A PALAVRA DO EDITOR

Fatos comprovam que tamanho não é documento. Muitas vezes, a estatura avantajada não representa a força, o poder e a liderança. Caso fosse fator primordial, o pequeno Davi, com sua astúcia, não tinha morto o gigante filisteu Golias com apenas uma pedrada na cabeça, segundo conta a história bíblica.

O Brasil, dono de enorme extensão territorial é pobre, desorganizado, abriga corruptos em excesso, favorecidos pela Justiça que age com parcialidade. Foi corrupto e rico, o STF manda soltar, rápido. Mas, deixa o bandido pobre, que roubou porcarias, trancafiado, apodrecendo na cadeia.

Por sua vez, no Japão, caso algum político seja flagrado com a mão na massa, somente por causa da vergonha pública, a renúncia ao cargo é imediata. Outros corruptos nipônicos desmascarados preferem o suicídio a enfrentar a sociedade. É a regra para não sujar a imagem de organização que rola no país.

Outro detalhe do Japão desenvolvido. Apesar de montanhoso, ser um pouco menor do que o estado de Mato Grosso do Sul em extensão e com escassos recursos naturais, é a terceira economia do mundo. Robusta, firme e decidida nas ações.

A consistente economia japonesa importa matéria prima do mundo, para transformar em produtos manufaturados e exportar em larga escala para os quatro cantos do planeta.

A Suíça é outro belo exemplo de capacidade produtiva. Deita e rola na utilização da inteligência e da honestidade no setor público.

A República Federativa da Suíça, país cosmopolita, fincada bem no centro da Europa, embora menor do que o Espírito Santo, possuí uma adiantada e estável economia. Para se tornar rica e poderosa, a Suíça trabalha com eficiência. O tripé do fortalecimento econômico suíço é formado por segurança, ordem e trabalho, alicerçados por uma educação decente. Daí a alta qualidade de vida da população, apesar do pesado custo de vida.

A Suíça é um país diferente. Adota três idiomas oficiais, francês, alemão e italiano. Explora um regime fiscal leve, mantém um sistema tributário suave, visando estruturar uma economia altamente competitiva. Muito embora o foco do país seja constituído por pequenas e médias empresas, com predominância do setor de serviços, o país faz questão de manter as contas públicas equilibradas, observando situações superavitárias.

Embora não cultive o cacaueiro em seu território, por falta de terra e ambientação para a planta, no entanto, a Suíça importa o fruto e dar show na produção do melhor chocolate mundial. Por outro lado, apesar de não dispor de terras para manter pasto para o gado, ter um curto período de sol, devido ao gelo estar presente na maior parte do ano, é na Suíça onde se concentra as melhores fábricas de lácteos.

Existem também outros motivos para o suíço se encher de orgulho. O seu país prima pela estabilidade política, boa qualidade na saúde, oferece altos salários de modo a preservar a excelente qualidade de vida. Apesar do custo de vida ser um dos mais altos da Europa.

O banco de dados globais Numbeo analisa periodicamente alguns parâmetros, com base no poder de compra, segurança, saúde, mobilidade urbana e clima para estabelecer o melhor padrão de qualidade vida no mundo. Na pesquisa de 2019, o Brasil ocupou a 63ª posição, atrás da Argentina, Chile, Uruguai, Líbano, Paquistão. Como pontos negativos, o Brasil permite que 5,2 milhões de pessoas passem fome e 17 morram diariamente por desnutrição.

A Suíça, ao contrário, honrosamente ocupou o topo da lista, seguido da Alemanha, Suécia, EUA e Finlândia. Afinal, embora o suíço enfrente um alto custo de vida, recebe compensação. A limpeza, tanto mental, quanto moral, a ética e a qualidade educacional são de primeira ordem.

O nível cultural do povo é maravilhoso, os hospitais, de tão organizados, parecem hotéis, a segurança é o máximo, o silêncio, a educação, a discrição, o respeito ao próximo, a expectativa de vida e a responsabilidade da população são nota dez. O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, inclusive é formidável. A Suíça faz questão de não se envolver com a política de outros países. Prefere ficar na sua.

Todavia, faz questão de preservar uma das menores taxas de criminalidade mundial. Não é à toa que Zurique é a segunda cidade mais atraente do mundo, depois de Viena, capital da Áustria. Mas, já pensou morar na Basileia, Genebra, no pé das montanhas, Lausanne, Montreux e Berna para gozar de privilégios físicos e mentais? É o máximo.

A Suíça produz os mais famosos relógios do mundo, além de repercutir também em outros ramos produtivos da área de química, mecânica e metalúrgica. Fora o turismo, a agropecuária, os Alpes, chocolates e bancos, pense nos paraísos fiscais, tornam a Suíça ser considerada o país mais inovador do mundo nos últimos tempos. Não é à toa que a Suíça foi eleita como a nação do Crypto Valley, o ecossistema de startups que operam a criptomoedas. A moeda mais famosa na esfera mundial, depois do bitcoin

Pelos dados de 2017, o PIB da Suíça registrou 678,9 bilhões em USD. Até o PIB per capita suíço impressiona. É maior do que o de muitos países da Europa Ocidental.

Porém, como o governo suíço não tem tanto poderio, quanto o parlamento, vez por outra a população é convocada para, nas urnas, decidir que rumo tomar sobre determinados temas. Caso o parlamentar faça besteira durante o mandato, leva repreensão do povo e paga pelos erros. Independente de posição político e social.

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