DEU NO JORNAL

Guilherme Fiuza

A discussão sobre a Terra plana perdeu espaço. Quem domina agora o debate é a Seita da Terra Parada. Ela prega o lockdown como redenção absoluta e transformou o “fique em casa” em bíblia.

Inicialmente quem circulava era herege. Aí a OMS disse que tem muita gente no mundo que se não circular, morre. Como a Seita da Terra Parada se apresenta como salvadora de vidas, ela passou a adotar o “se puder, fique em casa”. Ou seja: um dogma temperado com um eufemismo. Os que “não podem” ficar em casa circulam, portanto contrariam frontalmente a premissa dos fiquemcasistas sobre bloqueio do contágio e detenção da epidemia, portanto poderão voltar para casa infectados, portanto poderão infectar os que ficaram em casa – que por sua vez deverão continuar repetindo “fique em casa” como salvação.

Como você já sabe, no mundo real que a Seita da Terra Parada renega, a história foi completamente outra. A hipótese da humanidade inteira trancada em casa deixando o coronavírus à míngua do lado de fora era uma fantasia e a pandemia se espalhou por onde quis. O contágio fácil e rápido do vírus nascido e criado na China logo mostrou que não haveria quarentena inexpugnável. O achatamento da curva de infectados só aconteceu na cabeça dos especuladores do Imperial College de Londres e seus replicantes ao redor do planeta, que montaram projeções epidêmicas delirantes para depois poder dizer que o lockdown salvou vidas. Alguns já se desculparam, outros decidiram mentir para sempre.

Os desprezados pela Seita da Terra Parada foram os grupos de risco. Estes jamais mereceram um único versículo nas escrituras paralisantes. Em Nova York, o índice predominante de infectados que precisaram de internação hospitalar estava na quarentena – ou seja, os integrantes dos grupos de risco adoeceram em casa. Isto porque ficar em casa nunca foi seguro de vida, sem um isolamento rigoroso dos vulneráveis em relação ao restante da população – confinada ou não. Essa premissa elementar jamais esteve no centro da mensagem dos fiquemcasistas.

Em São Paulo, por exemplo, todos se cansaram de ver transportes públicos circulando com aglomerações. Se “não puder” não fique em casa e dane-se o resto? Onde estava a patrulha da bondade estatal e privada para organizar essa bagunça? Ela estava na quarentena vip chamando todo mundo de genocida. E fingindo que estava tudo bem no mundo encantado do “fique em casa”, como se ele ficasse numa galáxia distante.

A diretriz que realmente salva vidas é, e sempre foi, distanciamento (e proteção pessoal) dos não-vulneráveis e isolamento total dos vulneráveis. Mas isso virou tabu e até hoje a Seita da Terra Parada te patrulha violentamente se você falar em circulação responsável.

Aliás, os terraparadistas acabam de condenar à morte moral o time do Flamengo que jogou no Maracanã fechado, com todos os protocolos de segurança sanitária atendidos e sem botar a vida de ninguém em risco. Seita é seita.

4 pensou em “TALIBÃ X MARACANÃ

    • Mestre Assuero, eu que estou confinado pelo Dória, resumo o brilhante texto em:
      Em Nova York, o índice predominante de infectados que precisaram de internação hospitalar estava na quarentena – ou seja, os integrantes dos grupos de risco adoeceram em casa. Isto porque ficar em casa nunca foi seguro de vida, sem um isolamento rigoroso dos vulneráveis em relação ao restante da população – confinada ou não. Essa premissa elementar jamais esteve no centro da mensagem dos fiquemcasistas.

  1. Onde não há racionalidade nao há nada….

    Apenas um monte de asneiras como as “decisões” baseadas na “ciência” que tomaram Covas e Doriana em SP.

    Exemplo……;
    No auge da pandemia, na iminência de um lockdown a decisao de Doriana foi……..; “liberacão inteligente do isolamento”

    PQP…….. e estes genocidas estão por aí, falando asneiras, comprando superfaturado e tomando mais decisões imbecis….

    O responsável por este estado de coisas é o STF mas querem jogar no colo do JMB

    Pois é………. PQP…… isto é Brasil…..

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