TEM REFORMA, MAS SEM REFORMAR

Recordar é viver, cantava Gilberto Alves no Carnaval de 1955. E quem é que recorda os autores da marchinha, derivada de uma valsa vienense?

Recordar pode ser sofrer. Paulo Guedes, o Posto Ipiranga, superministro da Economia, fazia promessas: zerar o déficit público no primeiro ano, tocar as privatizações, reformar a Previdência, reformar e simplificar impostos, reformar a Administração, atrair investimentos. Bolsonaro dizia que Guedes, com ideias novas, seria o chefe supremo da Economia. Guedes acreditou.

A pandemia atrapalhou? Sim: mas a pandemia começou mais de um ano após a posse, quando o Posto Ipiranga já era Imposto Ipiranga. A reforma da Previdência que passou não era a dele, mas a do Congresso, e quem tocou a aprovação não foi ele, mas Rodrigo Maia. Privatizações, bem – deixa pra lá. A reforma tributária mais provável – se houver – não é a de sua equipe, mas a do deputado Baleia Rossi, do MDB, coordenada pelo economista Bernard Appy. Ideias novas? Guedes trouxe a CPMF – tão nova que já foi aplicada, de 1997 a 2007, e não deu certo. Quanto à Reforma Administrativa, Bolsonaro guardou-a carinhosamente num arquivo. A promessa agora é do próprio Bolsonaro: enviará a reforma administrativa ao Congresso no dia 3, amanhã. Mas fez outra promessa, junto: “Que fique bem claro: não atingirá nenhum dos atuais servidores”. Depois que todos os atuais servidores se aposentarem, aí teremos uma administração mais eficiente. É só esperar.

Quem é quem

Os autores de Recordar é Viver são Aldacir Louro, Aluizio Marins e Adolfo Macedo. Quem decidiu desistir da luta pelas reformas foram alguns dos principais assessores de Guedes – que classificou as demissões de “debandada”. E quem disse claramente que as reformas não andam foi o próprio Guedes: “Eu, se pudesse, privatizava todas as estatais. Mas, para privatizar todas, tem de privatizar primeiro duas ou três. E nós não conseguimos privatizar duas ou três. É preocupante.”

As crises

A aprovação a Bolsonaro cresceu, as pesquisas mostram que, hoje, Sérgio Moro seria seu único rival sério no segundo turno, mas o clima no Governo continua tumultuado. Há crises em andamento, em vários setores:

*O vice-presidente, general Hamílton Mourão, não concorda com a tese de que os militares que participam do Governo recebam mais do que o teto constitucional de salários, perto de R$ 40 mil mensais, juntando vencimentos das Forças Armadas e dos cargos que ocupam. “É uma questão ética e moral. Sou contra, no momento que estamos vivendo. Se a situação fosse normal, o país com recursos sobrando, tudo bem. Não é o que está acontecendo”. Mas é o que o Ministério da Defesa sustenta. Quer somar os salários, e pronto.

*O ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, diante do corte de verbas, anunciou que seriam suspensos o combate ao desmatamento na Amazônia e aos incêndios no Pantanal. O Governo devolveu logo as verbas – mas dificilmente terá engolido o desafio. Não será surpresa se os militantes do Gabinete do Ódio começarem a divulgar ataques a Salles, como se já tivesse entrado no Governo para trair Bolsonaro. O general Mourão, responsável pela área amazônica, foi um dos que não gostaram da reação de Salles: acha que o ministro deveria ter conversado antes com ele, para que as verbas voltassem sem turbulência. Mas turbulência já houve – e agora?

*O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, está jogando abertamente no time do desenvolvimento com investimentos estatais (tem apoio do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho). Paulo Guedes, liberal, é contra. Onde irão buscar os recursos para investir? Tarcísio e Marinho têm apoio do general Braga Netto e acham que o projeto é um novo Plano Marshall. Guedes não reage, quer ficar ministro. Mas não gosta. E sabe que o Plano Marshall funcionou porque os EUA investiram nele.

Boa notícia

As ações da Polícia Federal contra o PCC, Primeiro Comando da Capital, maior esquema do crime organizado no país, já localizaram R$ 500 milhões, que podem ser bloqueados, mais carros, mansões e empresas ligadas a eles. É o maior golpe já sofrido pelo grupo, e o primeiro a atingir diretamente os recursos financeiros e empresariais que turbinam suas atividades.

Má notícia

De acordo com a Constituição, Título 8 (Da Ordem Social), Capítulo 5 (Da Comunicação Social), artigo 220, “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”. Isso na teoria. Na prática: o jornal digital GGN, editado pelo jornalista Luís Nassif, foi censurado. Foi obrigado, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, a retirar matérias sobre a venda ao Banco BTG Pactual de carteiras de crédito do Banco do Brasil. Vão dar outro nome, mas é censura.

29 pensou em “TEM REFORMA, MAS SEM REFORMAR

  1. Péssimo dia ler bobagens do Carlos. Criticar o ministro da economia por causa de não cumprir em um ano as promessas com todos do congresso votando contra além de pegar um Pais estourado pelo PT é ser mal caráter. Já o pt que pegou o país enxuto do FHC e depois de 16 anos não cumpriu nada do prometido deve ter sido um posto com gasolina adulterada e o Carlos fica quieto. E de mandar pra aquele lugar. O Carlos está se tornando o Goiano careca de gravata

    • O jornalista elencou três crises inexistentes como crises. Temos nas “crises elencadas” apenas posicionamentos dos que estao a frente de pastas dando suas opiniões sobre assuntos que lhes dizem respeito.
      Mourão – vice e militar – posicionando-se de forma correta sobre “grana” em tempos de crise. Corretíssimo;
      Salles posicionando sobre o que ocorreria se verba fosse cortada em sua pasta;e
      Tarcísio e Guedes posicionando-se sobre verba para tocar a infraestrutura.
      Onde esão as crises? Vi apenas posicionamento de homens que trabalham pelo Brasil falando sobre recursos financeiros, o que certamente coloca Guedes, ministro da Economia, por óbvio, no centro do debate.

      • Se houvesse apenas o debate, Sancho Pança, o Ricardo Salles falaria com o presidente, ou com o ministro da Economia, para pedir mudança no corte de verbas. Não: ameaçou publicamente suspender duas iniciativas da mais alta importância, e que já são insuficientes, se não lhe dessem a verba de volta. O general Mourão estava certo, concordo. Mas criticou publicamente o ministro do Meio-Ambiente e, também publicamente, se colocou em posição oposta à do ministro da Defesa. Tudo bem, mas isso se faz internamente, não em público. Se o Luís Carlos Prestes não tivesse dito publicamente que os comunistas já estavam no poder e só lhes faltava tomar o governo, teria sido mais difícil mobilizar a oposição a Goulart.

    • gonzaga, é o mal de não ler e achar ruim. Fui processado pelo PT. Você foi? Não? Deve ser petista enrustido, né? O Paulo Guedes fez as promessas, que talvez ninguém tenha lido para você. E não as cumpriu. Quando fez as promessas, já sabia que havia Congresso, que o Congresso era este; e não sabia que o presidente faria maioria no Congresso apelando à Nova Política, aquela do Roberto Jefferson, do Valdemar Costa Neto, do Arthur Lira. Mas não vou dizer que você seja “mal caráter”. Acho que é apenas desinformado – e que também não tenha lá grande apreço, como seus líderes políticos (que têm a mesma opinião dele sobre mim), pela norma culta do idioma.

  2. O Sr. Carlos mais uma vez persiste no ataque ao ministro P. Guedes. É doido para vê-lo fora do Governo.

    Pensei que fosse falar na enorme queda no PIB do 2º trimestre de 9,7%, mas ops, mesmo alta esta queda está abaixo da média dos países da OCDE, o clube dos países ricos. Então a notícia não é tão ruim assim, melhor deixar de lado. Falar que o mês de julho gerou mais de 120 mil empregos com carteira assinada? Péssimo dar esta notícia. Que o PIB do agro subiu coisa de 1,5% no 2º trimestre? Isso não derruba o Posto Ipiranga. Que a nossa recuperação econômica vai ser em V, ou seja, do mesmo jeito que caiu vai subir? Isso não é coisa para o Sr. Carlos.

    Então vamos às falácias:

    – que a reforma da previdência, que foi o dobro da do Temer, só saiu por obra e graça do Nhonho Maia (a manifestação monstro de 26/05/2019 fala o contrário);

    – que as privatizações estão paradas, como se não dependessem também do congresso;

    – que o “gabinete do ódio” age ao lado do gabinete do PR contra o país (Gen. Santos Cruz que saiu de forma não amigável disse na CPMI das Fakes que nunca ouvira falar disso quando lá dentro)
    );

    – que Tarciso é um gastador de dinheiro público e quer mais e mais (tarciso está antecipando concessões e com o dinheiro faz novas obras);

    – que Guedes quer a volta da CPMF tal qual ela era (é mentira eu já expliquei há duas colunas atrás);

    – que Ricardo Salles está em rota de colisão com o Gen. Mourão, nosso Vice PR (essa só na imaginação do colunista mesmo);

    – que Moro, se quiser ser candidato em 2022 à PR pode superar Bolsonaro (Moro já era e pior, o STF vai considerá-lo suspeito e liberar o Lula de todas as acusações, o que só é bom para os bandidos)).

    Enfim, para o Sr. Carlos, o Governo Federal é uma casa de marimbondos, onde ninguém se entende, a fritura é geral e Bolsonaro não tem pulso para controlar nada.

    É duro ser Carlos Brickmann na atual situação. Qual seria a próxima narrativa?

    • Como eu não tenho compromisso com o erro, vou corrigir o que disse.

      O Sr. Carlos falou dos empregos (131 mil) gerados em julho na coluna do dia 23/08, e deu como boa notícia da economia, com a ressalva de que precisaríamos ver se tal situação teria sequência.

      Falou sobre a “nova CPMF na coluna de 19/08 e vou repetir meus argumentos:

      “Também tem a falácia da volta da CPMF. E porque é falácia? Porque a proposta é instituir um imposto sobre pagamentos eletrônicos e visa substituir PIS, COFINS e impostos sobre a folha de pagamento.

      Vou dar um exemplo que até o Sr. Carlos poderá entender. Com a CPMF em toda e qualquer movimentação bancária havia imposto. Tirou dinheiro de uma conta e passou para outra; imposto. Depósito do Bolsa família; imposto. No sistema proposto, é só quando efetua um pagamento via eletrônica de um bem ou serviço, que pagará imposto. Viu? não é a volta da CPMF. Tá desfeita a falácia?”

      Obviamente o Sr. Carlos não contra argumentou.

      • João Francisco, costumo contra-argumentar contra argumentos. Esqueceu de dizer que o nome do imposto não é CPMF, logo não é o mesmo. Mas diga isso ao Bolsonaro. Ele mesmo disse, quando jogou ao mar o Marcos Cintra, que não queria a volta do CPMF.

        • Sr. Carlos, me responda só uma coisa: o exemplo que eu dei esta errado? Se sim diga onde.

          O que Bolsonaro acha a respeito do Imposto não vem ao caso.

  3. Resumindo para nao perder muito tempo. ..

    Carlos Brickman o bostão…

    Como todo petralha mente, distorce e exige de um o que nao exigiu, nem ao menos anotou as falhas de outros como Lulla, o criminoso condenado, ou a Anta a criminosa ainda nao condenada.

    Incompetente, arrogante e desonesto intelectualmente……..

    Tenta substituir o Goiano mas este, pelo menos, é divertido e criativo.

    CB, o que tem de gordo tem de ruim…..

    Triste…… pois o Brasil precisa de gente honesta, principalmente no que diz respeito a parte ideológica e intelectual

    • Arthur Tavares: não vou dizer que você é desonesto intelectualmente, porque a palavra “intelectualmente” não se aplica a você. Veja que linguajar deprimente: mal abre a boca já sai “bostão”. Arthur, junte dois amigos alfabetizados (se os tiver) e vá ao Google. Um lê para você o que escrevi nos tempos do PT, e o outro lhe explica. Talvez essa bobagem, ao menos, você para de falar. Quanto ao Goiano, não tenho o prazer de conhecê-lo. Mas ser criticado por gente como você indica que deve ter boas qualidades. Viva o Goiano!

      • Na realidade não me interessa o que vc pensa, muito menos o que escreve.

        É que não resisto aos comentários…… e aí……

        O Goiano pelo menos é criativo e divertido.

        Vc se acha, mas é muito chato, arrogante e como consequencia outro imbecil.

        Continuo achando voce um bostão, como todo bom petralha. C eles te processaram é porque nao “entendem” o que vc escreve…….

        Hihihihi……

        • Você é esquerdalha, Arthur Tavares. Não chega nem a ser petralha. Escreve como petralha, mas isso deve lhe custar muito esforço. E o que sai de sua cabeça é, nas suas palavras, “bostão”. A propósito, um dia quero conhecer o Goiano. Melhor do que você com certeza ele é.

          • Com certeza não… !!!

            Arrimo de familia aos 17 anos, dando aulas particulares desde os 11 anos, curso superior completo somente aos 35 anos, trabalhador, com carteira assinada desde os 20 anos, aposentado, com 35 anos de recolhimento ao INSS,e somente após os 65 anos de idade.

            Ainda trabalho aos 70 anos pois foi impossível construir um patrimonio que me permitisse ficar com o burro na sombra como certos bostões de cueca recheada e patrimonio escondido……

            Não me meça pela régua dos seus parasitas, desonestos, mentirosos, corruptos, arrogantes e imbecis

            Fazem 52 anos que vejo o País ser tripudiado na mão de políticos cínicos e corruptos e dos pseudo jornalistas que desinformam, protegem bandidos, e criam narrativas para tentar modificar fatos.

            Goiano com certeza não é melhor que eu pois sua ideologia está equivocada e seus heróis tem os pés de barro e as mãos sujas de sangue,

            Goiano é muto melhor que eu em cultura, criatividade, narrativas e bom humor, o que falta ao bolão, você.

            Globolixo, Falha de SP, Óia e Ex tadão devem ser seus modelos de jornalismo para mentiras e (des)informação……..

            Bostão rima com Bolão e isso acho que foi ato falho….

            Fechando ……… É isso aí bostão ….. !!!!

          • Prezado Carlos Brickmann,
            Desde que li pelas primeiras vezes seus textos (e isso não faz muito tempo, tomei conhecimento de ti quando Berto começou a publicar coisas tuas aqui no Jornal da Besta Fubana), apreciei tuas abordagens e, muito especialmente, tua isenção e ponderação, sem ataquismos, partidarismos e tendenciosidades capazes de perturbar o equilíbrio das análises.
            Cheguei a inspirar-me, formalmente, em alguma coisa de teu modo de apresentar certos textos, articulando-os e titulando-os, o que favorece a apresentação de assuntos variados de uma só vez sem misturar tudo dentro da cabeça.
            Também gosto muito de parágrafos enxutos e trabalhos não muito extensos, porque quando não é assim o assunto pode até ser interessante mas acaba cansando.
            Poucas vezes fiquei bravo contigo: como sou um petista petralhoso moleque, cachorro e safado, também conhecido como esquerdista da porra, as vezes em que tuas críticas a qualquer coisa que cheira ao “meu lado” me incomodaram, porque, pelo meu ponto de vista esquerdopata, as críticas ao Lula, ao PT, ao petismo, ao esquerdismo precisam ser muito, muito, exageradamente mesmo, acertadas, porque se não forem eu já fico achando que o cara não é muito inteligente e já parto para a contra-crítica.
            O que quero dizer é que, mesmo alguma vez tendo discordado de alguma colocação tua, não cheguei a achar que estavas comprometido com alguma rígida escala de valores, crenças e preconceitos – apenas, eventualmente, tinhas, e certamente tens, visões de certos aspectos da realidade algo diferentes das minhas.
            Enfim, o que preso é a integridade, moral, política, intelectual, de quem se propõe a debater os assuntos de interesse da sociedade e, assim, a contribuir para o desenvolvimento do meio em que vivemos.
            Desse modo, algo no sentido do Existencialismo, se a pessoa é ou católica, ou protestante, ou espírita, ou atéia, se é comunista, anarquista ou capitalista, seja o que for, que o seja o melhor que possa, sem se vender por bens ou vantagens que o desviem da honradez.
            Ser o melhor que possa implica, acho, conhecer as outras ideias, tentar compreendê-las e, até, aceitar os que as abraçam.
            Tenho visto em ti esse compromisso com a seriedade, de modo que tuas análises me parecem desprovidas de qualquer traço de apriorismos – salvo, é claro, os inconscientes, porque desses não há como nos libertar por completo; sempre alguns traços comandarão nossas formulações e nos imporão alguma determinada ótica da realidade.
            Pois bem, estou me estendendo neste papo – tipo carta aberta – por ter sido tantas vezes citado por essa turma de gente que diz que representa a banda decente deste País, de alguma forma relacionando-nos, tu e eu.
            E para dizer que, se somos diferentes em alguma adesão filosófica, política e ideológica, alguma coisa podemos ter em comum na seriedade.
            A grande diferença é que tu és bastante neutro e tuas análises e posicionamentos revelam a virtude que deve ter um jornalista: compromisso com a verdade.
            Eu, embora tenha compromisso também, o tenho com as minhas verdades, que – como apresento em minha coluna neste Jornal – são a molecagem de defender com unhas e dentes meu líder, Lula, assim como as políticas de esquerda, no sentido amplo do termo.
            Meu objetivo é convencer essa turma que nos lê e comenta que a direita é burra e geralmente comprometida com o atraso.
            E que o Brasil só se recuperará deste período das trevas se as esquerdas recuperarem o poder.
            Encerro afirmando que não sou melhor, nem pior, do que ninguém, sou, apenas, um ser humano gostoso.
            Grande abraço.

            • Tirando a parte da devoção para com o Lula, entre o Goiano e o Sr. Carlos há muito mais convergências do que divergências.

              Eu diria que são quase como almas gêmeas. Vamos às convergências entre os dois:

              – a direita geralmente é comprometida com o atraso;

              – a esquerda (do PSDB ao PT) precisa recuperar o poder para o Brasil sair das trevas;

              – a esquerda é humanista e se preocupa com o mais pobre, a direita é só com os ricos.

  4. Carlos, em outubro de 2018 a bolsa bateu recordes só com o fato de Bolsonaro chegar ao segundo turno. Bateu de novo quando as urnas se fecharam. No dia 02.91.2019, o discurso de Guedes foi o mais coerente que eu já vi desde 1986. O Brasil começou a deslanchar, a gerar emprego, etc. Em um ano não dá pra recuperar a pior década econômica desse país desde 1889. Reconstruir um país roubado diariamente não é fácil. Pra destruir basta uma canetada pra construir é outra coisa. Precisa do congresso que só trabalha com dinheiro em caixas de sapatos, cuecas, paraísos fiscais e vai por aí.
    O Brasil tem 5.570 municípios e em 2000 havia 1575 em situação de pobreza extrema. Em 2001, passou para 1582 e se manteve até 2015.
    Durante esse tempo, com 14 anos de PT, nenhum desses municípios mudou de status.
    Agora, vem você endossar esse coro imbecil?
    O STF determinou que estatais precisam de autorização do congresso para privatizar. Você acha que o congresso apoia? Seja sensato.

  5. Pra não dizer que não se comentou sobre a música “Recordar”,, que o sr. Brickmann mencionou no seu artigo: na verdade, é um samba e não marcha; e um dos autores é Adolfo Martins, e não Marins, como está grafado. Grande sucesso de um dos nossos melhores cantores.

  6. Recordar É Viver
    Marchinhas de Carnaval

    Recordar é viver
    Eu ontem sonhei com você,
    Recordar é viver,
    Eu ontem sonhei com você.
    Eu sonhei,
    Meu grande amor,
    Que você foi embora,
    E nunca mais voltou, meu amor.

    Não vou discutir música com você, Francisco Sobreira, que com certeza entende disso mais do que eu. Não tenho ritmo, sofro para dizer se estou ouvindo uma valsinha ou uma modinha. Até hoje não sei qual o ritmo de “Estrada do Sol”, de Tom Jobim e Dolores Duran. Mas veja, o Vagalume, especializado em ´música, coloca “Recordar é viver” entre as marchinhas de Carnaval. E o disco da Copacabana, de 1955, traz os autores como “Aldacir Louro, Aluizio Marins, Adolfo Macedo”. Pode estar errado, claro. Mas as fontes que procurei são boas.

    COMENTÁRIOS

  7. Carlos Brickmann tem sido um dos articulistas mais isentos, dentre Guzzos, Nêumannes, Nunes e Garcias, a ponto do Alexandre ser chamado por alguns de porta-voz do governo.
    Brickmann, como é humano, acerta e erra, e, é claro, está sujeito a críticas, mas deve preparar-se porque quando disser algo que contrarie bolsonaristas sofrerá a reação sectária dos apoiadores incondicionais de Jair Messias Bolsonaro.
    Digo isso porque sente-se o tom amargo na boca dos argumentos, como quando Gonzaga diz que “o Carlos está se tornando o Goiano careca de gravata”.
    Nada mais injusto: – Brickmann é, tanto quanto possível, imparcial.
    Eu, não! Quando escrevo tenho como objetivo defender as políticas de esquerda e seus representantes – e é nesse sentido que reúno dados, fatos, provas, argumentos e tudo o que me possa servir para tal fim.

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