ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

O povo brasileiro tem vivido, nos últimos 20 ou trinta anos, em um sistema de governo único no mundo! Eu denomino este sistema sui generis de SURUBOCRACIA. É o refinamento final de um sistema em que, desde o descobrimento, o povo não ganhou uma contra a opressão estatal.

Como a denominação que criei já dá a entender, é uma mistura de SURUBA com DEMOCRACIA. A parte da suruba advém do fato da população vir sendo sistematicamente estuprada por canalhas que se apoderaram das estruturas estatais. É uma festa em que os donos do poder entram com a piroca (e até os ovos, de vez em quando), e o restante da população participa da festa fantasiada de bunda.

Um aspecto bem interessante desta forma de “Governo”(?) é que o estupro repetidamente praticado se dá em forma de rodízio. Os perpetradores permanecem sempre na suruba, seja de que forma for. Revezam-se nas posições em que esfolam a população, mas são sempre os mesmos. A ciranda dos canalhas já chegou ao ponto de filhos, netos, e até bisnetos dos bandidos, entrarem também com a bimba nesse carnaval macabro. Sem falar nas esposas, companheiras, amantes, raparigas e assemelhadas, que também fazem questão de participar do butim, seja de que forma for.

Outro aspecto bem interessante é que a maioria dos escolhidos para participar da bacanal dantesca, sempre na condição de Macho Alfa, são todos eleitos através de periódicos processos de votação, no qual as próprias vítimas elegem seus algozes de preferência. Coincidência, ou não, são sempre os mesmos. Seria isso manifestação da Síndrome de Estocolmo, onde as vítimas se apaixonam pelos carrascos?

O fato de elegerem sempre os mesmos, em sistema de rodízio, é apoiado por uma estrutura partidária escrota que eles mesmos definiram e que a torna inexpugnável a quem for de fora da patota. Outrossim, bilionárias campanhas de marketing são bancadas pelos mesmíssimos otários para que, depois, sejam devidamente enrabados. É martelado insistentemente na cabeça da multidão de imbecis analfabetos que compõem a nossa população, a ideia de que a eleição daqueles mesmos bandidos, mais uma vez, deverá representar, desta vez, a redenção de nossa pátria.

Em paralelo, as miríades de posições de ASPONES, da paquidérmica estrutura governamental, são avidamente disputadas pela nossa juventude, que já se tocou do fato de que, para ter uma renda de nababo indiano, só trabalhar se e quando quiser, ter uma aposentadoria precoce e miliardária, ter total impunidade nas lambanças que vier a praticar, e ter acesso a rendosas negociatas, tudo o que necessitam é decorar um monte de imbecilidades, que não servem para porra nenhuma, e se dar bem em um concurso público.

É obvio que, tendo que sustentar o custo pesadíssimo da lambança dessa multidão de canalhas, junto com abundantes casos de “Nepotismos Cruzados”, “Improbidades Administrativas” e conchavos mil, o custo da carga tributária tem mesmo de ser pesadíssimo. Não há dinheiro que chegue para sustentar essa corja.

É nesse contexto que um senhor chamado Aldemario Araújo Castro, Procurador da Fazenda Nacional, digno ex filiado do PSOL, cita em seu artigo no Diário do Poder de 10/10 passado, que “ricos brasileiros têm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais. Essa montanha de recursos somava 520 bilhões de dólares em 2010”. Hoje, segundo creio, já deve ter ultrapassado a marca de Trilhões de dólares. Ou seja: Um PIB anual inteirinho desta esfolada nação chamada Brasil.

Ele reconhece, em outra parte do mesmo artigo, que o Brasil pode ser considerado, ao mesmo tempo, um paraíso e um inferno tributário: Paraíso, para quem tem condições de mandar sua fortuna para fora, protegendo-a da sanha e da voracidade tributária de nosso país; e inferno, para os otários que carregar a imensa multidão de parasitas governamentais nas costas.

O nobre procurador, em lugar de apontar sua metralhadora verbal contra a pesadíssima e inútil estrutura de privilegiados governamentais, da qual ele próprio é parte, fica deblaterando contra quem teve a inteligência e a sorte de catar seus caraminguás e se mandar desta terra de corno, a fim de escapar das mandíbulas dos arrecadadores de impostos, enviando seu suado dinheirinho para locais onde este esteja a salvo dos abutres governamentais.

É bom lembrar a este senhor que, na Revolução Francesa de 1789, TODOS os arrecadadores de impostos foram devidamente degolados. O último a ser guilhotinado foi o Sr. Antoine de Lavoisier. Lembram dele? Aquele que disse que “Na natureza, nada se cria, nada se perde! Tudo se transforma! ”. O homem mais inteligente do seu século foi degolado, só para não dizerem depois que escapou alguma dos sanguessugas estatais. Deveria ser o nosso destino, caso não fôssemos uma população de babuínos. A ironia final dessa ópera bufa é alguns dos crápulas, desde sempre encastelados na mamata governamental, virem a público deblaterando que “Estão lutando em defesa da democracia”. É muita cara de pau! Surge então, de imediato na minha mente, a seguinte pergunta:

QUE DEMOCRACIA ESTE BANDIDO REGIAMENTE PAGO ESTÁ DEFENDENDO?

Essa suruba? Esse arremedo de democracia? Essa pantomima? Essa dança das cadeiras demoníaca?

A partir do crescimento avassalador das hordas formadas por multidões de pobres sub-humanos, todos altamente infantilizados e eternos bebezões chorões, totalmente dependentes de favores estatais para sobreviver, essa pantomima que chamam de eleições tornou-se um mero leilão, sempre questionando quem promete dar mais do que não é seu. Aquele que conseguir ser mais hipócrita, cínico e populista, garantindo que fará o maná cair do céu sobre as cabeças dos desvalidos, mesmo quebrando mais ainda nossa combalida economia, este será inevitavelmente o eleito. Essa é a “democracia” e as “instituições” que esses canalhas hipócritas estão defendendo. Uma democracia em que se distribuem migalhas governamentais a multidões famélicas, sempre visando apenas a perpetuação da mesmíssima estrutura espúria e nauseabunda de poder.

Alguém ainda estranha que, ao final de uma pequena e simples análise, a fina flor da nossa juventude esteja ávida por ir embora daqui e esquecer que algum dia conheceu esta latrina chamada Brasil? É de se estranhar que centenas de milhares dos jovens, os mais preparados e dotados de potencial, estejam partindo em busca de terras menos canalhas para viver e criar uma família?

A crise do COVID deu uma pausa nesse processo. Só isso! Podem ter certeza absoluta que esta demanda por novos ares está imensamente reprimida. Assim que abrirem os portos das nações amigas, vai ser uma verdadeira revoada. Existe nos Estados Unidos o que chamam de “White Flight”: A revoada dos brancos de classe média das cidades invadidas por hordas de marginais, normalmente negros e latino americanos, deixando para trás cidades falidas e entregues à criminalidade. Aqui no Brasil, teremos o “Brain Flight”. A fuga de quem preserva os neurônios em funcionamento. O nosso êxodo estará mais ligado ao nível mental e educacional, que ao poder aquisitivo ou à cor da pele. Deixarão para traz uma nova e imensa Biafra. Quem viver, verá!

11 pensou em “SURUBOCRACIA

  1. Caro mestre Adônis, V. está um tanto quanto sorumbático hoje.

    Tenho dois filhos, duas netas. Não tenho dinheiro aplicado e nem como sair fora do meu país.

    Vejo hoje, como nunca antes, a oportunidade de ver um governo conservador no comando do Brasil. ele irá mudar tudo de uma hora para outra? Evidente que não, mas dado o desespero do Sistema contra ele, é um ótimo começo.

    Luto para que esta mudança não pare.

    Um abraço

    • Caro João Francisco,

      Eu, assim como você, também tenho 3 filhos e dois netos.

      Concordo integralmente com as tuas palavras! Venho lutando há anos pelo estabelecimento deste governo conservador e liberal, assim como sei bem da dificuldade que será para desinfetar com creolina todos os lugares por onde ficou o rastro nauseabundo do PT.

      Estou só fazendo uma constatação.

  2. Fantástico “SURUBOCRACIA”, mestre Adônis Oliveira!

    Mais uma vez o mestre nos brindando aos domingos com uma pequena obra-prima sem retoque!

    Não é só o sistema de governo é que é sui generis, a OAB também, as Autarquias, as empresas mistas, tipo Banco do Brasil, Compesa, Fundac, Empetur, etc. etc. etc. que só existem para sugarem os contribuintes.

    São cabides de empregos nababescas. Quem as criou mereciam ser fuzilados em praça pública, como no tempo do Velho Oeste!

  3. Concordo com tudo, menos com a data mencionada no primeiro parágrafo. Em minha modesta opinião, somos uma surubocracia desde 7 de setembro de 1822, quando deixamos de fazer parte da surubocracia portuguesa.

  4. Surubocracia a ser SOMADA à burrocracia dos burocratas homens engravatados de escritórios com ar-condicionado a pleno mamando nas formidáveis tetas da nação, sempre tão generosas com as castas que se formaram para vampirizar o pagador de impostos (nós, essa legião de otários, que sustentamos a máquina que sem dó ou piedade leva metade de nossos salários em impostos).

    Daqui a não muito virá um parlamentar de grandes ideias a lançar projeto para que o ar que respiramos seja taxado, em um novo imposto com nome pomposo, após algum “especialista” calcular, pela média, o quanto consumimos em ar mensalmente e o quanto isso valeria em reais.

    Felizes os venezuelanos amigos do ditador, que contam com o vice-ministério para a Suprema Felicidade Social e desde o início de outubro estão comemorando o Natal.

    • Querido Sancho Panza:

      Fecho essa sua ótima observação com uma frase lapidar do empresário Antonio Ermírio de Moraes:

      “Não crio meus filhos com ar-condicionado no verão e calefação no inverno para que não se acostumem ao luxo fácil e à vida mansa. O melhor que posso deixar para eles é educação e apego ao trabalho. Ganhar sem trabalhar pode ser bom para o bolso. Mas é péssimo para o caráter.”

      O contrário é o que os socialistas de araques prometem, mas não cumprem.

      • Valeu, Ciço.

        Antonio Ermírio de Moraes foi um cabra admirável, neste país onde grandes homens estão em falta. Belíssima lembrança e citação.

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