DEU NO JORNAL

Marcelo Rates Quaranta

O Juiz Federal André Prado de Vasconcelos, da 7ª Vara Federal de Minas Gerais, espelhando-se nos exemplos do STF e achando-se autoridade absoluta, deu um prazo de 72 horas para a maior autoridade do país, o Presidente da República, “explicar” por que é que trocou o comando da Petrobrás.

Não sou porta-voz do Presidente, mas ele não precisa explicar nada. Deixa que eu explico.

Primeiro, senhor Juiz, porque ele quis e ninguém tem nada a ver com isso, muito menos o senhor. Se está faltando trabalho na vara federal em que o senhor trabalha, a ponto de sobrar tempo para pedir que uma autoridade do Executivo “se explique”, então precisamos rever o seu salário.

Segundo, senhor Juiz, ele o fez porque essa é uma atribuição exclusiva do Presidente da República, e que, por estar escrito na Constituição Federal (o senhor conhece? É um livrinho! Eu recomendo a leitura!) ele não precisa dar explicações a ninguém, muito menos a um Juiz de primeira instância.

Terceiro, senhor, juiz, não há ato ilícito algum para ser questionado, arguido, explicado ou interrogado. A preocupação deveria ser com os que roubam o país e não com aqueles que querem impedir o roubo, o senhor não acha?

Quarto, se cada Juiz do Brasil resolver “questionar” os atos executivos do Presidente da República, e o Presidente perder seu tempo tendo que “se explicar”, o país vai se tornar ingovernável. Tá certo que a justiça é lenta, não anda, juiz tem férias duas vezes por ano, muitos acumulam processos e muitos crimes prescrevem por falta de julgamento… Mas nós não queremos isso para o executivo causado por falta de tempo para trabalhar, por ter que ficar se explicando, não é mesmo?

Quinto, senhor Juiz, embora alguns juízes achem que no Brasil a pulga manda no cachorro, as coisas não funcionam assim. Pulgas continuam sendo pulgas e devem ter consciência do quão minúsculas e insignificantes elas são perto dos cachorros.

Presidente… Se há alguém para quem o senhor realmente deve explicações dos seus atos, é para os milhões de brasileiros que votaram no senhor. O resto que leia a Constituição ou entenda pelos jornais.

8 pensou em “TODAS AS RESPOSTAS PARA O JUIZ

  1. Com todos esses disparates que juizecos dos cafundós do judas estão a praticar, parece-me que vamos ter de criar uma entidade semelhante aos Gedeões, para oferecer a cada um desses luminares obscurecidos um Vademecum novo, que, além da Constituição de 1988, já contenha os novos Códigos em vigor.
    Complementarmente, um exemplar de comentarista constitucional, que não seja algum dos 11 urubus togados que tanta merda veem excretando.

  2. O Dr. André Prado de Vasconcelos (nome pomposo de juiz) deveria enviar a viola no saco.

    Poderia ir dormir sem essa, mas passar vergonha é um predicado da esquerda militante.

  3. Sétimo: Vá dar meia hora de rabo. Não se meta onde não foi chamado. Se quiser ser Presidente do Brasil se candidate nas próximas eleições.

  4. Marcelo Rates Quaranta e a Quem Mais Intgeressar Possa:
    A quantidade de bobagens que se dizem em questões de direito pelos neófitos de plantão é algo impressionante, de modo que é urgente que quem quer deitar falação sobre matéria jurídica que faça so favor de ir cursar Direito em alguma universidade do nosso grande país, porra.
    O Juiz da 7ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais não se espelhou em porra de exemplos do STF nem se achou autoridade absoluta porra nenhuma, ele atende a AÇÃO POPULAR apresentada em sua poderosa vara.
    O artigo 102 da Constituição Federal, que define as competências do Supremo Tribunal Federal (STF), não coloca o julgamento de ações populares como competência original da instância máxima judicial do país.
    A ação não saiu da cabecinha do juiz, como não pode acontecer, juiz agem quando provocados regularmente, a ação popular foi impetrada pelos advogados Daniel Perrelli Lança e Gabriel Senra da Cunha.
    Dizer que o juiz nem ninguém tem nada com isso e que o presidente da república Jair Messias Bolsonaro faz tudo o que quiser é burrice, e maior ainda dizer que o presidente fez porque quis e está acabado, não é assim, aqui tem lei e a ditadura acabou, o presidente só pode fazer o que é de sua competência e a lei o autoriza a fazer. Pode ser que a ação não seja provida, mas, por enquanto, o juiz continua em sua competência e pedir explicação faz parte do interesse em conhecer os fatos, dentro do processo, para concorrer em favor de futura decisão.
    Enfim:
    Arael, não houve disparate, o juiz está no pleno exercício de suas competências.
    Antonio Turci, o Marcelo não falou com propriedade, falou bobajada e tu de carona.
    José Roberto, a inocuidade não se presume no caso, ela será apurada. O juiz não está querendo minutos de fama, ele está fazendo o que tem de fazer por dever de ofício.
    Carlos, os juízes não são de merda só porque impõem ao Jair Messias Bolsonaro as obrigações que lhes competem impor, no caso fornecer explicações; cabe a Jair Messias Bolsonaro atender ou não, ele é livre para rasgar a solicitação.
    João Francisco, a bobajada em matérias de conteúdo jurídico prossegue: o juiz não pode enfiar a viola no saco quando a lei lhe impõe providência em ação judicial perante ele impetrada. Não se pode supor que um juiz que cumpre seu dever de ofício é de esquerda porque pede explicações a um direitista. E o nome do juiz nem pomposo é.
    Heber, o juiz não se meteu onde não foi chamado, ele foi, sim, chamado em ação popular e está não se metendo mas agindo no exercício de suas funções judicantes.
    Airton, o Ministério Público, certo ou errado, cumpre suas funções de se manifestar nos processos naquilo que seja de sua competência e se ele “se preocupou” de agir no caso não é porque está de pinimba com o Jair Messias Bolsonaro.

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