamada de um “mundo ideal” no qual consistia na convivência de centenas de ratos que cresceriam e se reproduziriam em condições exclusivas. O experimento também ficou conhecido como “Paraíso dos Ratos” ou “Utopias de Ratos”, que se baseava no seguinte ensaio:

Numa determinada área – UMA ENORME CAIXA – especificamente elaborada para tal, continha fartura de alimento e água para os roedores, além de um vasto território para viver. Iniciou colocando quatro pares de camundongos que rapidamente se reproduziram, originando um considerável aumento populacional. Ocorre que, após quase um ano – especificamente 315 dias – começou a declinar assustadoramente sua capacidade de reprodução. Observou-se então que, ao atingir o numero de 600 roedores, formou-se uma hierarquia entre eles e surgiram os chamados “desgraçados”. Os ratos maiores começaram a fustigar agressivamente o grupo, resultando em que muitos machos, começaram a psicologicamente “entrar em colapso”. Também observou-se que as fêmeas não se protegeram e, por sua vez, tornaram-se negligentes e agressivas com seus filhotes. Tempos depois, as fêmeas começaram a apresentar comportamentos cada vez mais agressivos, elementos de isolamento e falta de humor reprodutivo.

OBSERVADORES DO EXPERIMENTO

O que se viu foi uma notória baixa taxa de natalidade e, ao mesmo tempo, um aumento da mortalidade em roedores mais jovens. A partir daí, começou a surgir uma nova classe de roedores machos, os chamados “ratos bonitos”. Eles se recusaram a acasalar com as fêmeas (se androginaram) ou a “brigar” por seu espaço. Só queriam comer e dormir. Levavam tudo “numa boa”. Como era de se esperar, “belos machos” e “fêmeas isoladas” constituíam a maioria da população. Conforme analisou Calhoun, a fase da morte consistia em duas fases: a “primeira morte” e a “segunda morte”. A primeira foi marcada pela perda de propósito na vida além da mera existência – nenhum desejo de acasalar, criar jovens ou estabelecer um papel na sociedade (não estou julgando ou comparando nada) . Com certo tempo, a mortalidade juvenil atingiu 100% e a reprodução chegou a zero. A homossexualidade ficou patente entre os camundongos ameaçados, assim como o aumento do canibalismo, mesmo havendo abundancia de água e comida. Após dois anos do experimento, constatou-se o nascimento do ultimo bebê da colônia. Em 1973, ele havia matado o último rato do Universo 25.

Para surpresa geral, todas as 25 vezes em que Calhoun repetiu o experimento, o resultado foi o mesmo.

Pressupõe que o trabalho cientifico de Calhoun, serve para fundamentar o estudo da sociologia urbana, procurando lançar luz, num modelo interpretativo sobre um possível colapso social com os seres humanos.

SIMULAÇÃO DO APOCALIPSE

Para uma camada de cientistas, o experimento também serviu como um alerta para nossa raça. Se não morrermos de fome. Daremos um jeito de aniquilar a nós mesmos.

Há quem ache que, atualmente, já estamos testemunhando paralelos diretos na sociedade de hoje. Homens fracos e feminizados com pouca ou nenhuma habilidade e nenhum instinto de proteção, e mulheres excessivamente agitadas e agressivas com pouco ou nenhum instinto materno.

Multiplicam-se homens afetados, paparicados, incapazes, dependentes que sempre procuram se vitimizar por qualquer infortúnio que lhes acometam.

E isso vem se repetindo bem mais que 25 vezes. Haja universo.

23 pensou em “UNIVERSO 25

  1. Muito interessante este estudo. Junte isso a uma necessidade que os meta capitalistas vêm em diminuir drasticamente a população mundial, temos um controle sobre as iniciativas e liberdades individuais para levar ao caos.

    • Exatamente isso, Sr Francisco.
      Até parece que as Big tec, ONU, e China(covid-19) e outros “luminares”, se baseiam nesta experiência.
      Gratissimo pela vossa honrosa contribuição.

    • Na história humana de alguma forma e tempo houveram colapsos. E este estudo vem comprovar estes acontecimentos desde Abraão. Parabéns Dr. Marcos pelo estudo.

  2. Sei não ! sei não!!! . No estudo eram ratos , mas a realidade coloca outra espécie nesta grande caixa. John Bumpass Calhoun tinha conhecimento do passado e presente da humanidade , só estava tentando entender o previsível futuro .

    • Foi neste sentido (sociologia urbana), que Calhoun quis trazer um alerta para os políticos do mundo. Principalmente os que enveredam e acolhem ‘a ciência ‘.
      Quem sabe se já existe esta “caixa dos humanos” talvez esteja representada por algum pais.

      Muito agradecido pela colaboração.

  3. Talvez alguns de vocês se lembrem, especialmente os mais antigos aficionados do JBF, que eu abordei este mesmo tema há alguns anos atrás.

    Só não tive, nem de longe, a maestria do nosso caro Marcos André.

    Parabéns pelo belo e aterrorizante texto.

    Parece que a “Mãe Natureza”, em sua sabedoria infinita, dotou nós animais com uma rotina de Coltrol-Alt-Del para quando atingimos estágios de superpopulação: os homens ficam todos afeminados e afrescalhados, enquanto as mulheres viram todas sapatão.

    Eis aí a consequência dos 8 bilhões de seres humanos estuprando nosso planeta.

    • Meu mestre Adonis, saudações!!!

      O tema por mim abordado foi em decorrência do nosso atual momento em que atravessamos. Político, científico e social.

      Por isso, ali advirto, pela similitude de comportamento que alguns humanos já apresentam tais características.

      Muito honrado pela vossa participação.

  4. Não é novidade nenhuma o que o John Calhoun experimentou.

    O zoólogo e escritor Desmond Morris já em 1967, com seu livro best seller “O Macaco Nu” já encarava o assunto.

    Neste livro, ele demonstra que o homem só se diferencia do macaco por ser pelado e o símio peludo.

    A seguir (1969), lança “A Fauna Humana” onde demonstra, cabalmente, todos os comportamentos sociais humanos (normais ou não) com o que acontece com os animais encerrados em um zoológico.

    Em português, pelo que eu sei, são só esses 2.

    Mas em inglês e espanhol, há muitos outros títulos, todos girando em torno dos comportamentos humanos, sob o ponto de vista zoológico.

    São todos excelentes livros que mostram o porquê da nossa “animalidade” atuar sobre a nossa “humanidade”.

    Pelo que pesquisei, encontram-se todos na Amazon.com.br.

    Coloquem, na pesquisa, o nome do autor (Desmond Morris) e divirtam-se.

    Só não se assustem com os preços, o que demonstra a sua qualidade pela sua raridade.

    • Verdade, Sr. Agostini.

      Morris também fez, além de macacos, estudos, nos mesmos moldes e com as devidas adaptações, com pássaros e cobras.

      O espantoso e grande diferencial, da tese de Calhoun, é que ele a repetiu 25 vezes – Daí o universo 25 – e sempre com os mesmos resultados.

      Grato por ter enriquecido o tema com dicas e orientações oportunas de leitura e conhecimento.

  5. Marcão,
    Seu texto foi ANIMAL…

    Aceita que é JBF! É gratificante por demais pertencer a uma patota CAPAZ de parir um texto de tal envergadura… Li, reli e rerreli para muito aprender, caríssimo amigo (ter um camarada de seu quilate como irmão é prazeroso por demais, Marcão).

    A partir daí, começou a surgir uma nova classe de roedores machos, os chamados “ratos bonitos”. Eles se recusaram a acasalar com as fêmeas (se androginaram) ou a “brigar” por seu espaço. IMPRESSIONANTE a semelhança com os machos jovens deste nosso planetinha (geração nutella, mimimi, geração sem sexualidade definida)… Tem uma porrada deles competindo pelo espelho com a mulherada… Tempos estranhos, Marcão…

    Quanto aos fubânicos, podemos ser divididos em algumas categorias de macho: Macho propriamente dito, Ogro, Conan, Legionário, Rambo, Viking ou Troglodita. kkkkkkkkk

      • Pô, João, foi proposital. Não entrei nesse mérito para não acabar com o dia do “nosso petista” C.G.Eduardo. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • E aproveitando seu espaço,aproveito para dar um DADO e deixar um TRAÇADO: Dia 29 é dia de Cervantes, que muito inspira este caminhoneiro, que vai de frete em frete em seu Quixote Véi di Guerra pelas estrada da vida e por todos os recantos do Jornal da Besta Fubana. Como és imortal, desejo a ti, Cervantes um Feliz Cumpleaños… (Miguel de Cervantes Saavedra – Alcalá de Henares, 29 de setembro de 1547)… El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha – SOBRE O LIVRO, O TESTEMUNHO DE UM RUSSO: “JAMAIS SERÁ ENCONTRADO UM TEXTO TÃO PROFUNDO E PODEROSO QUANTO ESTE. A MAIOR E DEFINITIVA EXPRESSÃO DO GÊNIO HUMANO.” FIÓDOR DOSTOIÉVSKI. Falou quem entende…

    • Eita, Sancho!

      Quer dizer então que, a galera (“machos”) da geração nutella já está em pleno vapor, reivindicando o respeito pelos seus vitimismos e mimimis? Deus do céu!.

      Poxa vida, Sancho. Será que Berto compraria a ideia de colocar a galera do JBF numa caixa e ver o resultado? Imagina a briga de foice no escuro entre ogros, Conans, Legionários, Rambos, Vikings e trogloditas? Sai de baixo!
      kkkk

      Na qualidade de ser seu fã (lider da torcida JBF), fico triplamente gratificado pelos
      seus comentários.

      Obrigado, macho véi!

      • Marcão, ri muito do trecho: Será que Berto compraria a ideia de colocar a galera do JBF numa caixa e ver o resultado? Imagina a briga de foice no escuro entre ogros, Conans, Legionários, Rambos, Vikings e trogloditas? Sai de baixo!

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