DEU NO JORNAL

Percival Puggina

Acalmem suas expectativas. Não vem aqui nenhuma imersão nos bastidores da vida presidencial. Aliás, não há motivo nem possibilidade de que algo assim possa acontecer. Conheci o deputado num evento em Brasília há cerca de 20 anos e não lembro de que tenhamos trocado palavras. Depois disso, falei com o presidente apenas uma vez quando veio a Porto Alegre, em fevereiro de 2016. Houve, na Assembleia Legislativa, um evento em que fui o palestrante convidado. E foi só.

Estou, portanto, bem longe de Brasília. O título “Um dia na vida de Bolsonaro” reflete o fato de que eu não suportaria 24 horas nas condições enfrentadas por Bolsonaro no exercício da função confiada a ele por 57 milhões de brasileiros, entre os quais eu mesmo. Desde 1889, nenhum presidente teve tais e tantos adversários poderosos agindo contra si de modo simultâneo e com violência que vai da facada real aos punhais virtualmente cravados nas costas e aos franco-atiradores acantonados nos muitos meandros do lulopetismo.

Mas não é apenas o presidente a vítima cotidiana desses ataques. Em todos os espaços onde, no governo, alguém com ele afinado tenta impor o seu programa, imediatamente afiam-se as facas, armam-se as barricadas e geram-se as crises que acabam por afastar o desditoso de sua posição. Qualquer observador atento pode, inclusive, antecipar a próxima vítima, cujo nome, modestamente, já conheço, mas não vou revelar porque isso pode ser entendido como sugestão.

Tenho percebido sempre a mesma estratégia. Criam tumulto em torno de algum fato menor e soltam a conhecida matilha de lobos selvagens. Em seguida, a situação vira crise e começa a fritura do “causador da crise”. As vítimas ou saem ou caem. E é sempre assim, desde que a esquerda surgiu como esquerda e seus fins “justificam” seus meios. Sempre é dos outros a culpa pelo mal que fazem. Pois é exatamente isso que vem sendo adotado contra o presidente da República e seu governo há mais de dois anos. E ele aguenta firme.

Após um dia vivendo a vida de Bolsonaro, minhas estribeiras seriam perdidas, minhas analogias seriam substituídas por palavrões com endereço certo. A infinita resiliência de Bolsonaro é meritória e suas explosões de mau humor são plenamente justificáveis.

* * *

Em relação ao recente episódio envolvendo a “inédita crise” com os militares, convém lembrar que o presidente da República é chefe de governo e é também, por essas incongruências do nosso presidencialismo, chefe de Estado. Como tal, e não como chefe do governo, é o comandante supremo das Forças Armadas. Os fatos ocorridos na área do Ministério da Defesa devem ter servido para mostrar algo que tantas vezes tenho dito: entre os comandos há unidade nas funções militares, mas existem divergências internas em relação à pauta política.

O problema do Brasil é político e é institucional. Tem que ser resolvido diretamente pela sociedade, impondo-se aos seus representantes no Congresso Nacional. De nada vale apontar os males e vícios do STF e deixar livres os congressistas, os únicos que poderiam corrigi-los. Enquanto a nação sofre e sangra, inflaram suas emendas parlamentares para R$ 50 bilhões, um montante que o Estado simplesmente não tem.

3 pensou em “UM DIA NA VIDA DE BOLSONARO

  1. A esquerda é simplesmente imoral e sempre atuou contra o país e assim, contra o povo.
    Não importam que o povo sofra e o país regrida.
    São abutres e hienas querendo comer carniça.

  2. Concordo com P. Puggina. Não tem outra opção. ou Bolsonaro é louco de pedra ou patriota ou os dois.

    Que outra pessoa largaria uma vida de deputado que se reelegeria até morrer, filhos criados e com carreira política sólida, mulher nova e bonita, filha pequena para criar, casa na praia no RJ para pegar uma bucha dessas se não fosse um patriota louco pelo país?

    Nunca, repito, NUNCA um Presidente foi tão atacado como Jair Bolsonaro. Ele teve toda sua vida revirada, suas contas, da esposa, das ex esposas, dos filhos, das mulheres dos filhos, da Mãe dos irmãos, amigos. Todos tiveram seus sigilos bancários, fiscais, telefônicos, internet; tudo foi revirado. Nenhum político sobreviveria a isso.

    Tentaram de todas as formas colocá-lo como chefe de milícias do RJ e o JN da Globo indicou que ele teria recebido um dos matadores da vereadora PSOL Marielle em sua casa.

    Quando descobriram que a vitória dele a PR era irreversível, mandaram um matador ao seu encalço que lhe deu uma facada na barriga que quase lhe tira a vida.

    Bolsonaro passou liso? Não, descobriram que ele usou verba de residência para comprar um pequeno apartamento em Brasília para morar com seu filho Eduardo. Que ele empregou como assessora (o que é permitido) uma conhecida que passava alguns dias em uma casa sua em Angra.

    O crime mais hediondo encontrado: Seu filho Flávio contratou como chefe de gabinete na ALERJ m ex sargento PM que supostamente arrecadava dinheiro de outros assessores para seus negócios ou para campanhas políticas do Flávio, coisa que no PT é oficial. Pronto, isso é comparável ao Petrolão, pior até que todos os roubos do PT.

  3. Na boa, eu não conseguiria ser o Bolsonaro nem por uma hora.

    Que dirá um dia!

    Eu já teria tentado, para desentupir o Brasil, dissolver a podridão do STF e do Congresso Nacional com o diabo verde-oliva, ainda que imediatamente eu fosse preso no processo. Isso só mostra que o cara é democrático de dar até raiva.

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