A PALAVRA DO EDITOR

Mais resistente do que a Cloroquina, a Hidroxicloroquina e a Ivermectina tem sido a homeopatia.

Esse trio, e alguns outros medicamentos considerados eficazes na prevenção e cura de Covid 19, conseguiram adeptos em razão de seus pretensos efeitos benéficos, assim considerados mediante observações não controladas.

Já a homeopatia, tem fincado pé no tratamento de uma infinidade de doenças, ainda que muitas pesquisas considerem que ela não tem valor curativo ou preventivo.

Importantes ensaios clínicos randomizados contrariam a eficácia da homeopatia para mais além do simples efeito de placebos, isto é, de comprimidos contendo algo que não é medicamento para coisa alguma, como farinha, por exemplo.

No entanto, a homeopatia mantém credibilidade em sua eficácia a ponto de ter sido incluída no Brasil como especialidade médica e adotada no nossos sistema de saúde SUS – Sistema Único de Saúde como prática médica e medicamentosa oficial.

A despeito da apontada contrariedade científica, dezenas ou centenas de milhares de pessoas, inclusive os médicos que as aplicam, creem na eficácia da homeopatia – eficácia que é, ao menos duvidosa: – Teria sido a ciência deixadoa de lado para apoiar-se a Homeopatia no brocardo de que “há mais coisas entre o Céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”?

Então, está bem, a homeopatia está aí, sendo aplicada por médicos e usada por seus pacientes, ou mesmo comumente como automedicação, as pessoas acreditam nela mas… as evidências científicas, mediante pesquisas que seguem protocolos próprios, tendem a concluir que ela não funciona, ou melhor, que ela funciona tanto quanto o placebo, não mais do que o placebo.

Então, isso quer dizer que o placebo funciona?

A resposta seria que sim e não: o placebo determina mais uma sensação de bem-estar do que a realização, efetivamente, do bem-estar, isto é, não cura mas dá a sensação de cura; ou até mesmo, por vezes, auxilia na cura pelo efeitos psíquicos obtidos pela confiança.

O perigo, no caso de medicamentos cuja eficácia não esteja comprovada, é a propagação de um tratamento provavelmente ineficaz comprometendo a busca por tratamentos capazes de auxiliar na prevenção e cura.

Assim, é possível que o indivíduo tome o medicamento duvidoso e deixe de adotar cuidados médicos e de tomar remédios que poderiam protegê-lo.

Especificamente no caso de Covid 19, a pessoa pode usar o medicamento duvidoso e abandonar as medidas de higiene, o uso de máscara, o afastamento social, por isso contaminar-se e desenvolver a doença, seja na sua forma branda, seja na forma grave.

Desse modo, quem acredita nesses tratamentos de eficácia duvidosa que os use e faça bom proveito. Mas impor essa crença à população pode ser mais do que danoso e irresponsável: – Criminoso?

É o que a justiça terá de decidir, frente às ações que estão sendo propostas.

46 pensou em “TRATANDO DOENÇAS COM PLACEBO

  1. Goiano…O que é ensaio clínico randomizado ? O pré-requisito imperativo e inevitável para ” ensaios realizados com o que é chamado de “sistema duplo-cego randomizado, onde nem o prescritor nem o paciente sabem quem está sendo tratado e quem recebe o placebo ”. A frase é tão longa quanto a duração desses testes duplo-cegos: os mortos caem a cada sílaba!
    Não importa a urgência, não importa quão rápido seja o vírus, não importa o número de mortes. Uma espécie de loucura leva à inversão de valores: salvar vidas é incidental para respeitar regras, porém inadequadas em situações de emergência.
    O medo é uma arma formidável: o medo de um vírus apresentado como altamente contaminante, o medo de ser contaminado sem esperança de tratamento, o medo de terminar intubado no corredor de um hospital, o medo dos outros, o medo de tudo.
    Então, a HCQ combinado com a azitromicina é perigosa? a melhor pergunta a fazer é: em comparação com o quê?

    Os cientistas da Glaxo encontraram coeficientes de dosagem de eficácia independentes para HCQ e AZM separadamente. Os resultados foram claros: o AZM reduz a dosagem de HCQ por 20 para a mesma eficácia, agindo precocemente na carga viral, ou seja, como profilático, estamos no campo da vacina.

    O novo estudo da Nature Communications, intitulado “Rastreio de ácido nucleico pós- lockdown SARS-CoV-2 em quase 10 milhões de residentes de Wuhan, China”, desmascarou o conceito de transmissão assintomática.
    Ficou estabelecido que, dos quase 10 milhões de pessoas no estudo, foram encontrados “300 casos assintomáticos”. Em seguida, foi realizado o rastreamento dos contatos e, desses 300, nenhum caso de COVID-19 foi detectado em nenhum deles. “Um total de 1.174 contatos próximos dos casos positivos assintomáticos foram rastreados, e todos eles foram negativos para o COVID-19.”
    Tanto os pacientes assintomáticos quanto seus contatos foram isolados por duas semanas e, após a quinzena, os resultados permaneceram os mesmos. “Nenhum dos casos positivos detectados ou seus contatos próximos tornaram-se sintomáticos ou recentemente confirmados com COVID-19 durante o período de isolamento.”

    O presidente da Sinovac Biotech afirmou que a baixa taxa de eficácia de 50,38% da CoronaVac, no teste de estágio final no Brasil, se deve ao fato de os participantes do teste serem profissionais da saúde que enfrentam um alto risco de contrair covid-19. Se Médicos e enfermeiros estão mais preparados para uma contaminação de patógenos. Ou seja, a imunidade cruzada, advinda de infecções com vírus “semelhantes”, era um risco a ser evitado e não procurado. Logo, a imunização efetiva, que ocorrerá na realidade quando a vacinação em massa se iniciar, pode ser mais decepcionante que os 50.38%.
    A Cloroquina é um medicamento antigo que está no mercado há muitos anos e sua segurança para uma ampla gama de populações é controlável.

    Eu defendo a Ciência como aliada pela vida e não como um braço político ou midiático, a Ciência é contestação até se tornar unanime para o bem do ser humano.

    Para seguir o rebanho não é preciso cérebro, basta pernas … não gosto de movimentos, corro na direção oposta. em geral, é aí que existem respostas.

    • Beleza ! Separar a ciência da política é fundamental para a eficácia de qualquer tratamento. Paulada na moleira dos babacas que querem achar culpados. Melhor procurar na China.

      • Carlos,

        O que é ciência: – Estudos randomizados, duplo sego, sistematizados, grupo de controle e placebo concluem que Cloroquina não funciona para combate à Covid (Corona Virus Desease) 19.

        O que é política: – O presidente da república, no caso Jair |Messias Bolsonaro, quer que todos tomem Cloroquina, ainda qure a ciência dfiga que é ineficaz para Covid 19, porque ele diz que assim todos serão protegidos ou curados de Cvbid 19 e poderão ir trabalhar para que a economia do seu governo fique bonita.

    • Luiz Mezetti, além do que tratei em minhas considerações, trouxeste mais alguns elementos, que devemos analisar; entretanto, o que considero mais importante é a questão de adotar-se, determinar-se ou orientar-se uma política (no sentido amplo do termo) sanitária para toda uma população, sustentado o modelo em premissas de caráter não-científico, em prejuízo de medidas certamente eficazes.

      Não vou fugir do objetivo do artigo, claro na conclusão do texto: Jair Messias Bolsonaro, o presidente da república, pretendeu estabelecer como política única de combate à epidemia de Covid 19 no Brasil, o uso da Cloroquina, tendo como base, possivelmente, a crença de Donald Trump na eficácia do tratamento.

      Talvez seja o caso de perguntarmos: – O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?

      Em 21 de março de 2020, Trump tuitou: “HIDROXICLOROQUINA E AZITROMICINA, juntos, têm uma chance real de transformar a história da medicina. Espero que ambos sejam colocados em uso IMEDIATAMENTE. AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO, MOVAM-SE RAPIDAMENTE E DEUS ABENÇOE A TODOS!”.

      Essa manifestação do presidente americano foi o suficiente para que as prescrições para uso doméstico da hidroxicloroquina aumentassem 46 vezes, de acordo com levantamento publicado pelo jornal The New York Times.

      No entanto, seguiu-se que os EE.UU tornaram-se os campeões da contaminação e mortes por Covid 19 no mundo.

      Em vídeo postado no dia 29 de março de 2020, Bolsonaro afirmava: “Aquele remédio lá, hidroxicloroquina, está dando certo em tudo quanto é lugar, certo? Um estudo francês chegou para mim agora”.

      E o Brasil, onde esse medicamento (e outros de eficácia duvidosa) foi amplamente adotado como protocolo contra a epidemia por grande parte de médicos, instituições de saúde e como automedicação, significativamente tornou-se o vice-campeão: lá, mais de 440.000 mil óbitos, aqui, mais de 220.000, na data de hoje, 1º de fevereiro de 2021.

      A questão não é, tanto, de usar ou não HCQ combinada com Azitromicina, e Ivermectina, e outros medicamentos com possibilidades de atuarem no combate ao vírus, o grande problema é usá-los como tratamento garantido e abandonar as medidas sanitárias gerais e o afastamento social, voltando a “abrir geral”, para não prejudicar a economia, e sujeitar a população a um nível descontrolado e maciço de contaminação e mortes, causando, ainda, a sobrecarga do sistema de saúde, o que determina o aumento exponencial de óbitos (que poderiam ser evitados).

      Aqui não vale o ditado de que o que abunda não prejudica. Prejudica sim – as estatísticas o demonstram e é sabido que mesmo com tratamentos feitos com todos esses medicamentos pessoas têm sequelas e pessoas morrem por Covid 19, o que põe em xeque a eficácia absoluta.

      Estudos continuam a ser feitos, nos Estados Unidos o uso desses e de outros medicamentos é autorizado desde que como parte de pesquisa, viremos a saber, mais tarde, o quanto de efetivo ou inútil de cada um dos princípios ativos, isolados ou combinados, mas enquanto isso não ocorre não podemos correr para o abraço, como Jair Messias Bolsonaro orientou o nosso povo.

      • Goiano, O que veio primeiro ? Em 17 de fevereiro de 2020, na coletiva de imprensa do Mecanismo Conjunto de Prevenção e Controle do Conselho de Estado, Sun Yanrong, vice-diretor do Centro Biológico do Ministério da Ciência e Tecnologia, apresentou que o fosfato de cloroquina é clinicamente “o grupo de medicação é melhor do que o grupo de controle. ” No dia seguinte, o fosfato de cloroquina foi incluído no “Plano Nacional” para o novo diagnóstico e tratamento da coroa, emitido pela Comissão Nacional de Saúde e pelo Bureau de Medicina Tradicional Chinesa. Temos aqui um precedente forte, a China, maior população mundial, junto com a Índia, adotou um tratamento preventivo e profilático com um medicamento antigo e muito bem estudado como antiviral, além do que no protocolo Chinês é bem detalhado… Acredito ser está a base para a manifestação de Trump e por consequência de Bolsonaro. O médico sabe prescrever aquilo que é melhor para seu paciente, isto é semiologia médica, bem como saber tudo de farmacologia, não podemos atrelar a falas de Presidentes, as condutas médicas. Quanto aos números lá e cá, somos países com plena liberdade, não podemos comparar as condutas sanitárias aplicadas na China, com as praticadas aqui e lá, temos disparidades fisiológicas, a obesidade/diabete nos EUA é alarmante, no Brasil houve redução drástica de orçamento na saúde, fechamento de leitos hospitalares, o SUS foi se limitando, a cada ano reduzindo seu escopo de atendimentos, para caber no orçamento. Além do que, somos um continente dispare, cada Estado é uma cultura, um povo diferente, números diferentes de infectados e mortos.

    • Mezetti, V. está correto em sua análise.

      Veja a comparação absurda do “cientista” Goiano:

      “Especificamente no caso de Covid 19, a pessoa pode usar o medicamento duvidoso e abandonar as medidas de higiene, o uso de máscara, o afastamento social, por isso contaminar-se e desenvolver a doença, seja na sua forma branda, seja na forma grave.”

      O coquetel HCQ + AZT é de uso precoce e não preventivo, portanto o temor acima parte de uma premissa falaciosa.

      Quando a pessoa pega a doença chinesa, nos seus primeiros estágios ela estará na forma branda. É nesta hora que o tratamento preventivo tem mostrado resultados efetivos nos inúmeros locais onde é feito este protocolo de tratamento.

      Só que sozinho tal protocolo não funciona, é preciso que haja testes para que seja detectada a doença o quanto antes.

      Em Manaus, no começo da pandemia, um grupo de “médicos” petistas andou administrando a Cloroquina em dosagem dobrada em pacientes enfermos idosos entubados; 22 morreram. Teve o apoio da Fiocruz e do Mandetta, Ministro da Saúde na época.

      Foi uma carnificina, um assassinato, que não gerou consequências por ser de gente ligada ao sistema

      • João Francisco, tem me impressionado a facilidade com que usas de dados equivocados, com que pões palavras nas bocas das pessoas e como afirmas maluquices vindas de tua própria cabeça para embasar teus argumentos?
        Exagero?
        Recentemente rebati comentário teu em que dizias que eu defendia o uso de algemas para todos, menos para Lula, o que não era verdade e eu tive de replicar-te, mas o problema da notícia falsa é que ela causa seus efeitos maléficos e a tentativa de correção costuma não atingir seus objeretivos.
        Agora, dizes que os médicos petistas assassinaram idosos ao fazerem experiências com a administraçõ da Cloroquina em pacientes com Covid 19.
        Tens certeza de que isso foi feito por médicos petistas?
        Não consideras que o tratamento com Cloroquina e sua experimentação é obra estimulada por Jair Messias Bolsonaro?
        Ou precisas ver o decreto nisso também?
        Pois bem, é orientação do governo, orientação formal, o uso do tratamento. E as pesquisas com Cloroquidna, Ivermectina, Azitromicina, Hodroxicloroquina e outros possíveis medicamentos têm sido feitas no Brasil e muito mais em outros países do mundo – com os benefícios e prejuízos decorrentes.
        Mas, certamente ainda queres o “decreto”.
        Vamos a ele:
        “Ministério da Saúde
        Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde
        Departamento de Assistência Farmacêuca e Insumos Estratégicos
        NOTA INFORMATIVA Nº 5/2020-DAF/SCTIE/MS
        1. ASSUNTO
        1.1. Uso da Cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves do COVID-19.
        2. JUSTIFICATIVA
        2.1. Considerando a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus humano (COVID-2019) declarada pela
        OMS e a situação epidemiológica brasileira (WHO,2020a);
        2.2. Considerando a inexistência de terapias farmacológicas e imunobiológicos específicos para COVID19 e a taxa de letalidade da doença em indivíduos de idade avançada em razão da insuficiência de alternavas
        terapêucas para essa população em específico (BRASIL, 2020a);
        2.3. Considerando as publicações recentes com dados preliminares sobre o uso da cloroquina e
        hidroxicloroquina em pacientes com COVID-19 (Chatre, 2020, Touret, 2020; Gautret, 2020; Riera, 2020);
        2.4. Considerando que o uso de cloroquina é um tratamento de baixo custo, de fácil acesso e também
        facilmente administrada;
        2.5. Considerando a capacidade nacional de produção de cloroquina pelos laboratórios públicos (…)”

        A nota é um pouco extensa, portanto vou dar-te o caminho para lê-la por completo e entenderes que é o governo brasileiro, então, que está matando – se é a aplicação da Cloroquina que matou os idosos que apontas.

        Há mais a analisar do teu comentário, como há mais a considrar no comentário do Mezetti, mas o assunto está se ramificando de tal forma, inclusive sobre o tema “vacina”, que será preciso organizar o debate para não haver perda dos focos.

        • Goiano, Dr. Marcos Lacerda, pesquisador manauara que comandou a pesquisa onde morreram 11 pacientes com covid após ser ministrada alta dose de cloroquina é ligado ao PT e fez campanha para Haddad em 2018. Ele e mais 9 de seus auxiliares.

          Veja abaixo:

          https://criticanacional.com.br/2020/04/15/manaus-fiocruz-conduz-estudo-de-suspeita-criminosa-para-desacreditar-a-cloroquina/

          A última nota do Ministério da Saúde para tratamento precoce da doença chinesa está publicada e segue:

          https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/orientacoes-manuseio-medicamentoso-covid19-pdf

          Toda a recomendação é feita baseada em estudos científicos disponíveis, que se não comprovam decididamente a eficácia do tratamento (não houve tempo para isso) mostra que é promissora sua utilização.

          Quanto às vacinas, a Pfizer contra indicou o uso desta em pessoas com mais de 65 anos. A vacina do Dória não foi testada em número expressivo de pessoas com mais de 65 anos. Não foi testada vacina em pessoas que já tiveram a doença. No entanto estão usando-as para este fim.

          Isso é ciência?

          • João Francisco, gostaria de saber o que significa “ligado ao PT”. Eu sou eleitor do PT e não sou “ligado ao PT”.

            Eu tenho defendido o PT e candidatos petistas e ainda assim não sou “ligado ao PT”. E quando faço café, por exemplo, o café não é afetado pelo fato de eu ser eleitor e defensor do PT; e acredito que seria o mesmo café caso eu fosse “ligado ao PT”.

            De modo que não creio que o resultado dos testes tenha sido determinado ou influenciado pelas simpatias petistas. E o Dr. Marcus não é filiado ao PT e assegura que nada tem a ver uma coisa com a outra.

            Quanto à segurança das vacinas para pessoas com mais de 65 anos, vi informações de que elas são seguras sim:

            https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/01/29/vacina-de-oxford-e-segura-para-idosos-garante-fiocruz.htm

            Achar que por um cientista ser simpático ao Jair Messias Bolsonaro ele vai alterar os dados de pesdquisa para favorecer o presidente seria, isso, sim, politizar a vacina, não?

            A verdade é que ainda há muitas controvérsias em torno de Copvid 19, opiniões e procedimentos mudam e nós ficamos aqui de fora na dependência das notícias que a mídia nos fornece, sendo necessário analisar com critério o que nos chega e, possivelmente, teremos de aguardar um tempo a estabilização dos estudos e experiências para certezas mais sólidas.

  2. Desse modo, quem acredita nesses tratamentos de eficácia duvidosa que os use e faça bom proveito. Mas impor essa crença à população pode ser mais do que danoso e irresponsável: – Criminoso?

    É o que a justiça terá de decidir, frente às ações que estão sendo propostas.

    Qual foi o decreto que obrigou a população a fazer ” tratamentos duvidosos ” ?

    • Airton, deves ter adormecido de março até hoje, acabas de acordar e não sabes que o comportamento negativista de Jair Messias e de Donald Trump devem ter determinado, para pessoas que seguem sua orientação, a contaminação e a morte, pelo abandono das demais medidas sanitárias, notadamente o afastamento social, evitando aglomerações, e o uso da máscara (criou-se, com o apoio do Mito, a certeza de que o uso da máscara e do afastamento social são imposições antidemocráticas que devem ser enfrentadas revolucionariamente).
      Como estavas dormindo não soubestes, como noticiou O Globo (que não lês, porque se trata de imprensa canalha e comunista ao ver dos bolsonaristas), que o Ministério da Saúde pressionou a Secretaria de Saúde de Manaus a utilizar precocemente medicações antivirais orientadas pela pasta para o tratamento da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Em maio, uma nota do ministério informava que os medicamentos orientados pelo órgão para o tratamento precoce de pacientes com a doença eram a cloroquina e a hidroxicloroquina , além do antibiótico azitromicina, drogas que seguramen não têm eficácia comprovada contra a doença.
      Só queres decreto, né, Airton?
      Pois: Em maio de 2020, sob críticas de especialistas na área, o Ministério da Saúde orientou a prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina desde os sintomas iniciais da Covid-19. A insistência em emitir essas orientações por parte do presidente Jair Bolsonaro culminou na saída do então ministro da Saúde, Nelson Teich. Com isso, chegou ao comando da pasta o general Eduardo Pazuello, que teve como um de seus primeiros atos a emissão das orientações para prescrição precoce desses medicamentos, que não têm comprovação de eficácia contra a doença, ecoou o site IG.
      Dá um cansaço…

      • Nem li tudo . Parei no ” acabas de acordar e não sabes que o comportamento negativista de Jair Messias e de Donald Trump devem ter determinado, para pessoas que seguem sua orientação, a contaminação e a morte, pelo …. ”

        Você está escrevendo que as lives do Bolsonaro são mais influenciadoras que toda a mídia brasileira . Que nada do que a imprensa bombardeia 24 horas por dia ; que os demais políticos fazem ; que nada que as entidades , tipo OAB , falam ou fazem não tem a mínima importância .?

        Outra questão : O brasileiro segue em 100% qualquer orientação feita por qualquer ministério ?
        Se assim fosse , este seria o país mais sério do planeta .

        E algo que não consigo entender . O que é negacionismo ? O que abrange tal palavra ?

        • Não posso comentar o teu comentário, Airton, porque como não leste o meu eu também não li o teu.
          Não estou autorizado a comentar o que não leio.

          • Entendo . O Bolsonaro baixou um decreto ou fez uma live dizendo que devas responder a pessoas que escrevem que não leram o teu comentário na integra.
            Não esquenta , a ” ciência ” ou o STF resolverá este problema .

            • Não, Airton, não foi o Jair Messias Bolsonaro que baixou tal decreto, foste tu, que ao dizer que não leste meu comentário decretaste que eu não leia o teu.
              Se queres comentar meu comentário, leia-o, comente, eu farei o mesmo com o teu.
              Caso contrário, ficamos assim.
              Tá bom pra ti?

    • Airton, primeiro que decreto algum obriga ninguém a nada. Isto é uma falácia.

      Segundo, o que o governo propõe é um protocolo de tratamento preventivo. Para tanto é fundamental que as pessoas procurem um Posto de Atendimento aos primeiros sinais do que pode vir a ser a doença para ter a certeza da presença do vírus.

      Mandetta, o “cientista”, enquanto Ministro da Saúde dizia que era para ficar em casa e somente procurar atendimento quando a pessoa estivesse com falta de ar. Isso alavancou a epidemia no início.

      Depois de identificada a doença no seu início, o doente será orientado, se assim for a vontade dele e do médico que o assiste, a fazer o tratamento preventivo com o coquetel de remédios que já salvou muita gente, inclusive o PR, seus ministros, parentes e até o Dr. Davi UIP, o mais renomado infectologista do BR, que era secretário da Saúde do Dória.

      • Airton, a doença Covid 19 é nova, muitos cientistas declararam que estavam (e estão) ainda aprendendo a lidar com ela. Orientações foram mudadas, remédios recomendados e depois afastados, procedimentos indicados e mais tarde desaconselhados, até o próprio Drauzio Varella, costumeiramente comedido e ligado às questões científicas, passou da opinião de “gripezinha” para seriedade da ameaça.
        Se bem me lembro, Mandetta foi demitido em 16 de abril de 2020 do Ministério da Saúde e divergia em muitos pontos das orientações do presidente da república Jair Messias Bolsonaro.
        Ele justificava seu posicionamento pela necessidade de afastamento social e aconselhava os primeiros contatos por telefone.
        E. afinal, quanto à procura imediata das instituições de saúde, a orientação, também pelo que me lembre, só mudou a partir de julho de 2020 (o Nélson Teich nem esquentou a cadeira, saiu em meados de maio de 2020).
        Consta que as mudanças de orientação, mandando procurar logo a assistência médica, foi resultado de pressões pela falta de planejamento da saúde para o Covid 19.
        Eu também acredito que o melhor é procurar assistência médica logo que algum sinal da doença se apresente – o que deve ser uma regra para todos os casos de moléstia, segundo, até, o ditado de que é melhor prevenir do que remediar.
        Quanto aos decretos, eles têm poder regulamentar e embora não criem, propriamente, direitos e obrigações, eles os pontuam: Diz-se que o decreto “detalha” a lei.
        Desse modo, se o decreto parece criar um direito ou obrigação, convém ficar atento antes de “desobedecer”, porque ele, se juridicamente válido, deve estar tratandfo de um direito ou obrigação que a lei dispôs.

    • Dr. Beto Anarfa, se acreditas que afastamento social e uso de máscara são medidas inconstitucionais e que o povo deve rebelar-se, enche-te de cloroquina e vai para a praia.
      Depois, senta-se frente à televisão e espera, se estiveres vivo, as estatísticas dos aumentos de casos, como aconteceu depois das festas de fim de ano.
      Contudo, se és esperto (ser anarfa não significa ser burro), toma todos os remédios que quiseres e mais alguns, mas fica em casa porra!

  3. Ministério da Saúde pressiona para que Manaus use cloroquina contra a Covid-19
    Agência O Globo
    5-7 minutos

    Cápsulas de hidroxiloroquina
    Cadu Rolim/Fotoarena/Agência O Globo

    Hidroxicloroquina não tem eficácia comprovada e ainda pode causar arritmia

    O Ministério da Saúde pressionou a Secretaria de Saúde de Manaus a utilizar precocemente medicações antivirais orientadas pela pasta para o tratamento da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Em maio, uma nota do ministério informava que os medicamentos orientados pelo órgão para o tratamento precoce de pacientes com a doença eram a cloroquina e a hidroxicloroquina , além do antibiótico azitromicina . As drogas, no entanto, não têm eficácia comprovada contra a doença.

    Em ofício, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, afirma que é “inadmissível” a não adoção da orientação da pasta. Mayra pede ainda autorização para realizar visitas nas unidades básicas de saúde para difundir a utilização desses medicamentos no tratamento precoce contra a doença.

    “Solicita autorização da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus para que possa realizar no dia 11 de janeiro de 2021 — segunda-feira, a partir das 14h às 22h — visita às Unidades Básicas de Saúde destinadas ao atendimento preventivo à Covid-19, para que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”, diz o ofício assinado no dia 7.

    Embora a ineficiências dessas drogas no combate à doença já tenha sido mostrada, o document diz que ressalta “a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação.”

    Em maio, sob críticas de especialistas na área, o Ministério da Saúde orientou a prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina desde os sintomas iniciais da Covid-19. A insistência em emitir essas orientações por parte do presidente Jair Bolsonaro culminou na saída do então ministro da Saúde, Nelson Teich. Com isso, chegou ao comando da pasta o general Eduardo Pazuello, que teve como um de seus primeiros atos a emissão das orientações para prescrição precoce desses medicamentos, que não têm comprovação de eficácia contra a doença.

    Procurada, a secretaria municipal de Manaus disse que vai se pronunciar, uma vez que ainda não recebeu o ofício emitido pelo ministério. A reportagem também questionou o Ministério da Saúde sobre os termos do documento, mas ainda não obteve resposta.
    Infectologista critica uso do SUS para disseminação de drogas ineficazes

    Professor titular de Infectologia da UFRJ, o professor Mauro Schechter afirma que a ineficácia desses medicamentos já foi comprovada e critica as orientações do Ministério da Saúde.

    “A cloroquina é uma droga cuja ineficácia está plenamente comprovada. É por isso que nas guias e diretrizes de tratamento tanto da Sociedade Americana de Infectologia quanto dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA ela figura com a recomendação de não usar, na classificação A1, a mais forte possível. Ou seja, já foram feitos todos os estudos necessários para mostrar que a cloroquina não funciona. E isso não mudará, porque não há nenhum outro estudo em andamento. No caso da cloroquina, não é que faltam evidências da eficácia, a ineficácia já está comprovada”, disse.

    Schechter critica ainda o fato de o ministério orientar a prescrição dessas drogas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    “No caso específico desse documento, ele tem vários problemas. Ele diz que é cientificamente comprovado, o que não é. Pelo contrário. Tanto a cloroquina quanto a azitromicina são formalmente contraindicadas. E mais um absurdo: O SUS só pode distribuir drogas cujas indicações estejam de acordo com o que a Anvisa aprovou. Eles querem que o SUS use com nosso dinheiro drogas para indicações que a Anvisa não aprovou, que não constam em bula”, explicou.

    “Só existe um antiviral aprovado no mundo para tratamento de infecção por Sars-CoV 2, que é o remdesivir e que não está aprovado no Brasil e é utilizado para tratamento tardio e não precoce”, completou.

    Como sou ruim de interpretação de texto , o que significa :

    ” “Solicita autorização da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus para que possa realizar no dia 11 de janeiro de 2021 — segunda-feira, a partir das 14h às 22h — visita às Unidades Básicas de Saúde destinadas ao atendimento preventivo à Covid-19, para que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”, diz o ofício assinado no dia 7. ‘

  4. Concordo com as ponderações do Luiz Mezetti. As pessoas estão confundindo o uso desse kit com vacina. É muita babaquice ver gente dizendo “fulano tomava o kit e pegou a doença” ou “tomava o kit e morreu”. Caramba, eu conheço inúmeros casos de pessoas que fizeram quimioterapia e morreram de câncer. O que estes remédios fazem é contribuir para reduzir os efeitos da doença, evitar o cara ir para o hospital apenas para engrossar as estatísticas de óbitos. Não se trata de discordar da ciência. Agora, a ciência deixou muito a desejar quando não avaliou as razões da África ter um número reduzido de óbitos. Desde de 1997, a África tem um programa de prevenção de verminose e usam iverctimina. Custava olhar se há associação? Não fizeram porque a indústria farmacêutica que financia pesquisas tinha interesse em fazer uma vacina.

    Comentei sobre sobre isso com um esquerdista. A resposta foi a seguinte: há uma hipótese de que os africanos tinha anticorpos do corona. Aí eu perguntei: Testaram a hipótese? Não. Outra coisa: por que os anticorpos ficaram apenas na África? Não houve fluxo de africanos no mundo? O que está por trás disso é uma questão econômica: a indústria farmacêutica vive da iatrogenia que ela produz. “Tome neolsadina. Se os sintomas continuarem procure o médico”. Não deveria ser ao contrário? Alguém lembra da campanha contrária a remédios genéricos? Nenhum médico receitava até que virou lei no SUS e a indústria se preparou para ofertar. Resultado: o preço dos genéricos é semelhante ao de marcas e mais caro em alguns casos.

  5. Gostaria Até de concordar com o Goiâno desta vez quando diz que se eu quero tomar estes remédios como preventivo e um problema meu. Mas quem é perseguidos pela mídia esquerdista, pela big tech, pelo conselhos de especialista e outros órgãos duvidoso são justamente quem quer se prevenir ou médicos que se recusam a prescrever por medo de represálias .
    Como vi por todos que defendem a hcl , ivermectina etc. Sempre como preventivo e coadjuvantes do tratamento da gripe chinesa. E se o Goiâno for honesto (isto é pedir demais) no dicionário vai ver que preventivo não é substitutivo

    • Gonzaga, como estou tentando delimitar em cada comentário pontos do debate, para não nos perdermos, vou me deter na questão da “mídia esquerdista”.
      Dito isso, vou notar que a mesma “mídia esquerdista” que hoje apresenta notícias sobre o governo e sobre Jair Messias Bolsonaro, fazendo-lhes críticas, sendo esse governo de direita, é exatamente a mesma “mídia esquerdista” que, contgraditoriamente, dava notícias e fazia críticas ao governo de esquerda do então presidente Lula, o que nos leva a pensar: – Será a mídia direitista esquerdista? Ou será o esquerdismo midiático da mídia direitista uma ilusão de ótica bolsonarista?
      O fenômeno típico bolsonarista quanto à imprensa (e quanto ao STF, permito-me acrescentar) é semelhante ao da mulher cujo casamento pode ser considerado normal, mas que pede o divórcio porque o marido deu de roer as unhas.
      Chega a ser ridículo classificar a Globo de esquerdista. Aliás, chega às raias do delírio psicótico, alucinação bolsonarista comunisto-fantasmagórica.

      • Com vc goiano e só mandando vtnodsc. . Em argumentos que seriam uma rodovia vc sempre consegue pegar atalhos . Neste caso só o atalho da mídia

  6. Maurício Assuero, creio que muito do que pensamos a respeito da Covid 19 está embasado em nossas próprias convicções, reforçadas estas pela seleção de notícias que servem a tal fim.
    É verdade mesmo que a África está sendo menos afetada pelo Covid 19 e isso se deve ao uso generalizado de Ivermectina? Se for, se isso for confirmado para além de outros motivos, podemos tger aí um sinal de que a Ivermectina é o medicamento certo contra a doença. Mas há dúvidas a respeito.
    “A pandemia também não está sob controle na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença tem avançado numa velocidade acelerada no continente. A Etiópia, citada em um dos vídeos como um país que teria adotado pouquíssimas ações por causa do uso profilático da ivermectina, tomou diversas medidas para tentar controlar o contágio. As autoridades locais fecharam escolas e restaurantes, proibiram aglomerações, decretaram quarentena obrigatória para todos que chegassem ao país e decretaram estado de emergência por causa da pandemia”.
    Porém, as estatísticas parecem ainda atestar que a África, com seu bilhão e qualquer coisa de habitantes, estatisticamente ainda está sendo menos afetada – e o importante será descovrir ou estabelecer mesmo o por quê dessa menor expansão.
    Uma das hipóteses, além da Ivermectina:
    Frederique Jacquerioz, especialista africano em saúde pública da equipe de medicina tropical e humanitária do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, estima que outro fator que pode explicar a resistência da África à pandemia é a baixa circulação existente entre os países do continente e o resto do mundo.
    “Os primeiros casos confirmados na África foram jovens, africanos ou europeus, que viajaram, retornaram à África e trouxeram o vírus com eles”, diz o médico.
    “Em um mundo globalizado, esse foi um dos fatores que alimentou a disseminação do vírus na Europa, onde grupos de jovens passam fins de semana em diferentes cidades. Talvez na África, nesse sentido, haja menos mobilidade entre os países.”
    Essa hipótese é apoiada por vários especialistas. Blanchet, da Cerah, dá como exemplo três dos países que até agora foram os mais afetados pelo vírus: África do Sul, Egito e Argélia.
    Outra hipótese: a tradição africana de enfrentamento de epidemias: a população, conscientizada, aceita e adota as medidas sanitárias contra a contaminação, o que, aliado à baixa movimentação da população, interna e externamente, favorece a contenção da contaminação.
    Quanto à hipótese de os africanos possuírem anticorpos contra Covid 19, assemelha-se à hipótese de que os moradores da Cracolândia (enfim, os moradores de rua em geral) não pegam e não morrem dessa doença. Ambas carecem de comprovação, seja quanto à imunidade dos africanos, seja quanto à imunidade dos habitantes da Cracolândia, seja quanto à baia incidência de casos quando submetidos ao contato com o vírus.
    O que quero concluir é que ainda não há comprovação de que a Ivermectina seja eficiente, ou altamente eficiente, no combate de Covid 19 e, apesar das referências à situação africana, proliferam publicações garantindo que ela é ineficaz para tal fim.

    Também quanto ao teu comentário creio que há mais a comentar, mas da mesma forma que em ouitros comentários vou por enquanto ficar por aqui.
    O importante é saber que, tomando Ivermectina ou não, havendo ainda a dúvida sobre a eficácia, ou a sua extensão, convém manter as orientações (inconstitucionais?!) de uso da máscara, ficar em casa, evitar aglomerações e outras, pois o perigo o recomenda.

  7. Até hj nunca vi máscara que proteja os olhos. E não podemos dizer que quem pegou covidv foram só os que não usavam máscara. Pois bem. Em virologia muito se sabe que contaminações tem como porta de entrada os olhos, que através do nervo ótico é o caminho mais curto ao cérebro. Pois bem, nem um infectologista de ciencia disse isto a sociedade. Mas eu sempre me preocupei com minha desinfecção em torno dos olhos.
    Já o resto das providências preconizadas pelos ditadores da saúde tem se mostrado inócuas

    • Gonzaga, no comentário anterior a esse foste algo lacônico, o que passou a seer adotado por Gilmar Antonio dos Santos, que tem como argumento o xingamento curto e grosso.
      Mas, tu agora dizes que a providênciq eficaz contra a contaminação de Covid 19 é a desinfecção em torno dos olhos.
      Copiei o seguinte:
      “O vírus 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa por meio de secreções expulsas da boca e nariz durante a fala, tosse ou espirro. Quando um indivíduo contaminado espirra ou tosse sem proteção, ou nas mãos, essas gotículas infectam superfícies ou se propagam no ar. Por isso o distanciamento é essencial. Pessoas sadias podem se contaminar se estiverem próximas desses doentes, ou se tocarem as mesmas superfícies e levarem as mãos na boca, no nariz ou nos olhos”.
      Não me pareceu, de tudo o que li até agora, que os olhos sejam a entrada princilap, nem única ou exclusiva, do Covid 19.
      Também não me consta que o distanciamento social não seja eficiente na contenção da disseminação: as estatídticas demonstram o contrário e apontaram que as festas de fim de ano (Natal e ano novo) determinaram um sensível aumento de contaminação e mortes.
      O uso de máscara também deve ser efetivo e tanto esse uso quanto a higiene das mãos determinou radical diminuição de infecções nos hospitais, de modo que devem agir também na infecção por esse novo vírus.
      Finalmente, se o caminho mais curso para o cérebro são os olhos, quem sabe o mais curto para os pulmões são nariz e boca?

        • Nunca argumentaste demonstrando minha ignorância em direito e agora não argumentas mostrando minha ignorância “em biologia”, apenas xingas, como é coisa costumeira de fazerem os bolsonaristas. Lamentável.

        • Gente, vamos argumentar, debater e trocar tapas. Mas evitemos xingamentos e palavrões contra o opositor no debate. Não condiz com o espírito debochado e irreverente desta gazeta escrota. É um apelo que estou fazendo como Editor.

            • Meu caro Gonzaga, estás completamente enganado, na verdade eu nem tchum. Como tu, sinto-me à vontade aqui nos comentgários do JBF, para te mandar tomar no rabo. A questão não é essa, minha queixa não é com o VTNODC, que pode vir em algarismos romanos ou com todas as letras, tanto faz, faz parte dos nossos afagos muito matchos, aqui, no futebol, na mesa de bar. O que reclamo, o que me queixo, o que me deixa dodoizinho é o cara não argumentar, ficar só de xingamentos e de palavras vazias. Então o meu pensamento é o seguinte: Chupa mas não morde!

  8. Penso que é direito do paciente, seguindo acompanhamento médico, decidir por adotar a terapia que lhe convém, e não seguir palpites politizados.

  9. É muita erudição, Goiano.

    Estudei dois semestres de estatística experimental e ainda fui para final.
    É conhecimento que me serve até hoje.

    Quando jovem, as vezes argumentava com o pessoal, porém, diante de tanta ignorância e sabendo o quanto foi custoso para mim aprender a respeito do método científico, calei-me.

    O meu silêncio deveu-se em grande parte ao conhecimento da Lei da seleção natural.
    Só os mais aptos sobrevivem.

    A paz.

  10. Olá, Saniasin, eu queria cursar Psicologia mas uma coisa colocava uma barreira: sou uma nulidade com números e teria de vencer a Estatística.
    Alguns conhecidos tinham medo da Anatomia; eu me borrava de parar nos números.
    Resolvi cursar e ver no que dava, já que essa matéria seria feita mais para o final.
    Quando se aproximava a época fatídica de ter de fazer a matéria, procurei a professora e lhe disse que talvez não conseguisse terminar o curso, já que Estatística era obrigatória.
    Pois, ela me garantiu: Nenhum aluno dela deixava de aprender sua matéria, por mais tapado que fosse em matemática. Me mandou fazer a matrícula, fiz e encontrei uma mestra maravilhosa, que pegava os burraldos como eu pela mão e ensinava detalhadamente, com incomparável paciência.
    Resultado, deve ter sido minha pior nota no curso, mas consegui aprender o indispensável e passei, ufa!
    Adquiri confiança e com essa vitória tive coragem até mesmo de enfrentar números e contas para aplicar e interpretar os testes de Rorsarch, um dos mais surpreendentes em Psicologia.
    Mas, confesso, meus conhecimentos de Estatística então adquiridos já foram para o ralo, uma vez que não ingressei na área de pesquisa em psicologia.
    Mas tanto na Psicologia, quanto no Direito, um elemento que abordas e que é de suma importância para que se obtenha o conhecimento seguro é justamente o método, o método científico, seja nas humanas, seja nas sociais, seja nas exatas.
    Na verdade, método é preciso, se queremos elaborar um processo organizado, lógico e sistematizado de ideias.

  11. Goiano, uma das coisas que a ciência faz é derrubar a presunção humana e, por isso, tem tantos inimigos.
    Imagine o cara aplicando seu caô e alguém diz “prove”.
    Aí o ínclito cidadão responde “está escrito”, “me disseram”, “o meu dono falou” ou (o pior de todos) “se não for assim estou lascado”.
    Desistamos de tentar esclarecer aqueles que dependem da ignorância para receber o próximo salário.
    ***
    Ocorre que conhecimento é sempre bem vindo, mesmo que seja do tipo que temos para não usá-lo jamais.
    É sempre bom saber como se chuta de trivela.
    Saber como se faz uma inferência, como se redige uma regra, como se constrói um cenário, como se comprova uma hipótese ou como uma tese vira uma Lei, aí nem se fala.
    É só o ouro!
    ***
    Como dito, a ciência, e em especial a estatística, prima por relativizar as certezas humanas.

    No capítulo da amostragem, na teoria das amostras, que é a base para qualquer inferência segura, existe uma parte dedicada apenas a mensuração. Especificamente sobre o erro existente em toda medida que se faça.

    Pois bem, certa vez, nos idos anos 90, fui chamado para esclarecer se um empregado estava roubando o patrão.
    Esse serviçal era o cara responsável pela medição de toras em uma serraria e, de acordo com o seu dono, digo, chefe, ele estaria adulterando as medidas para receber dos toreiros um “por fora” referente ao “a mais” que ele anotava nos romaneios.

    Mas como provar que era verdade o furto do subalterno?
    Meu método foi simples.

    Haviam os romaneios e a trena utilizada por ele, então, usando os romaneios para identificar as toras, com a mesma trena refizemos as duas vezes as medidas obtendo, assim, três conjuntos de dados.
    Dois com medidas nossas e um com as medidas do vilão.

    Daí, bastaria calcular o desvio padrão das medições e somar ao erro do sistema de medição que, no caso, era de 0,5cm.

    Aqui cabe esclarecer que a medição, do volume de madeira contido em um fuste, é feita mensurando-se dois diâmetros, cuja média é o diâmetro a ser considerado nos cálculos.
    Essa medição é também, por si só, sujeita a erro, pois cada mensurador escolhe os dois diâmetros a serem medidos.
    Sabendo disso, bastaria calcular o desvio padrão das nossas medidas e comparar com o desvio padrão das medidas registradas nos romaneios preenchidos pelo suspeito.
    Pois bem, o erro honesto das nossas medições (ou desvio padrão) foi de 2,5cm, ao passo que o erro do cara foi de 4,5cm, o que nos permitiu inferir que ele, por alguma razão (nunca gostei de juízos de valor) estava cometendo um erro maior que o o esperado para o sistema de medição utilizado naquela empresa.
    O patrão era gente boa e só demitiu o sujeito, com todos os direitos.
    ***
    Obviamente, faliu depois de um tempo.
    ***
    Eis aí um exemplo de como a estatística serve para se chegar a uma inferência válida.
    Isso serve para controle do consumo de combustível, hora efetivamente trabalhada, índice de acidentes em alguns trechos, aplicação do dinheiro dos impostos… e por aí vai.
    ***
    Outra utilização da estatística é avaliar quanto tempo temos de vida…
    Algo que a imensa maioria não gosta de examinar.
    Eu fiz e recebi o Sanias.
    A paz.
    **

  12. Saniasin, quando falaste em estatística como capaz de avaliar o índice de acidentes na estrada, lembrei-me de uma coisa interessante: na descida de Minas para Guarapari havia uma curva chamada de Curva da Morte, por motivo óbvios. Alguém levantou os dados e verificou que, realmente, em relação a outros trechos da estrada, ali havia mais acidentes, em geral fatais, porque os carros despencavam num barranco. Acontece que, segundo dizem, as autoridades não podiam acreditar que aquela curva era especialmente perigosa, porque ela era de boa qualidade, asfalto perfeito, sem buracos, com acostamento e de curvatura não exagerada, menor do que de muitas outras curvas da mesma estrada. Só que os dados estatísticos indicaram que realmente a curva matava. De posse desse dado concreto, mandaram os técnicos para verificar. Eles foram e, pelo que consta, descobriram que uma compensação de descaimento, em termos não técnicos, que devia existir para evitar que o carro fugisse de sua faixa de rolamento. Na época, muitos e muitos já se passaram, correu a notícia de que fizeram a correção e os acidentes pararam de acontecer.

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