SONIA REGINA – SANTOS – SP

NÃO ENTENDI!

Já ouvi e assisti muitas disputas na estrada da vida.

Não falo de jogo de futebol, ou corrida de cavalos, são opiniões divergentes que afetam o nosso dia-a-dia. Além do campo político, tem os contra e a favor do aborto, contra ou a favor das drogas, etc. Num País que se diz democrático é normal opiniões diferentes.

Hoje deparei com uma notícia intrigante que também tem os “Contra e A Favor” transcrevo abaixo:

– 70% dos brasileiros são a favor de prisões em 2ª. Instância, diz pesquisa Veja/FSB.

Observem o resultado geral:

70% a favor.

21% contra.

9% indecisos.

Num País com altos índices de violência e corrupção, qual será o motivo para 21% de cidadãos preferir criminosos condenados em DUAS INSTÂNCIAS, continuem soltos?

12 pensou em “SONIA REGINA – SANTOS – SP

  1. Prezada Sônia, o mais interessante é que 11 pessoas decidirão contra 70% dos interesses da população. Na verdade, basta somente 6.

    • Sr. Maurício, seria muito bom ter conhecimento de que forma foram feitas as perguntas. Será que todos os entrevistados sabem o funcionamento de nossa justiça?

      Agradeço seu excelente comentário.

  2. Entenda, cara Sônia; o raciocínio é simples:

    Entre os brasileiros há um percentual que prefere sempre votar no PT ou na esquerda, este percentual sempre gira em torno dos 30%.

    Justamente o percentual de brasileiros que quer ver um réu preso apenas e tão somente quando esgotarem todos os inúmeros recursos que a lei permite, o que pode levar um processo penal à prescrição na maioria das vezes.

    Em casos de corrupção, como o caso do Maluf, p. ex. A corrupção do viaduto Airton Senna e da Av. Roberto Marinho (coisa de 600 milhões) ocorreu em 1998, quando o mesmo era prefeito de SP.

    A decisão final do STF foi em 2017, quando o mesmo já tinha mais de 85 anos. Ficou pouquíssimo tempo na cadeia e já foi para casa, alegando-se doente e senil.

    Foi um caso típico de ter valido a pena o roubo

    • Sr. João Francisco, concordo com sua colocação. Se juntar 21 com os 9 indecisos, o resultado são exatos 30%. O lado bom é que já existem indecisos.

      Grata pela colaboração sempre muito lucida.

  3. Acho que justiça não é questão de opinião…nem do povo ou nem de juiz.
    E isto me espanta mais ainda sabendo que um certo boca de buceta que se diz juiz tenha uma opinião em 2016 e agora tenha outra opinião sobre o mesmo assunto. E outros 5 supremos que se dizem juízes ca o na opinião deste tabacudo

  4. Prezada Sonia. Realmente não dá para entender
    o que se passa dentro das cabeças desse povinho, não
    podemos dizer que são analfabetos, pois os ”
    “juízes ” altamente alfabetizados, também se fazem de
    tonto e mudam de opinião com muita facilidade, basta
    apenas mostrar-lhes uma banana que eles fazem o
    milagre oportuno de fazer o rio correr contra a
    correnteza.
    Na verdade o que falta mesmo é caráter, vergonha
    e honestidade, uma palavra que não consta dos
    seus supremos dicionários.
    Na verdade estou torcendo para que ” tentem ” soltar
    o LADRÃO , porque desta vez vai ser um tiro no pé.
    Não é mesmo general ?

    • Sr. d.matt, integrantes dos despejados passam 24 horas denegrindo o Ministro Moro ou seja, invertendo o curso da lei. Para eles, bandido é mocinho e vice-versa. Essa atitude remete ao passado quando Hitler utilizava a propagação maciça da mentira até que virassem a verdade absoluta só que, um dia a casa cai.

      Quanto aos integrantes do STF, é outra história que ainda não está bem explicada.

      Grata por seu precioso comentário.

      • Quanto ao ex-juiz Sérgio Moro, não se trata de denegrir o atual Ministro da Justiça, mas de saber o quanto, em algum caso, isto é, na condução de algum ou alguns processos, ele se comportou de forma indevida, levando a sua suspeição formal, face à quebra da imparcialidade.
        Vamos pensar em um exemplo fictício, digamos que em lugar do Lula quem estivesse sendo julgado, a partir de hoje, fosse o Bolsonaro; e que no curso do processo ocorressem todos os fatos revelados pelos diálogos cabulosos gravados; e digamos que as gravações fossem verdadeiras, não editadas, dentro do contexto e Bolsonaro viesse a ser condenado em um processo cuja sentença decorresse de provas indiciárias.
        Creio que quem estaria “tentando denegrir a imagem de Moro” passariam a ser os bolsonaristas.
        Aplique-se ao caso do julgamento de Bolsonaro por Moro as seguintes circunstâncias e pense, pense, pense…
        https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/

      • 1º) Nunca sai do Brasil portanto, desconheço se é usual em outras Nações chamar um Juiz, hoje Ministro de “ladrão,, corrupto, etc.” e principalmente, utilizar mensagens roubadas sem a devida perícia policial para libertar prisioneiros julgados pelo mesmo Juiz e confirmadas depois por mais “Três” Juízes.

        2º) Quanto aos argumentos que apresentou sobre o procedimento da Justiça Brasileira, talvez o mais indicado seria enviar para os 70% de cidadãos que são a favor, quem sabe eles mudem o voto, sei lá, tudo é possível. Quem sabe também, encerrem a Lava Jato e até resolvam devolver a dinheirama que foi recuperada aos antigos donos com juros e correção monetária.

        3º) Finalizo agradecendo a colocação de um link mas, não costumo acessar sites importados. Não tenho anti-vírus e fico com receio de estragar meu computador. Os produtos estrangeiros que mais gosto são os azeites mas, sempre confiro a procedência para não cair no “Conto do Vigário”.

        Desejo a toda sua família uma semana de Paz e Saúde.

        • 1) Com o advento da imprensa e sua expansão especialmente pela Internet é possivel saber de um tudo sem sair de casa.
          Concordo que nesse ponto de chamar o juiz de corrupto e ladrão não é civilizado, a não ser que ele seja mesmo.
          O fato de trocentos juízes decidirem nesse ou naquele sentido não é segurança de acerto, e é por isso que existem recursos. Alguns réus condenados por Moro foram posteriormente inocentados, o que não é impossível de acontecer com Lula.
          2) Seus argumentos quanto ao tema não foram ao centro das quedtões, estão mais para bandeiras do Quinto Poder (redes sociais – repetidoras de postagens, fake news e o que mais).
          3) O link não é estrangeiro, é seguro, foi testado contra vírus, salvo os da verdade, que podem corroer cérebros empedernidos. É preciso não ter medo de ler os argumentos contrários, que podem servir para ampliar nossa visão do mundo.
          4) Desejo para a senhora e família muita paz, tranquilidade e sabedoria.

  5. A questão da prisão após a confirmação da condenação na segunda instância é uma questão de princípios: os princípios que nortearam os elaboradores da Constituição a estabelecer, nela, que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. É o que incluíram no art. 5°, LVII.
    Ocorre que trânsito em julgado não é uma ficção: é um momento processual certificado; é quando se certifica que não há mais recursos possíveis.
    Essa cláusula não admite interpretações que afastem a determinação expressa referente à expressão “trânsito em julgado”, que quer dizer exatamente o que diz, e não que o mérito estaria esgotado. Se tal fosse o princípio, de que o mérito estaria esgotado, o Constituinte teria dito isso, de modo que a intenção do Constituinte foi estabelecer na Constituição que, dentre outras coisas, o condenado só poderia ser preso e considerado culpado após terem-se esgotado todos os recursos e quando o trânsito em julgado estivesse apto a ser certificado.
    Pode ser que a disposição constitucional não seja a melhor para o Brasil atual – e isso é algo que merece as discussões e debates e, quem sabe, a elaboração de uma nova Constituição que possa aprimorar essa e outras disposições da chamada Constituição Cidadã.
    Desse modo, os Ministros do Supremo Tribunal Federal que compõem a corrente que, hoje, se filiam ao texto constitucional e ao pensamento de que, constitucionalmente, a prisão só se pode dar após a certificação do trânsito em julgado, não são bandidos, defensores de bandidos, ou petistas enrustidos, ou esquerdistas safados, ou participantes de um conluio para soltar o Lula – são os chamados garantistas, que se opõem à corrente barrosista que defende a tese de que o STF não deve ficar preso à Constituição quando as ruas gritam outra coisa – para esses quem manda hoje é o quinto poder, isto é, as redes sociais.

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