RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

Hoje acordei alegre apesar de tudo. Alegria na vida, mesmo em um dia cinzento e chuvoso, prenúncio de um outono, digamos… outonal e, de um inverno frio e chuvoso. Mas sempre teremos um vinho, uma lareira e um abraço para aquecer-nos.

E desta alegria resolvi pensar na minha Bela Pelotas. A mesma Pelotas que, segundo a turma do Cabaré, é a Capital Nacional das Bichas. Temos bichas sim, inclusive exportamos algumas para o Governo. Até o Lula sabe disso, pois uma vez esteve aqui gravando uma propaganda política e sugeriu transformar a cidade em Polo exportador de Viados, desrespeito, mas a militância LGBTFXKYZ fingiu não ver.

Quero registrar que apesar de termos os nossos baitolas, não temos culpa da Calça Tora-bago Paulista, nem da enxurrada de viados nas praias do Nordeste, mas isto, pensando bem, pode ser porque a cota do Rio de Janeiro encheu.

Deixemos para lá resolvi homenagear a bela Princesa do Sul na letra de duas músicas de Kleiton e Kleidir (pelotenses) que tocam nossa alma sulista.

Pelotas (Kleiton e Kledir)

Caminhando por Pelotas
Lembrei de quando eu nasci,
Um quarto da Santa Casa,
O palco do Guarany.
Contei paralelepípedos
A caminho da escola,
Sonhei ladrilhos hidráulicos,
Paredes de escariola.
Pião, bolinha de gude
Pandorga, ioiô, gibi,
Bici, carrinho de lomba,
Eu sou o mesmo guri.
Comi tanta pessegada,
Fios de ovos e bem-casados,
E pastéis de Santa Clara,
Que fiquei cristalizado.
E voei até a praça
Passei no Sete de Abril,
Os pardais faziam festa,
Naquela tarde de frio.
Tomei um café no Aquário
Bem quente pra ver se aquece,
Agradeci obrigado,
E a moça disse merece!
Andei até na Avenida
Entrei na Boca do Lobo,
Fui até à BAIXADA,
Pois era dia de jogo.
Naveguei pelo Porto
Fragata e Areal,
Três Vendas e São Gonçalo,
E Praias do Laranjal.
É muita guria linda
Eu fico até espantado,
Nunca vi tanta beleza,
Por cada metro quadrado.
O vento nos teus cabelos
Desenha outra escultura,
Junto à Fonte das Nereidas,
E aos traços da arquitetura.
Terra de todos meus sonhos
Princesa do Sul bonita,
O meu amor não tem fim,
Como uma rua infinita.
Pelotas minha cidade
Lugar onde eu nasci,
Ando nos braços do mundo,
Mas sempre volto pra ti!

E Lagoa dos Patos, lindíssima, que toca todos que já caminharam na praia do Laranjal.

Lagoa dos Patos (Kleiton e Kledir)

Lá no fundo da lagoa
Dorme uma saudade boa
Longe desse céu sereno
O coração pequeno
E vazio ficou
Sei que a vida içou as velas
Mas em noites belas
Sou navegador
Lá no fundo da lembrança
Dorme um resto de esperança
De voltar à vida a toa
À beira da lagoa
Só molhando o pé
Seja em Tapes, São Lourenço
Barra do Ribeiro ou Arambaré

Lagoa dos Patos
Dos sonhos, dos barcos
Mar de água doce e paixão

Ah! Essa canção singela
Eu fiz só pra ela
Não me leve a mal
Ela que é filha da lua
Que ilumina as ruas
Lá do Laranjal.

Em seguida estão os vídeos com as duas músicas e fotos da Princesa.

Peço desculpas aos especialistas fubânicos em música, mas como eles ainda não divulgaram minha terra na música ouso fazê-lo e deixo cá a sugestão.

Pelotas

Lagoa dos Patos

* * *

Mercado e Largo da Prefeitura

Praia do Laranjal

A Boca do Lobo – Lar do Gloriosos Lobão

8 pensou em “UM POUCO DE ALEGRIA

  1. Bom dia e bom domingo. Faltaram as fotos das lindas fazendas de charqueadas, a meu ver, patrimônio incontestável deste nosso país lindo e maravilhoso. E a contribuição dessas charqueadas para a alimentação do Brasil colônia, fundamental, através da Lagoa dos Patos e de Rio Grande. Forte abraço.

  2. Rodriguito, meu lindo,
    Poderia encher o cronista de elogios, mas (inútil mas), sua história dentro deste JBF já o colocam dentro os imensos gigantes que aqui escrevem, tornando-se qualquer chaleiragem desnecessária, por isso ESCULHAMBEMOS…
    Para falar mal de ti recorro aos gaúchos KK:
    Entrei na Boca do Lobo,
    Fui até à BAIXADA,
    Pois era dia de jogo.

    IMPERDOÁVEL: Fostes até a BAIXADA e omitistes algo grandioso que lá existe, em cores rubro-negras.

    Clássico Bra-Pel – EC Pelotas e Brasil (Grêmio Esportivo Brasil). GRENAL? Quem são esses? nunca nem os vi.

    Crescer em Pelotas impõe uma condição de berço, escolher entre o áureo-cerúlio (Lobão) e o rubro-negro (Xavante). Opções clubísticas que devem ser as prioritárias e principais.

    O vermelho e preto tem na letra do hino do clube uma indicação que diz: “(…) as tuas cores são o nosso sangue e a nossa raça”.

    Despeço-me do amigo deixando um beijo sanchiano nas rosadas bochechas da rubro-negra Mercedita, uma torcedora que tem os fundilhos gastos pela arquibancada, estando no Bento Freitas a ver a mágica acontecer, alimentando paixão e paquerando os bonitões xavantes.

      • Lobinha aureo-cerúlea das Mercês,
        Favor não me chamar de Sancha, pois estou tentando apagar esta “página colorida” e arco-írica de minha biografia.

        Agora sou o cruel e macho bigodón Coco Loco. kkkkk

  3. Aí, contam à boca pequena, lá no cabaré de Dona Zefa, parede meia com o do Berto, a história de um prefeito da cidade de Pelotas, muito expedito, que mandou fazer uma pinguela, em uma valeta que cortava uma comunidade da periferia da cidade, visando facilitar o trânsito dos moradores, de um lado a outro dessa comunidade.
    No dia da inauguração da grande obra e temendo que ela se tornasse via de tráfego de motos e outros afins, o prestimoso edil mandou colocar nos dois acessos à essa passagem um vistoso cartaz dizendo “passagem de pedestres.”
    Acontece, que traído pela consciência e, decerto, pela vivência, o publicitário tascou “passagem para pederastas”, situação que só veio a ser percebida quando do descerramento da bandeira que cobria a bela placa e a sua bênção pelo vigário, que ao ver o escrito, chamou o prefeito de lado e cochichou: “prefeito, não é pederasta, mas pedestre. Mande corrigir.”
    Ao que o prefeito retrucou: “deixa prá lá, caro padre. O senhor acha que vou estragar uma placa tão bonita, só por causa de uns dois ou três oposicionistas.”

  4. Tenho uma grande Paixão pela Mercedita. Mesmo quando ela me olha de soslaio e diz: “Deu pra ti”. Choroso pego a primeira Maria Fumaça e vou derramar minhas lágrimas na Fonte da Saudade. Por vezes deixou Pelotas e vou bater um papo com o Analista de Bagé. De Corpo e Alma em entrego em buscas de novos Horizontes, naquela maior leseira, olhando o tempo passar e murmurando baixinho: “Navega, coração”. Se ela se virar para pra mim e sorrir, é uma alegria, quando não ficou naquela torcida “Vira, virou”. De ladinho? E ela, curta e grossa: “Nem pensar!”. As vezes penso trocar Mercedita por Tassy, fazer uma Viração, inventar um lero, botar uma bombacha para dançar quadrilha na Noite de São João. Sabe o que Mercedita é de fato? Estrela, Estrela, vai fazer um Autorretrato e botar na Lagoa dos Patos antes que comece a tocar a Canção da Meia Noite.

  5. Rapaz, Kleiton e Kledir fazem parte da minha adolescência.
    Meu irmão mais velho tem o LP. Ainda hoje lá na casa de papai.
    Êita, boa lembrança!

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