XICO COM X, BIZERRA COM I

A gente nem percebe, mas nossa vida é um eterno desfilar de decisões a serem tomadas. Café, com açúcar ou adoçante? Feijão, preto ou mulatinho? Filme, comédia ou drama? Eu, particularmente, me defronto com a maior das frequências com todas as dúvidas quando tenho que decidir, principalmente com relação à arte. A palavra mais adequada em um poema, o título de uma crônica, a repetição ou não de um refrão naquela música e por aí vai. Quando resolvo fazer um disco (ao invés de escrever um livro, a primeira das dúvidas) abatem-me, de princípio, dúvidas cruciais: 1. A escolha do repertório, que começa com um total de 40 a 50 canções que se reduzem, ao final, às 12 ou 15 que comporão o CD; 2. A ordem em que essas músicas serão inseridas no disco, com dificuldade maior para a escolha da primeira e da última faixa, para não ferir susceptibilidades ou cometer injustiças na escolha; 3. O nome do CD. Neste caso, fiz uma enquete nas redes sociais para decidir o título que deveria dar nome ao último CD (terminei atribuindo-lhe o título de SABIÁS. JARDINS e ARREBÓIS). Menos mal que, a exemplo do técnico de futebol que dispõe de excelentes jogadores, mais de um para cada posição, as dúvidas persistem quanto à escolha dos músicos que trabalharão no disco e dos cantores que interpretarão as canções: nesse quesito estamos tão bem servidos tecnicamente que a dúvida, apesar de cruel, é saborosa, pois qualquer que seja a escolha ela será a acertada. Como tem sido.

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Dia 26, quinta-feira, na PASSADISCO – Rua da Hora, 385, Recife, lançamento, com audição e autógrafos, do nosso SABIÁS, JARDINS E ARREBÓIS – a partir das 19 horas.

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Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@forroboxote.com.br. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais. Visite nosso site: www.forroboxote.com.br

2 pensou em “SORVETE, DE CREME OU DE BAUNILHA?

  1. Quem dera a imortalidade, meu Doutor. Aperrearia vocês, mortais e também imortais, pelo restar das eras. Ainda bem, ora vocês, que a finitude de alguns, como eu, é coisa verdadeira e real. Grande abraço,

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