PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Não chores, cara esposa, que o Destino
Manda que parta, à guerra me convida;
A honra prezo mais que a propria vida,
E si assim não fizera, fora indigno.

“Eu te acho, meu Conde, tão menino
Que receio…” — Ah! Não temas, não, querida;
A franceza nação será battida,
Este peito, que vês, é diamantino.

“Como é crivel que sejas tão valente?…”
Eu herdei o valor de avós, e paes,
Que essa virtude tem a illustre gente.

“Porem si as forças forem deseguaes…?”
Irra, Condessa! És muito impertinente!
Tornarei a fugir, que queres mais?

Colaboração de Pedro Malta

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