A PALAVRA DO EDITOR

Cada cidade tem o ponto de atração que merece. É praxe! No Rio de Janeiro, a imagem do Cristo Redentor, instalada no alto do morro do Corcovado seduz o visitante. É a escultura mais conhecida da cidade maravilhosa. A estátua de 30 metros de altura, de braços abertos, desde 1931, distribui hospitalidade aos 5 mil visitantes que diariamente sobem o morro em busca de paz e amor. E descem do atraente ponto turístico encantados com o deslumbrante cenário que descortina lá de cima de uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

Em Londres, o Palácio de Buckingham é destaque. Na beleza de Nova York, foi incluído o Central Park. Importante ponto turístico que atrai 42 milhões de pessoas por ano que não resistem aos seus encantos implantados no meio do verde.

A capital da França é cheia de belíssimos pontos turísticos. À disposição do visitante existem diversas opções. Arco do Triunfo, Champs-Élysées, Rio Sena, Praça da Bastilha, Catedral de Notre-Dame, Torre Montparnasse, Jardim de Luxemburgo, Museu do Louvre e Basílica de Sacré-Coeur.

Mas, quem é apaixonado por Paris, não despreza o deslumbre da Torre Eiffel, no Campo de Marte, no coração da Cidade Luz. O apaixonante símbolo turístico tem motivos de sobra para convidar as pessoas para uma parada obrigatória. A fantástica estrutura metálica, apelidada de Dama de Ferro, que serviu de cenário para importantes filmes, encanta desde o ano da inauguração, em 1889. Fato marcante da comemoração do centenário da Revolução Francesa.

Na época da construção, a torre sofreu severas críticas. Os críticos alegavam a estrutura metálica servir de ameaça à estética da linda cidade. Macular a elegância e a beleza do majestoso município. Por isso foi construída com a promessa de ser demolida posteriormente. O que salvou a torre da derrubada foi a instalação de uma antena de rádio de comunicação militar e depois ser utilizada como antena para a radiotelegrafia durante a Primeira Guerra Mundial.

Com seus 324 metros de altura e 7 300 toneladas de ferro, após a construção, a Torre Eiffel é a plataforma de ferro mais visitada do mundo. Apesar da visita ser paga, a torre já recebeu mais de 250 milhões de visitantes para circular pelos três pilares da importante obra. Por ano, aparecem 7 milhões de gente disposta a subir os degraus da torre. O nome do monumento foi dado em homenagem ao seu projetista Gustave Eiffel.

No primeiro andar, com piso de vidro transparente, o turista sente a sensação de estar voando, a 57 metros de altura, enquanto contempla a bela visão da cidade de Paris sob os seus pés. Nesse nível, o visitante encontra sanitários e lojas.

Imagine um jantar à noite no restaurante, unindo o paladar da deliciosa refeição com a belíssima vista panorâmica de todos os ângulos do entorno.

No segundo pavimento, a 114 metros de altura, o visitante dispõe de lojas de lembranças, lanchonetes e banheiro. A visão desse andar deslumbra. Emociona. Abaixo, estão o Louvre, o Grand Palais, um pouco do rio Sena, a Catedral de Notre-Dame. Na frente do visitante está o restaurante Jules Vernes. Com requintada gastronomia.

No terceiro pavimento, a 324 metros do chão, o visitante vislumbra um pouco mais da cidade. No topo da torre, os mais corajosos topam com o Bar do Champanhe.

Em março a Torre Eiffel completou 130 anos de história. Foi construída debaixo de críticas de diversos artistas. Levou dois anos até a inauguração. Foram necessárias 18 mil peças de ferro para cativar os visitantes que agora elegem a Torre Eiffel como uma das visitas obrigatórias para quem desembarca em Paris.

Indiscutível, os 130 anos da Torre Eiffel iluminam o fascínio, seduzem o amor do turista pela centenária estrutura de ferro. Por isso, basta pensar em destino turístico para incotinenti surgir a opção de desembarcar em Paris. A cidade ideal para belíssimos passeios e grande curtição.

*
O petróleo é o óleo mágico. Transforma recurso natural em riquezas. O óleo extraído da rocha é tão útil que se tornou indispensável para a vida humana. Por ser poderosa fonte energética, a substância oleosa virou a razão da mira das nações por ser a mola para acionar diversas atividades. Responde por 35% da energia mundial.

Na década de 70, devido a embargos comandados pela OPEP-Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o mundo enfrentou duas crises. No final de 1974, em função do aumento de 400% no preço do barril, a economia mundial sofreu reveses. Causou desentendimentos.

Existente em bacias sedimentares, a poucos metros da superfície terrestre ou em extensas profundidades marítimas, o petróleo requer a ação de outras atividades para ser extraído, processado e comercializado. Começa pelas plataformas petrolíferas, até chegar nas refinarias. Depois de vencer complexas formas de extração do mineral.

A refinaria exerce extraordinário poderio econômico para uma nação. O papel da refinaria é processar petróleo bruto, transformar o produto em derivados, de modo a atender a demanda, sempre crescente.

Através de três processos de refino do petróleo, destilação, conversão e tratamento, as refinarias chegam aos derivados. Diesel, gasolina, nafta, querosene de aviação, GLP, lubrificantes e diversas outras substâncias que servem de matérias primas para a fabricação de outros produtos como plásticos, tintas, lubrificantes, solventes, borracha sintética.

Por ser uma atividade nobre, as refinarias exigem constantes investimentos visando objetivos específicos. Modernização do parque, melhorar a qualidade dos produtos, elevar a produtividade, reduzir o impacto ambiental.

Atualmente, a capacidade do parque de refino atinge o patamar de 1,8 milhão de derivados por dia. O azar do petróleo é não ser uma fonte de energia renovável. Estar com os dias contados para a extinção. O que provavelmente deve acontecer dentro de uns 50 anos.

Cabe ao Oriente Médio a primazia de possuir mais da metade das reservas petrolíferas mundiais. Motivo de intensas discussões entre as nações dependentes do petróleo como os Estados Unidos que movem a economia baseado no petróleo. Embora os EUA sejam um dos maiores produtores do óleo negro.

No Brasil, o petróleo foi descoberto no ano de 1939, na Bahia. Atualmente, em fase de grandes investimentos em tecnologia, o país também ingressou no quadro de grande produtor de petróleo. O problema é o consumo ser elevado e crescente. Talvez, quando a exploração do Pré-Sal, recém descoberto no litoral sul do país, tiver condições de reverter a posição de grande consumidor para o grau de também abrangente exportador desse estratégico recurso natural da Terra.

A primeira refinaria brasileira foi instalada no município de Uruguaiana, RS, em 1932, para processar o petróleo importado e baixar o preço de consumo. A partir daí, surgiu a Petrobrás, em 1953, com o intuito de garantir ao país o monopólio do petróleo.

O monopólio tem um grave defeito. Abala a concorrência perfeita, contamina o poder de mercado, defensor do preço alto, reduz a oferta do produto para não baratear o preço. Afinal, o único objetivo do monopólio é maximizar o lucro. Não importa se machuca o consumidor.

Deixe uma resposta