SONETO DE DESPEDIDA

Novamente fechada está minha alma,
fugida a última ilusão dileta.
De novo a mão do gelo aqui se espalma.
Adeus! Volta ao silêncio e à sombra o poeta.

De minha alma no fundo de tua alma
fique apenas vibrando esta secreta,
inominada luz que é fúria e calma
e que aos céus e aos infernos me projeta.

De mim o puro Canto imaginado
leva contigo. Apague-se a voz rouca.
De ti não levo mais do que o sonhado…

O teu olhar no meu — volúpia louca!
Este incêndio em meus olhos derramado!
Esse gosto de estrela em tua boca!

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