RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

Gêmeas siamesas, talvez esta seja a melhor definição destas duas ‘Seitas’. Seitas, que se dizem ciência, ou pelo menos amparadas por esta. As semelhanças dos dois grupos são muitas e as diferenças marcantes.

Seus próceres e seguidores se têm por sérios e verdadeiros representantes da verdade, defendem suas ideias, crenças e crendices, assumindo posições e posturas defensivas e, até ofensivas, no sentido de propagar e defender suas ‘verdades’.

Até aí tudo bem. O problema não são pessoas com ideias e visões de mundo diferentes, isto é liberdade! E, liberdade é pilar fundamental de uma coisa chamada Democracia. Democracia só pode ser exercida como reflexo da vontade das maiorias, claro com o devido respeito e/ou proteção das minorias. Mas nunca, nunca mesmo, a democracia pode privilegiar ou fazer valer a vontade plena de minorias, na democracia vale a vontade majoritária. A civilização nos faz ter o cuidado de proteger a minoria e, atende-la na medida do possível, sem nunca desrespeitar a vontade majoritária.

Neste ponto as duas Seitas divergem e muito.

Terraplanistas são negacionistas da ciência em voga. São teóricos da conspiração na medida que negam verdades científicas, teoricamente comprovadas nos dias atuais. Sempre existiram na história da humanidade e, muitas vezes se comprovaram certos. Exemplos há, centenas. Foram teóricos da conspiração que trouxeram luz aos dogmas da Igreja, que contestaram lá no passado o próprio conceito de terraplanismo, subvertendo-o.

Este grupo, apresenta ‘provas’ e ‘evidências’ que buscam mostrar e comprovar que grupos no controle do poder e informação submetem o coletivo, ou seja, o povo, como um todo. Teorias da Conspiração, baseadas em uma ‘ciência’ novel ou em pseudociência, que servem de evidências para contestar o status quo das coisas.

Para cada fato, há uma explicação que nega este fato. Em geral Terraplanistas são classificados, pelo todo social, mas, principalmente, pelos militantes de sua Seita gêmea, como obscurantistas. Conservadores, perigosos e retrógrados. Pessoas ignorantes, que negam fatos e provas da ciência.

Talvez! Talvez? Mas se observarmos, Terraplanistas são pessoas, muitas das quais de bom nível cultural, que enquanto grupo são muito heterogêneos e, principalmente, estão longe de qualquer extremismo.

São apenas pessoas com opiniões e visões de mundo, que as externam, segundo o princípio do livre arbítrio e das liberdades individuais. Mas entre eles, a grande maioria, não é radical na imposição de seus dogmas. Aliás, a heterogeneidade de pensamentos e visões entre os Terraplanistas não permite afirmar que eles próprios tenham dogmas, na acepção plena da palavra.

Em suma, são um grupo, não tão pequeno, que defende ideias sem querer impô-las. Não há entre Terraplanistas o chamado ‘ódio do bem’, que na prática é ódio, simplesmente ódio e, algumas vezes, ódio extremo, voltado contra aqueles que deles divergem.

Terraplanistas são pessoas como eu e vocês, apenas com pensamentos diferentes. Folclóricos, talvez. Mas, jamais perigosos seja para indivíduos, seja para a sociedade. Não representam riscos a Sociedade ou a partes dela. São, em minha opinião, pessoas do povo, exercendo seu direito a liberdade de crença e pensamento.

Por outro lado, a Seita dos Terraparadistas é extremamente dogmática. E baseia seu dogmatismo no que chama de ciência.

Mas a ciência dos Terraparadistas é uma ciência que só considera os fatos que indiquem ou apontem para aquilo que pensam ou apregoam. Mais que isto não tem escrúpulos em distorcer dados, reinterpretar a história e até falsificar ou direcionar experimentos. Tudo para comprovar que estão corretos.

Esta atitude, extrema, concebida por uma cegueira coletiva de seus membros e por uma fé inabalável na deusa Scientiae e, em seus apóstolos.

Isto, esta forma de agir vai de encontro a tudo aquilo que apregoa a verdadeira ciência. Neutralidade, imparciabilidade, isenção (inclusive ideológica), comprobabilidade fática, repetitibilidade e método.

Os Terraparadistas usam estes pressupostos validativos da ciência de forma parcial, só valem para desqualificar aquilo ou aqueles que ousam se opor ao que pregam. Se valem de uma Teoria do Bule de Chá Voador, de Russel, as avessas, para invalidar quaisquer pensamentos contrários.

Aí reside o grande problema dos Terraparadistas. Sentem-se como salvadores da humanidade, ungidos por forças superiores e, apoiados naquilo que chamam de ciência. Portanto não podem, jamais serem contrariados, sequer questionados. Ouçam e obedeçam, dizem. É para seu bem. É para o bem da humanidade. O que você quer ou o que você pensa ou, ainda, seu livre arbítrio, nada valem. São eles, os Terraparadistas, que sabem o que é melhor para sua vida, para a vida de toda a sociedade.

O movimento Terraparadista esconde interesses, muitas vezes escusos, que poderiam ser usados até como comprovações das tais Teorias da Conspiração que estes (Terraparadistas) usam para ridicularizar os Terraplanistas. Basta olhar a ênfase dada pela grande mídia, por redes sociais et caterva ao pensamento Terraparadista.

O movimento Terraparadista é composto por todo o escolho oriundo da antiga e da nova esquerda e, mais todas as patologias sociais que hoje nos afligem: ecologismo, globalismo, bom-mocismo, politicamente correto, assexismo, terrorismo, intolerância, ateísmo, etc. E, constituiu-se terreno fértil, dado o potencial revolucionário explosivo destas correntes, para incrementar e fomentar os interesses de grupos, indivíduos e corporações, de países e ideologias, que corrompem e financiam estes movimentos.

Ao fim e ao cabo, dentro da cegueira ideológica e dogmática do Terraparadismo, seus adeptos nada mais são do que ferramentas destes interesses. Acabam constituindo-se como idiotas úteis e braços (muitas vezes armados) de interesse de seus financiadores e promotores.

Encontrou terreno fértil na rebeldia da juventude, na classe média alta entediada, nas Classes da alta ‘burguesia’ envergonhada por sua boa vida (mas da qual não abrem mão), nos servidores públicos, sindicalistas e políticos de todos os pelos e matizes.

E, este é o grande mal da Seita Terraparadista a intolerância e o chamado ‘ódio do bem’ que é apenos o mau e velho ódio. Terraparadistas auto ungidos na tarefa de salvar o mundo não aceitam divergência. Só relevam aqueles que voluntariamente se submetem às suas ordens e mandamentos. Qualquer questionamento ou divergência levará a um turbilhão de xingamentos e acusações.

Não há argumentos. Quem lhes contraria é genocida, misógino, racista, homofóbico e outros tantos adjetivos. Contestar é crime e, crime inafiançável, talvez o único crime ao qual eles, os Terraparadistas, admitem a pena de morte.

Contrariam, pois, os pilares básicos da sociedade e da humanidade: liberdade e livre-arbítrio. Não vou nem falar de uso da razão ou inteligência, pois isto é irrelevante para os ungidos da ciência, pelo menos pela ciência deles.

São os autointitulados defensores da vida, da democracia, das minorias e anti-fascistas. Que se comportam como fascistas, democratas que desconsideram a vontade da maioria, ao defender a vida condenaram, inutilmente, milhões de vidas.

Quebraram lojas, quebraram economias, agrediram em nome da não violência. Proibiram remédios que podem não funcionar (ou muito antes pelo contrário, podem funcionar) para aguardar vacinas que, pasmem podem funcionar ou não.

Não interessa se o vírus se propaga pelo ar e não respeita paredes. Fique em casa, genocida! Lockdown! Fecha-se tudo, azar do emprego e da economia. O governo tem de nos sustentar. É o ano da nova Revolução Socialista, o Ano do novo vermelho. Fique em casa, não produza nada e o governo te sustentará. O top mind da utopia comunista.

Quem pagará a conta, ao final não interessa, fique em casa, fique calado e não ouse pensar ou contestar-nos. Seu fascista! Dinheiro, não sendo o deles (Terraparadistas), não é problema. Se você morrer de fome, foi o capitalismo ou sua culpa (quem mandou não fazer concurso e virar funcionário público).

Os Terraparadistas constituem-se um mal, pela dogmática cega, a ser combatido e, até exterminado, sob pena de subjugarem a humanidade na ditadura do politicamente correto. Ou os combatemos agora ou amanheceremos, belo dia, algemados em campos de concentração ideológicos e /ou reais, privados de nossa liberdade e livre arbítrio.

Em suma, os gêmeos Terraplanistas e Terraparadistas, têm uma diferença abissal entre suas existências. Os primeiros vivem sua crença sem impô-la ou causar prejuízo a outrem, se são maus, o são só para eles mesmos.

Já os Terraparadistas são um mal que cresce e busca a hegemonia, usa de todos os métodos e armas e, vai, cada vez mais, tentar impor sua crença. É Mal, com M maiúsculo, é dogma que mata. Mata a liberdade, mata a divergência, mata a razão, mata a vida.

Está em Guerra, contra nós, invade nossa sociedade, nossa democracia. E, pior sem reação daqueles que subjuga. Eis que devemos nos levantar e combatê-los, antes que seja tarde demais. Antes que nos subjuguem!

5 pensou em “TERRAPLANISTAS VERSUS TERRAPARADISTAS

  1. Rodrigo.

    Concordo com os dois grupos… A terra é plana e não gira. É que eles saíram do porre que o resta da humanidade teima em continuar e viram que a terra é uma pizza (isso lembra muito o bananão), e está parada, enquanto todo o resto do universo está em desabalada carreira rumo à expansão. Foi ” a gente que bebemos” um pouco demais e acabamos vendo um geóide e, com muita “canha” no quengo, acreditamos que ela gira.

    Parem o universo…. eu quero descer dessa bagaça!

  2. Escreve o cronista: Não há argumentos. Quem lhes contraria é genocida, misógino, racista, homofóbico e outros tantos adjetivos. Contestar é crime e, crime inafiançável…

    Olho para o mundo, a cada segundo mais emaranho na teia comunista e fico escolhendo qual personagem seria Sancho em Jogos Vorazes.

    Existe problema crônico no que se refere a traduzir título de filmes estrangeiros. Em seu original, o filme se chama “The Hunger Games: Mockingjay – Part 1”. “Hunger games” algo como “Jogos famintos” e “Mockingjay” é a palavra inglesa para “tordo”, um pássaro conhecido principalmente pela musicalidade.

    A história, como um todo, faz alusão à crueldade do mundo comunista, no qual os representantes do poder central não medem esforços para manter-se na posição dominante, subjugando a população, mantendo-a numa situação de medo do que são capazes de fazer contra ela caso se rebelem, haja vista que a classe dominante é detentora do poder político e comanda as forças policiais.

    Há “Panam”, um mundo onde o povo sustenta os luxos dos governantes, sendo criada uma “diversão” coletiva , no intuito de punir essa maioria pela tentativa passada de rebelar-se contra tal estado de dominação.

    Há o “Tordo”, ou seja, o símbolo da luta pela liberdade dos distritos e pelo fim da vida de luxos da capital. Ao longo do filme, percebe-se que no distrito também não se verifica a liberdade tão propagada, vez que a vida de seus habitantes é extremamente controlada, não havendo escolha para nada. Tudo é determinado pela liderança que, na prática, é uma liderança ditadora.

  3. Até quando deixarão Rodrigo ser um LIVRE PENSADOR?

    “A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que os céus deram aos homens.”

    “A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos, que aos homens deram os céus: não se lhe podem igualar os tesouros que há na terra, nem os que o mar encobre; pela liberdade, da mesma forma que pela honra, se deve arriscar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode acudir aos homens.” El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de La Mancha.

  4. Bela exposição, Grande Mestre De Léon.

    Os “ungidos”, detentores do saber inquestionável do que é melhor para todos, não suportam a menor contra-argumentação, e partem de imediato, para desqualificação do interlocutor, como metodologia de defesa.

    Na falta de argumento a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque…

    Eu não deixo barato nem me curvo, sempre contra-ataco. Com argumentos.

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