MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

A composição atual do STF – Suprema Troca de Favores, uniu o que há de mais deprimente no seio jurídico. Um presidente que foi reprovado duas vezes num concurso de primeira instância e cujo nome consta nas planilhas da Odebrecht como beneficiário de vantagens indevidas; um cara que preside o impeachment de um presidente e que não cassa seus direitos políticos. Os caras se sentem um tribunal especial, cada um deles. E servem a interesses particulares, não coletivos. Recentemente o ministro Dias Toffoli disse que “não viu Bolsonaro violar a Constituição”. As críticas foram inúmeras. Apenas porque o cara disse uma coisa diferente do interesse esquerdopata.

O STF tem se notabilizado por ter tomado decisões que não lhe cabe. O “juiz de merda” comparou o presidente a Hitler, queria periciar seu telefone e tudo mais até que alguém disse “venha buscar” para que ele moderasse o tom. Agora está exigindo um depoimento presencial de Bolsonaro num inquérito que apura a “interferência do presidente na Polícia Federal” e divulgou áudio da famosa reunião com os ministros, enfim: até terminar o mandato dele em novembro próximo o juiz de merda deve jogar no ventilador as merdas que faz. Vai se esforçar para tirar a merda do seu nome.

O STF tem assumido as funções do legislativo e do executivo. A presidência da republica mudou de endereço. Nitidamente, os ministros se colocam contra avanços que poderiam beneficiar a economia para reiterar o atraso. Sob a relatoria de Ricardo Lewandowski, o STF decidiu que estatais só podem ser vendidas com a aprovação do congresso, que criou as estatais para sugar grana e desviar para partidos e políticos. A coisa é bem simples: mesmo a estatal não tendo lucro, se o governo quiser privatizar, precisa pedir autorização ao congresso. Com isso, Lewandoswki limita a proposta de Guedes em reduzir o déficit com a privatização, pois as ações ficarão comprometidas pela lentidão do congresso.

No dia 28 de agosto, o Ministro Marco Aurélio relatou um processo relativo a cobrança de previdência patronal sobre 1/3 das férias. Como se sabe, férias é um direito do trabalhador e esse “um terço”, inserido na constituição, claro, representa um custo adicional para a empresa. Quando um trabalhador entra de férias ele recebe o salário antecipado e este é descontado no mês subsequente, ou seja, o ganho para o trabalhador esse é excedente. Ao impor contribuição patronal, o STF está gerando um custo da ordem de R$ 100 bilhões. Isso mesmo. Essa bela cifra. Os caras esquecem que existem empresas sem fins lucrativos, como fundações que contratam pessoas para executar seus projetos, e pequenas empresas para as quais aumento de custo pode fazer perder a competitividade.

No governo Sarney o, então ministro Bresser Pereira, resolveu mudar a metodologia do cálculo da inflação. Ao invés de calcular a variação de preços entre o dia primeiro de dois meses consecutivos, passou a calcular do dia 15 de um mês para o dia 15 de outro mês. Não tem problema, mudou-se apenas o referencial. Ocorreu que o ministro desprezou 26,01% de inflação observada nos 14 dias do mês. Isso afetou a caderneta de poupança, os saldos do FGTS e contratos diversos que eram indexados pela taxa da inflação. Poupadores foram parar na justiça e o governo precisava cobrir esse rombo, portanto, a forma mais imediata de resolver foi instituindo multa de 10% sobre o saldo de FGTS quando há demissão sem justa causa. Ou seja, a imbecilidade de Bresser foi paga pelas empresas. Em 2019, o governo acabou com isso.

Há de se perguntar: qual o incentivo que um produtor tem em produzir no Brasil? O cara enfrenta um passivo trabalhista em função das inúmeras ações. Deixe de pagar um imposto que você vai ver “com quantos paus de faz uma jangada”. Depois se for um empresário de sucesso, receberá o convite para contribuir para a campanha de A ou de B e com isso perde o controle como Eike Batista ou os irmãos do JBS. Ficam tão próximo do poder que a relação torna-se promíscua. Cria-se uma simbiose onde o lucro passa ser o alimento das bocas famintas.

Em novembro sai o juiz de merda e entra um indicado por Bolsonaro. Esse novo integrante deverá ser alocado na segunda turma, que julga os processos da Lava Jato. No meu entendimento, o STF irá promover ações para não permitir mudanças na configuração dessa turma. A anulação do depoimento de Palocci, a libertação de presos porque o depoimento de delatados foi simultâneo ao de delatores, o julgamento da suspeição de Moro, já considerada no caso BANESPA, são ingredientes para permitir que Lula se candidate novamente.

Assim, o que precisamos fazer é vencer Lula no voto. Para não deixar dúvidas que sua influencia é passado.

14 pensou em “STF – SEMPRE ELE

  1. Mauricio.

    No meu texto J’accuse!, eu disse, com outras palavras, exatamente… O Supremo Troca de Favores estava se mobilizando, para, aos poucos, ir anestesiando a sociedade, e depois anularia os processos contra o maior ladrão da história da humanidade. Hoje, você está repetindo a mesma coisa e antevendo a mesma opera bufa encenada por aqueles canastrões. Será que nós deixareos nosso 14 de julho passar em brancas nuvens???

    • Assuero e Roque – SEMPRE ELES.
      Brancas nuvens… Realmente, este Brasil está precisando de nuvens escuras e muita chuva, pois é incêndio que não acaba mais.

    • Pois é Roque. Na minha terra o pessoal fala de fogo de monturo.. aquele que vai queimando sem ninguém perceber. Cada vez mais eu vejo o que se trama naquele circo de horrores.

  2. Bom dia a todos!
    Pessoal, eu acredito que se isso de fato acontecer,ou seja, o stf anular a condenação do maior
    ladrão do mundo,o lula, este pinguço que nos roubou e arruinou o Brasil,não terá coragem de se candidatar novamente a Presidente do Brasil.

    Explico: A situação dele perante a sua militância é de um candidato imbatível, só que isso é conversa fiada para boi dormir e todo o Brasil sabe disso.

    Se candidatar e perder a lenda será desmascarada e para o bando do pt não pode acontecer uma derrota do lula, por isto acho que na última hora ele inventa uma doença e fugirá da disputa.
    Depois da eleição ele voltará a fazer oposição ao vencedor como faz agora.

    Esta é minha opinião.
    Bom dia!

    • Lula nunca foi imbatível.
      Não esqueçamos que é um perdedor: perdeu em 1882 (Em 1982, Lula participou das eleições para o governo de São Paulo e perdeu) e foi tri derrotado para a presidência em 1989 e 1994, 1998.

    • Caro João Bosco, o discurso de Lula já é de candidato em 2022. Fala-se, na surdina, que isso por conta de informação privilegiada das decisões do STF. Para mim o melhor seria derrotá-lo nas urnas

      • Sim meu caro Maurício Assuero,também concordo que o melhor seria derrotá-lo nas urnas mas o que acredito é que ele fugirá da disputa por medo de perder.
        No dia de hoje vi uma pesquisa que mostra o Presidente Bolsonaro vencendo em todos os cenários e somente em um o lula aparece disputando com chance de ganhar.

        OBS. Não acredito nesta pesquisa.
        Foi patrocinada pela rede bandeirantes de televisão e todos
        sabemos que eles são pró lula.
        Muito obrigado por sua referencia ao meu comentário.
        Tenham todos um bom dia!

  3. O importante não é derrotar Lula. O importante e derrotar o PT e qualquer outro candidato avermelhado pra calar de vez vozes como a do Goiano. E eles que vão gritar na Venezuela

  4. Penso que extinguir de uma vez por todas da existência, o pt e o lularápio, será a coisa certa a se fazer. Pode colocar nesse balaio da extinção, o stf – suprema trepada fuderal e toda a esquerdalha podre, cretina e vagabunda deste país.

  5. Mestre Assuero, escancarou toda tramóia de Pindorama.

    Partidos de oposição (toda esquerda), sequer procuram mais acionar o Ministério Público para se contrapor a qualquer ato do governo que os desagradem.

    Para não perder tempo, vão direto ao STF, que atualmente funciona, descaradamente, como banca de advocacia do PT e puxadinhos.

    Esqueça que tem milhares de processos a serem analisados e julgados naquele tribunal. É o partido Rede de Marina Silva questionar algo pela manhã que, à tarde, o caso já está devidamente julgado, assim, num estalar de dedos! Desde que seja contra qualquer projeto do governo, lógico.

    Mesmo que a representatividade(?) do Rede disponha apenas de um único deputado no congresso. É espantoso (pra não dizer, vergonhoso)
    O atalho, via STF, consegue cassar atos, impede nomeação de auxiliares, cancelar prerrogativas do presidente, anular medidas provisórias, etc.
    Ou seja, tanto o Rede quanto o STF governa sem votos.

    E tudo para provocar uma reação para que se chancele a lorota de ser o presidente um ditador. Já que outras pechas não pegaram.

    A serenidade do presidente está os adoecendo.

    E olhe que a maioria torce para que o capitão substitua o cabo e o soldado, para prender uma certa turma de vagabundos.

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