RODRIGO CONSTANTINO

O presidente americano Donald Trump bateu o martelo e escolheu Amy Coney Barrett para a vaga de Ruth Ginsberg na Suprema Corte. Ela é uma mulher jovem, bonita, mãe de sete filhos e com um currículo invejável.

Tinha tudo para ser enaltecida pelas feministas, portanto, que falam do tal empoderamento da mulher. Acontece que Barrett é cristã e conservadora, ou seja, alvo da patota esquerdista.

Os jornais já a chamam de “ultraconservdora”, pois para essa mídia não existe alguém simplesmente conservador: já pula direto da esquerda para o tal ultraconservador. Quem chama Amy Barrett dessa forma, só por ser cristã e originalista, já sabe: é um ultraesquerdista!

Barrett segue a tradição de Antonin Scalia, o juiz apontado por Ronald Reagan e um dos mais respeitados da história. Scalia não desejava ser um ativista, tratar a Constituição como “organismo vivo”, e dizia que o juiz que não decide contra sua vontade eventualmente não é um bom juiz. Ele não está lá, afinal, para legislar, fazer leis ou interpretar de forma elástica a Constituição, e sim para fazer valer a lei escrita, que possui os devidos ritos para ser alterada pelo Congresso, o corpo Legislativo.

Que diferença para nossos ministros do STF, ativistas arrogantes como Barroso e outros. Barroso é aquele que quer “empurrar a história” para a direção da “justiça racial”, ou seja, o ministro se enxerga como um “ungido” que deve impor sua visão de mundo “progressista”, sem ter votos por trás para sustentar tal arbítrio.

O comitê nacional do Partido Republicano está colocando a batalha pela confirmação de Amy Barrett na Suprema Corte como questão primordial para eleitores poucas semanas antes do dia da eleição. Se ela for logo aprovada, será um golaço de Trump, que indicou três juízes no seu primeiro mandato. E foram ótimas escolhas, para desespero da esquerda ativista.

O que espanta é “liberal” com nojinho de Trump por conta do seu estilo “fanfarrão”, sua retórica acalorada. Decisões como estas, de apontar Gorsuch, Kavanaugh e agora Barrett para a Suprema Corte, valem MUITO mais do que qualquer fala polêmica ou intriga com jornalistas. É preciso ter senso de proporção e de prioridade…

3 pensou em “TRUMP MARCA GOLAÇO NA ESCOLHA DE JUÍZA PARA SUPREMA CORTE

  1. ” Barrett segue a tradição de Antonin Scalia, o juiz apontado por Ronald Reagan e um dos mais respeitados da história. Scalia não desejava ser um ativista, tratar a Constituição como “organismo vivo”, e dizia que o juiz que não decide contra sua vontade eventualmente não é um bom juiz. Ele não está lá, afinal, para legislar, fazer leis ou interpretar de forma elástica a Constituição, e sim para fazer valer a lei escrita, que possui os devidos ritos para ser alterada pelo Congresso, o corpo Legislativo.”

    Tem algum fubanico que traduza isto para STFez e possa enviar para o nosso querido e amado STF ?

  2. Para mim, na mesma linha desta juíza, temos o Juiz Ives Gandra Filho, católico praticante; faz voto de pobreza e de castidade, tem 61 anos, é juiz do TST desde 1999. Conservador e respeitado por todos.

    Já o acusaram de ser da Opus Dei em 2018 (como se isso fosse desqualificador) quando cogitaram-no para o STF. Aí o Temer escolheu Alexandre de. Moraes, o terrível.

  3. Gente, está tudo muito certo mas, se a Juiza não fosse conservadora, seria indicada?

    O Trump não é besta. “Quem não está comigo está contramigo”

    Rodrigão, você imaginaria o JMB indicar um petista (ou generlizando, um que não fosse de sua absoluta confiança,para o STF?

    Seguramente citaria o poeta Raimundo Correia: “Ora direis ouvir estrelas / por certo perdestes o senso”

    Que ela tenha um bom trabalho defendendo a Constituição já chega.

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