ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

No ano 711, os mouros atravessaram o estreito de Gibraltar e, sob o comando do General Tarik (daí o nome de Gibraltar, isto é, “Jabal Al´Tarik-a rocha de Tarik”), invadiram a Península Ibérica, ocupando a maior parte do território espanhol. Em seguida, atravessaram os Pirineus e penetraram na na França. Foram derrotados por um exército cristão comandado por Carlos Martelo, avô de Carlos Magno, na batalha de Tours, em Poitiers, em 732. Daí para a frente, a reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, contra os muçulmanos, que haviam tomado toda a região aos visigodos, compreendeu uma série enorme de batalhas e levou mais de 700 anos.

Tudo começou com a batalha de Guadalete, em 711, onde os cristãos visigodos, sob o comando do rei Roderic, combateram as forças invasoras do Califado Umayyad. Esta era composta majoritariamente por Berberes e uns poucos árabes, sob o comando de Tarik Ibn Zyiad. Esta batalha foi o ponto culminante de uma série de ataques muçulmanos. Nesta batalha, morreram Roderic e muitos dos membros da nobreza Visigótica, o que deixou aberto o caminho para a conquista da Capital, Toledo e de todo o restante da península. Só foram detidos na Batalha de Covadonga (718 ou 722), que marcou o ponto de virada. A vitória obtida pelo Rei Pelágio marcou o fim da expansão muçulmana, deixando independente apenas o pequeno reino das Astúrias. Seria este pequeno enclave independente que lideraria a difícil reconquista do território espanhol.

A próxima batalha decisiva se deu em Poitier, a 10 de outubro de 732. Esta teve como resultado a vitória das forças francesas e de Aquitânia, sob o comando de Carlos Martel, sobre as forças do Califado Umayyiad, comandadas por Abdul Rahman Al Ghafiqi, Governador geral da Andaluzia. Este foi morto em combate e, vendo isso, o seu exército, mesmo sendo mais poderoso, recuou imediatamente. Esta vitória encerrou o avanço do Islã para o norte da Europa e fez com que se limitassem à Península Ibérica. Preservou o cristianismo num período em que os muçulmanos vinham em expansão, dominando os territórios dos antigos impérios Bizantino e Persa.

As escaramuças ao longo da fronteira marcada pelos Pirineus continuaram no tempo, mas sempre empurrando o domínio do Islã para que este recuasse. Dentre as muitas batalhas, destaca-se a Batalha de Roncevaux, em 15 de agosto de 778, entre Carlos Magno e os Bascos. Batalha esta na qual morreu o lendário Rolando.

Nos constantes atritos que se seguiram, destaca-se a Batalha de Zalaca, perto de Badajoz, em 1086, entre o rei Alfonso VI, de Castela-Leão, que, um ano antes, em 1085, havia conseguido tomar a importante cidade de Toledo para os cristãos, e os reis muçulmanos das Taifas de Sevilha, Badajoz e Granada, que pediram auxílio aos almorávidas. Estes, liderados por Yusuf ibn Tashfin, chegaram à Península Ibérica com aproximadamente 7.000 homens, vindos do norte da África. No percurso até Sagrajas, conseguiram ampliar suas tropas para cerca de 30.000 homens. Alfonso VI esperava com cerca de 60.000 homens. O resultado foi a estrondosa vitória dos muçulmanos sobre os cristãos. Estima-se que poucas centenas de cristãos tenham sobrevivido à batalha. Dentre estes estava o rei Alfonso VI, que apesar de ter sobrevivido, perdeu uma perna em combate.

O ponto decisivo na reconquista da Ibéria foi Las Navas de Tolosa, em 16 de julho de 1212. As forças cristãs, sob o comando de Afonso VIII, de Castela, juntamente com Sancho VII, de Navarra, e Pedro II, de Aragão, derrotou as forças lideradas pelo Califa al-Nasir, forças estas compostas por soldados vindos de todas as regiões ibéricas sob domínio islâmico no Califado Almohad.

Em paralelo com este imenso esforço pela retomada do território espanhol, a maior, mais prolongada e mais sangrenta confrontação entre cristãos e islamitas foram as famosas Cruzadas, que se estenderam por quase duzentos anos (1096-1291). Por vários séculos, os árabes haviam permitido as peregrinações cristãs a Jerusalém, salvo em breves intervalos, e estas haviam crescido continuamente. A situação mudou quando turcos seljúcidas, em 1071, conquistaram boa parte da Ásia Menor e em 1079 a cidade de Jerusalém, fazendo cessar as peregrinações. Com isso surgiu na Europa um clamor pela libertação da Terra Santa das mãos dos “infiéis”.

A primeira cruzada foi pregada pelo papa Urbano II, em Clermont, na França, em 1095, sob o lema “Deus vult” (Deus o quer). Depois de uma horrível carnificina contra os habitantes muçulmanos, judeus e cristãos de Jerusalém, os cruzados implantaram naquela cidade e região um reino cristão que não chegou a durar um século (1099-1187). A quarta cruzada foi particularmente desastrosa em seus efeitos, porque se voltou contra a grande e antiga cidade cristã de Constantinopla, que foi brutalmente saqueada em 1204. A oitava cruzada encerrou essa série de campanhas militares. Como efeito adverso profundo, aumentou o fosso entre as Igrejas latina e grega, assim como gerou enorme ressentimento dos muçulmanos contra o Ocidente cristão até os nossos dias.

O Reino de Granada foi finalmente conquistado por Fernando e Isabel em 1492, mesmo ano da descoberta da América. Após um período inicial de tolerância, foi lançada contra os mouros uma campanha de terror visando forçar a sua conversão. Finalmente, em 1502, todos os muçulmanos acima de catorze anos que não aceitaram o batismo foram expulsos, assim como havia acontecido com os judeus dez anos antes. Sob a liderança de Torquemada, a Inquisição espanhola, organizada em 1478, voltou-se de maneira especial contra mouriscos e marranos (muçulmanos e judeus convertidos ao cristianismo) acusados de conversão insincera.

Também em Portugal, inúmeras batalhas visaram a expulsão dos mouros. Uma das mais importantes foi a Batalha de Ourique, a 25 de julho de 1139, em que o conde Afonso Henriques foi aclamado rei pelos seus nobres. Apesar das forças cristãs serem inferiores numericamente, a forte liderança de Afonso foi decisiva para a vitória contra cinco diferentes reis muçulmanos. Esta vitória propiciou a independência de Portugal do reino de Leon,

Ao mesmo tempo em que o islamismo sofria pesadas perdas na Península Ibérica, obtinha grandes sucessos no Oriente Médio e na Europa oriental. Um novo poder islâmico, os turcos otomanos vindos da Ásia Central, depois de se estabelecerem firmemente na Ásia Menor. No dia 29 de maio de 1453, as tropas do sultão Mehmed, o Conquistador, tomaram Constantinopla (hoje Istambul), selando o fim do antigo Império Romano Oriental e impondo novas e pesadas perdas à Igreja Ortodoxa. Já haviam invadido a parte europeia do Império Bizantino em 1354, estendendo gradualmente seu domínio sobre Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Albânia, Bulgária, Romênia, Ucrânia, etc. Nos séculos XVI e XVII, os exércitos turcos haveriam de cercar por duas vezes Viena, a capital da Áustria (1529 e 1683). Houvessem tido sucesso, estaríamos todos hoje rezando para Maomé e Allah.

O período mais humilhante para os muçulmanos, diante do Ocidente cristão, foi o colonialismo dos séculos XIX e XX. Quase todas as regiões islâmicas do Oriente Médio e do norte da África ficaram sob o domínio de países europeus como a França, a Inglaterra, a Itália e a Espanha. Até o início do século XIX, aquelas regiões tinham sido parte do vasto Império Otomano, com sua capital em Istambul. Com o colonialismo chegaram os missionários, tanto católicos como protestantes, com suas igrejas, escolas e hospitais. Após a Primeira Guerra Mundial, à medida que as novas nações árabes foram alcançando a sua independência, houve o crescimento do sentimento nacionalista e a reafirmação dos valores islâmicos. Parte dos habitantes que haviam servido às potências colonialistas foram aceitos nos países europeus, como forma de gratidão pela ajuda, assim como para assegurar que não sofreriam revanche por parte dos novos controladores daqueles países. Aí começou a desgraça!

Hoje, a batalha que se desenrola pelo domínio europeu é uma “Batalha Ginecológica”. Enquanto os cristãos estão vendo sua população encolher aceleradamente, devido ao baixíssimo índice de natalidade das suas mulheres, sofisticadas e independentes, que não dá nem para repor a população que vai morrendo, as mulheres árabes da Europa continuam proliferando tal qual bactérias, como é de costume daqueles povos primitivos.

A funesta consequência desta babaquice, a luta por “Multiculturalismo”, está sendo uma verdadeira invasão silenciosa, que está reproduzindo sorrateiramente as invasões bárbaras e empurrando a Europa inteira para uma nova Idade das Trevas. Jogam assim, no lixo, 1.300 anos de muitas lutas pela preservação da herança cristã.

13 pensou em “TANTO SACRIFÍCIO PARA TERMINAR ASSIM!

  1. Caro Adonis.

    Sua Língua Ferina hoje se transformou, mais uma vez em Língua Didática.

    A aula de História foi sensacional.

    Sobre os Mouros me lembro que estava com seu pai – o saudável Evaldo Armando Oliveira – lá pelas tantas, na Gráfica Ipanema, no Recife, acompanhando a Prova Final da revista do Náutico, quando ele revisando a página de um artigo de Gentil Brasileiro da Costa, descobriu o merdaço:

    “Murro nas Costas”.

    Era, na verdade: “Mouros na Costa”. Se o erro houvesse passado batido, aquele nosso querido chefe da CACEX teria ficado muito chateado. E o murro teria sido em nossas costas

    Foi bom rever – o que você escreveu e eu copiei – assuntos estudados de raspão no Curso Ginasial. Você é um mestre!

    Obrigado pela aula e desejo que mantenha sua Língua Ferina bem afiada, título, aliás que me lembra umm Bloco de carnaval criado na década de 70 no Sindicato dos Jornalistas do Recife.

    E quando estiver – mesmo em áudio telefônico – com o sacripanta do seu pai, mande meu abraço. Somos afins; como irmãos.

    Bom domingo, meu menino!

  2. Adonis.

    Eliane Lawrence é minha nora, mora perto de Las Vegas, com meus 5 bisnetos, e ontem publicamos um artigo dela, coisa muito interessante é o tema, pare se articular com seu artigo.

    Tirei cópia, abrir bem os parágrafos, sublinhei partes de sua escrita, e mandei para ela ver que as duas matérias se completam. Sugiro que você leia – de ontem – O MUNDO DE AMANHÃ – e mandei para ela.

    Aliás, há aspectos interessantes, eu, seu pai e o pai dela trabalhamos juntos na Contadoria do BB, no prédio novo, quando você ainda mijava na cama…

  3. Aula fantástica!
    De quebra uma deixa para refletirmos: quando o feminismo radical do ocidente finalmente vencer com seus ideais invioláveis, a moça que quiser casar com um homem hétero terá que aceitar ser levada ao “altar” por um muçulmano.
    Então, aí, seus direitos serão confiscados logo no nikah.
    E ai dela se reclamar.

    Espalhando o link pelo oco do mundo.
    Agora!

  4. Texto brilhantíssimo caro Adonis…. historicamente preciso, com um delicioso tom narrativo, beirando quase a fofoca de comadres no beiço de uma janela. Mas suas conclusões são as mesmas que as minhas. Aquilo que islã não conseguiu pela força, conseguirá pela infiltração. A Europa ainda vai chorar muito por causa desse politicamente correto do multiculturalismo como você mesmo disse.
    Mas nesse desfiar todo de nomes do passado, ainda fico, na forma de homenagem, com o meu Ali Abubu Akhbar Ibn Al-Bibi (famoso geômetra, calculista, pedagogo, filósofo e astrônomo de fundo de quintal),…. meu cachorrinho branco e marrom que está deitado aos meus pés.

  5. E Adônis traça o mapa da Península Ibérica e encontra meu tataravô Sancho VII: Sob o comando de Afonso VIII, de Castela, juntamente com Sancho VII, de Navarra (Sancho de Navarra cavalgava seu asinino Quixote Véi di Guerra ao lado de Afonso VIII).

    • Sancho, eu me aprofundando mais em minha árvore genealógica acabei descobrindo que sou descendente direto de um macho véi arretado.
      Não só eu! Todos os de sobrenome Pereira e Araújo (ou Araújo e Pereira) tem algum laço sanguíneo com Sancho Garcês III de Pamplona.
      Será que você e eu somos primos?

  6. Adonis,

    Mesmo mito ocupada com seus netos e os do marido americano, minha ex-nora Eliane Lawrence fez comentários que em confidência lhe remeto apenas para apreciação.

    De qualquer forma, ele refletem impressões complementares sobre seu didático artigo.

    Vejamos:

    Boudler City (Nevada, EUA) 20.12.2020.

    Oi Carlinhos,

    É exatamente isso que está acontecendo na Europa. O pior é que uma vez em poder radicais islâmicos destroem todo vestígio de “religião” ou “cultura” diferente da sua.

    Aconteceu nos últimos 30 anos em países com Afeganistão e outros onde destruíram estátuas de Buda datando mais de 1000 anos. Enfim assim fica claro como as “civilizações” são apagadas da face da terra.

    Foram muitas e muitas civilizações já destruídas assim. Visitei algumas cidades históricas como Pompeia e Efésios que foram um dia centros políticos e intelectuais e não conseguia entender como passaram a ser ruínas em meio a pastagens de ovelhas e vilarejos de camponeses.

    Visitei também Borobudur na Indonésia, o maior templo budista do mundo. Esse tem relevos onde filosofia não precisa ser lida é vista de maneira simples e clara a olhos nus. No entendo a civilização que o construiu está reduzida a literários plantadores de arroz que decoram a história de Borobudur como os meninos que contam a história de Olinda na Sé.

    Na minha lista de visitas estava “Bagdá”, “Damasco”, “Teerã”, “Alexandria”, “Cairo”, “Beirute”, entre outras para eu visitar essas cidades seria um sonho porque nelas posso rever as sociedades que ali viveram, as descobertas que mudaram o mundo, os intelectuais e suas bibliotecas. Mas está difícil, a maioria delas estão em países em estado de guerra ou cercadas de violência.

    Estou vendo acontecer com a Europa, não estou sozinha existem muitos que diferentemente de mim escrevem esses artigos, livros e chamam a atenção do público e governantes para o que está por vir.

    O “DETALHE” é o que está por traz dessas conquistas, reconquistas e expansões e ocupações sociais: “ECONOMIA”.
    Os europeus hoje não estão lutando para interromper o avanço dos mulcumanos na Europa porque dependem deles para gerir a economia de seus países e continuar usufruindo das suas riquezas enquanto ainda (os europeus) estão no poder.

    Não vejo as mulheres árabes e seus filhos como bactérias que se alastram pela Europa. Entendo a analogia, mas também entendo a simbiose entre as duas necessidades. O que acontece depois é previsível e repetitivo. A minoria se torna maioria e o poder se reverte.

    Acho mais barbáries os chineses, visitei a “Cidade Proibida” uma obra arquitetônica maravilhosa, mas difícil de observar sem lembrar das cruéis dinastias “Ming” e “Qinq” que escravizava seu próprio povo sem compaixão. Foi um dos lugares onde lembrar da história me deu náusea.

    Pessoalmente observo o crescimento da China e sua ideologia materialista contemporânea e o crescimento da população e influência mulçulmana ambas permitidas e utilizadas pela ganância da nossa “tão bem intencionada” cultura judaico/cristã que tem dominado o mundo no último milênio e um pedaço.

    A Europa e Estados Unidos não podem ainda abrir mão das importações chinesas ou dos médicos e enfermeiras árabes para manter seu estilo de vida consumidor e decadente.

    É como o peixe que morre pela boca e o criminoso que morre com o veneno que pretendia envenenar o inimigo.
    Talvez eu esteja errada, mas vejo tudo como parte da vida, dos ciclos históricos.

    Não tenho raiva de nenhuma dessas culturas, um pouco de medo dos chineses, mas não tanto assim. Acho que o que acontece com nossa vida pessoal assim como das sociedades parte é nossa responsabilidade pessoal e parte vem com o território, através dos que vieram antes e o que deixaram para trás.

    Tem outro aspecto para mim muito pessoal, como cristã vejo tudo também através de lentes religiosas. Confiante na soberania e onipotência do Deus de Israel e em seu filho Jesus Cristo, opto por enxergar também a construção do cenário onde todo o mundo irá se virar contra Israel, (talvez porque eles serão os últimos a manterem sua fé em seu Deus e não se curvar diante de outros Deuses sejam eles Alá ou Xi Jimping).

    Então na véspera de sua destruição Jesus Cristo irá voltar a Jerusalém e todos o reconhecerão como Rei de Israel, Ele salvará Israel e a todos nós que Nele cremos.

    Não vejo a hora Carlinhos! Observo o avanço da globalização, (antes éramos mais divididos entre oriente e ocidente apenas com interações comerciais, mas não como agora).

    Assisto os jornais e vejo guerras em tantos países, África, Ásia, Oriente Médio, na nossa própria América Latina, tanta corrupção o crescimento geométrico das facções criminosas no comando do comércio de drogas ilícitas. Tantos jovens e adultos consumidos pelo uso dessas drogas, inconscientes de seu destino.

    Enfim, estou prontíssima e confidentissima na volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Pronta para viver o milênio reencontrando todos esses antepassados para os quais faço o trabalho genealógico que v. bem conhece.

    Confiante de que nem um fio de cabelo será perdido nem meus, nem dos meus antepassados, nem dos mulçumanos nem dos chineses, porque esse Deus em que acredito é PAI de todos nós e você sabe muito mais do que eu. Ele sabe e pode tudo, nada dessa história milenar, dessas civilizações perdidas, conquistadas e reconquistas, passa despercebido pra Ele.

    Interessante que a briga ainda é e será no fim entre os dois filhos de Abraão, Israel e Ismael. Nada disso é coincidência.

    Enfim, vou me levantar e cuidar do meu jardim. Estamos acabando de pintar o exterior de nossa casa. Muito trabalho. Ajuda a passar o tempo enquanto espero.
    Um abraço, obrigada por me dar a oportunidade de escrever esses meus pensamentos.

    Obrigada pela publicação essa semana no seu jornal digital. Estou mesmo grata, mas não tenho interesse em publicar mais nada no futuro. Da muito trabalho. Já tenho trabalho suficiente. Mais uma vez obrigada.

    Bom domingo,

    Lili
    Sent from my iPhone
    On Dec 20, 2020, at 3:54 AM, Carlos Eduardo Santos wrote:

    • Prezado Carlos Eduardo,

      Fiquei fã, de carteirinha e tudo, dessa vovó de cabeça pensante a mil por hora. Que vovozinha danada!!!

      Se seus netos e bisnetos puxarem a vocês, a humanidade não está tão condenada como seria de pensar, ao analisar a imensa maré de estupidez e imbecilidades que vivemos.

      Grande abraço, obrigado a todos pelas palavras elogiosas.

      P.S. Vou mostrar seus comentários ao velho Evaldo!

  7. Adonis e Carlos,
    Eu nem tenho palavras para agradecer a tanta cultura e história despejadas aos montes em apenas uma página.
    Eita orgulho danado de participar do JBF e chamar esse povo de amigo.
    Parabéns pelos lindos textos.

  8. Meu irmão Adonis.

    Quando completei 60 anos e trabalhando como Assessor de Imprensa para o Cabanga Iate Clube de Pernambuco, me afoitei a “convocar, sob vara” ,alguns amigos para um almoço à beira rio, em plena Bacia do Rio Pina.

    Eu tinha acessos ao restaurante e combinei tudo antes, inclusive minha senhora entregou um presentinho para cada esposa, ficando os maridos que foram solteiros encarregados de levar para as suas “METADES CARAS”.

    Pura esculhambação social! Eu estava no Portal da Velhice. Houve anedotas mil.

    Lá estavam: Izaldo Vasconcelos, Sérgio Loureiro, Eloi Xavier e um tal de “Inspetor Prateado”!, como era conhecido nas hostes bancárias, seu pai, o senvergonha: Evaldo.

    Almoço no bucho, boas conversas e alta risadaria, porque algumas esposa lá estavam, firmes na “fiscalização” e até contaram piadinhas suaves.

    Despedimo-nos.

    No estacionamento interno do clube aceitamos o convite do dono de uma Toyota de Guerra, para ver uma excelente oferta.

    O carro estava à venda e ele, safadescamente, colocou uma placa em cada lado do Jipão:

    ” Qé eu? 4 mi!!

    Pode?…

    Minha vida marca outro episódio, quando fui cobrir jornaisticamente uma excursão do time feminino da AABB, para embate em Garanhuns.

    Ao chegar na Suíça Pernambucana, as moças desceram e a Supervisora também.

    Organizei o grupo e sabe quem estava em destaque na foto? Sua mãe!

    Abração.

    ce

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