DEU NO JORNAL

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não vai mais disputar mandato de deputado, e confessou o projeto de governar o Brasil, instituindo “parlamentarismo-presidencialista”, que faria do presidente “rainha da Inglaterra”. Ou se candidatando a presidente, “se houver condições”.

Com agenda de pré-candidato, como mostram suas 235 viagens pela FAB este ano, ele faz campanha no exterior. Primeiro na Argentina, ansioso por selfie com o novo presidente, hostil a Bolsonaro.

Ontem, Maia começou na Europa, que ninguém é de ferro, um curioso esforço para ser recebido por figurões que não gostam de Bolsonaro.

Maia não disputará novo mandato para evitar mico: em 2018, na crista da onda, foi só o 13º mais votado em seu Estado. Somou 74 mil votos.

No parlamentarismo-presidencialista imaginado por Maia, o presidente marromenos só nomearia ministros da Defesa e Relações Exteriores.

O projeto de Rodrigo Maia encanta poderosos grupos de comunicação, que se queixam de corte bilionário de publicidade do governo federal.

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Rodrigo Maia é um político de alto nível e um estadista tão gabaritado quanto Lula ou Dilma. 

O bochechudo, que tem o codinome de Botafogo na lista de propinas da Odebrecht, será um excelente presidente.

Anotem aí: ele vai derrotar Bolsonaro em 2022 de lavada. 

Vai conseguir o que Haddad não conseguiu.

Eu mesmo, que era torcedor do Botafogo quando criança, tô pensando em votar nele…

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