ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Um fenômeno importante vem se desenvolvendo no mundo todo e, segundo me parece, não está tendo a devida atenção nem sendo analisado. É um mergulho profundo na vulgaridade e na ignorância.

A CULTURA JUDÁICO-CRISTÃ OCIDENTAL PERDEU O BONDE DA HISTÓRIA!

Tudo o que as pessoas de espírito consideram mais sagrado está sendo inexoravelmente lançado à lata de lixo. As criações mais sublimes do espírito humano, criados quando dessa busca milenar pela transcendência da nossa condição de “Desterrados Filhos de Eva”, estão sendo ignoradas e levadas ao esquecimento.

O MUNDO INTEIRO ESTÁ SE “BRAZILIANIZANDO”, OU “AFRICANIZANDO”

Vulgaridade, imbecilidade e grosseria estão vencendo de goleada! Os brasileiros, na maioria, miscigenados com africanos, exceção só daqueles com linhagem Europeia direta, junto com os “Afro-Americanos” e os árabes que estão invadindo a Europa, formam a vanguarda 2.0 ENHANCED desta maré. Estão levando o mundo inteiro para a vala comum da selvageria. A lista de “Marcadores” da vulgaridade e da imbecilidade galopante são inúmeros. Invadem nosso quotidiano com uma força nunca antes vista. Jamais poderíamos imaginar viver o suficiente para ver coisa semelhante nos acontecer. Vamos a alguns deles:

• A base da imbecilidade é a forma de raciocinar! Das profundezas de combalidos e parcos neurônios, o imbecil sai com raciocínios malucos. Completar a desgraça considerando-os revelação divina. Defende-os com unhas e dentes, como dogmas de fé, sem dar mais nenhum espaço para argumentos racionais a respeito.

• Junto, vem a perda total de qualquer resquício de pudor. O “Fashion” é a total exposição dos aspectos mais íntimos da vida pessoal, seja em abundantes “posts” pela internet, seja através do vestir, ou mesmo de formas lascivas de “dança”, se é que se pode chamar aquelas emulações do ato sexual de dança.

• Conversam sobre questões eminentemente íntimas, ao celular, nos locais mais inadequados e inconvenientes, sempre aos berros. Os demais que se danem, caso não estejam interessados em ouvir ou incomodados!

• O assunto predominante nas conversas é sempre banalidades, vulgaridades ou coisas grotescas e aberrantes! Do tipo que é insistentemente disseminado pelos meios de comunicação. Quanto mais grosseiro, grotesco, vulgar, brutal, abjeto…mais é passível de insistente veiculação pelos meios de imbecilização da população.

• Para aqueles um pouco mais velhos, o assunto predominante nas conversas é doença. Deve ser reflexo do medo/pavor que sentem de morrer. Comprazem-se em exegeses intermináveis sobre os mais diferentes tipos de enfermidades, sempre dando detalhes minuciosos e assegurando que foram eles mesmos os acometidos, quando não uma pessoa que lhes seria próxima. Em seguida, passam a listar uma longa série de medidas paliativas, todas absolutamente imbecis e inócuas, sempre altamente relacionadas a preconceitos pueris.

• O ápice da selvageria vem com a mania de descrever interminavelmente o funcionamento das suas funções intestinais, mesmo nos detalhes mais escatológicos, especialmente quando estão à mesa e durante as refeições. O pejo e o nojo dos demais que se dane! O que interessa é que possam externar as suas nojeiras, juntamente com as preocupações comezinhas que lhes avassalam as almas medíocres.

• Tal qual vampiros, que abominam a luz, as hordas de “Homo Vulgatus” abominam ferozmente o silêncio e a introspecção. Ficar calado, para eles, é sinal inequívoco de “mau humor”. Ao se deparar com alguém calado, perguntam imediatamente: Que é que tu tens? São acometidos sempre de uma necessidade irresistível e irrefreável de defecarem pela boca todos os dejetos que lhes estão pressionando a caixa craniana.

• Necessitam permanentemente de barulho, e em altos níveis de decibéis, de modo a impedir qualquer forma de raciocínio. Esta é a razão que os leva a manterem permanentemente ligado um aparelho de TV, sempre deblaterando misérias e vulgaridades, ou mesmo um aparelho de som, com uma voz esganiçada, parecendo os berros de uma gata no cio, berrando breguíssimas músicas “gospel” de péssimo gosto (olha o pleonasmo); ou mesmo algum “Sertanejo Universitário”, choramingando com voz lamurienta algum chifre pretérito. Se não for alguma cantiga em “tatibitate”, adequada apenas para retardados mentais, e que denominam, a depender de características que me fogem totalmente ao raciocínio distingui-las, de “Funk” ou de “Rap”.

• O imbecil e o vulgar são, antes de tudo, “Folgados” e “Espaçosos”! Sua compulsão para excretar a diarreia mental, não se intimida com tempo ou local. Falam sempre em altos brados, sempre peremptórios e intimidadores em sua argumentação fajuta. Só escutam som nas alturas, mesmo à noite e dentro de ônibus. Adoram encostar na cadeira dos outros e ficar chacoalhando. Quando sentam, em um banco com diversas pessoas, são acometidos do mal de Parkinson: ficam tremendo a perna e, consequentemente, todos os demais. Entram em ambiente refrigerado e NUNCA fecham a porta. Utilizam banheiro e NUNCA dão descarga. Por só falar imbecilidades sem nenhum interesse, falam cutucando a barriga de quem der o azar de estar perto. Em local público, entram falando em altos brados, incomodando todos os que ali se encontram. Bebem água na boca da garrafa. Comem de boca aberta e palitam ostensivamente os dentes. Enfiam o pedaço de carne que estão comendo no pote do molho comum. Ao beber cerveja, o arroto é de lei. Chegam da rua, com a roupa empoeirada, e se jogam na cama… dos outros. Por aí segue a interminável lista de selvagerias.

• Nunca leram um livro! Se o fizeram, foi na marra, quando cursavam os primórdios da educação mínima que o estado exige que lhes seja ministrado. Até mesmo os autores que nos embalaram os sonhos, quando da nossa infância, estão sendo devidamente “higienizados” pelas patrulhas ideológicas para que obedeçam fielmente aos ditames da nova “estética” e “moral” que nos está sendo imposta. Vocabulário paupérrimo!

• Outro sinal importante é a aderência ao “Politicamente Correto”. Só usam raciocínios e expressões validadas pelas lideranças do “Partidão Oculto” que caminha para engolfar o mundo. Idiotices como: “Deficiente Visual”, e não Cego; “Deficiente Físico” e não aleijado; veado, frango, baitola, perobo, qualira, bicha, mulherzinha, ou qualquer epíteto criado pelos regionalismos de nosso país, passam a ser homossexuais. Julga de “Bom Tom” chamar os veados ativos de “maridos”, como se essa abominação às leis naturais fosse a coisa mais normal do mundo e as duas bichas formassem um “Casal”.

• São fanaticamente MICROMANÍACOS. Se comprazem de maneira orgástica com minudências: Sabem a escalação do Bangu em 1963, e não possuem a mínima noção da catástrofe que se abate sobre o nosso país.

Quer ter certeza absoluta sobre a vulgaridade de qualquer pessoa, pergunte se conhecem alguma dessas músicas.

Se sentirem alguma emoção com elas, pode até ser que haja alguma esperança de remissão.

Clique em cada um dos títulos para ouvir:

1. Haydn – Sarabanda

2. Bach – Sonata na Clave de Sol

3. Adágio – Albinoni

4. Khachaturian – Spartacus – Adágio de Spartacus e Phrygia

5. Mozart – Sonata K 545, Allegro

6. Smetana – Die Moldau

7. Dvorak – Slavonic Dance Op.72

8. Tchaikovsky – Piano Concerto 1

9. Chopin – Nocturne op. 9 – No.2

10. Schubert – Serenade

11. Franz Liszt – Liebestraum – Love Dream

12. Pachelbel – Canon

13. Pietro Mascagni – intermezzo from Cavalleria Rusticana

14. Saint Preux – Concerto pour une voix

15. Schumman – Träumerei

Por fim, o ápice da imbecilidade: ser adepto do “LULA LIVRE” e filiado ao PT, ou ao PSOL/PCdoB, etc.

Ao nos afastarmos dessas bestas, o alívio é até físico. Caminham para nos dominar. Dão-me ojeriza e pena!

16 pensou em “SINAIS INDEFECTÍVEIS DE IMBECILIDADE E VULGARIDADE

  1. Adonis, acho que marido se refere a ao fato de ser do sexo masculino. Mas, não quer dizer que o tal marido seja ativo, tanto que a expressão é usada por ambos.

  2. Adonis, a julgar por sua listagem musical, achei-me quase merecedor de um prêmio, dos quinze, tenho ouvido com alguma frequência pelo menos 14 dos compositores citados. Mas, assino embaixo do que você escreveu. Como dizemos aqui em Goiás, “tô contigo e num abro”.

  3. Sua seleção musical é ótima, mas (sempre há um quando uma lista musical deixa de fora Beethoven), …Um dos cronistas maiores deste JBF só não recebe a medalha do Mérito Musical Sanchiano por sempre evitar Ludwig van Beethoven. Seria muito incluir na lista a imperdível: Beethoven: Triple Concerto in C major, op. 56.
    Em tempo: caberia, também, na tal lista o insuperável Richard Wagner e sua Walkürenritt ou Ritt der Walküren.
    Como seu esquecimento foi imperdoável, só irei novamente até sua coluna no domingo que certamente virá.

    • Voltei, porra!!!!!

      De sua lista destaco a mais bela: . Adágio – Albinoni (Adagio en sol menor, in G minor)
      ¡Hermosísima obra de Tomaso Giovanni Albinoni, es incomparable!

    • Prezado Sancho,

      Notaste algo ao meu respeito que nem mesmo eu havia notado: minha resistência em colocar composições de Beethoven e de Wagner.

      Quanto ao Zé Beterraba, reconheço que tem composições belíssimas. Há um adágio de um concerto para piano dele (o 5o ou o 6o, não sei ao certo), que é simplesmente sublime, apesar de uma simplicidade que nos deixa espantados sobre como uma coisa tão simples pode ser tão bonita. Minha resistência, muito provavelmente, se deve ao fato do indigitado nunca ter comido ninguém, ao contrário do meu predileto, Mozart, que era do bagaço.

      Quanto a Wagner, reconheço que tenho uma ignorância muito grande a respeito. Outra vez, fruto de um grande preconceito. Só conheço a marcha dos convidados, que virou música de casamentos, e o tema de Guerra nas Estrelas, das famosas Walquírias. Muito “germânico” (no que este termo tem de pior) e muito militar. Não faz a minha cabeça.

      Minhas preferências pendem muito mais para os românticos.

      • Minha resistência, muito provavelmente, se deve ao fato do indigitado nunca ter comido ninguém, ao contrário do meu predileto, Mozart, que era do bagaço.

        Sancho até o início dos anos 2000 contabilizou 500 putas devidamente comidas e bem pagas (se foram bem comidas não sei)… kkkk … E nem por isso Sancho conseguiu sequer passar do nível 2 em piano e clarinete…
        composição única de Sancho são os garranchos que remete toda sexta para Berto publicar, seguido sempre de esporro e frase: porra, Sancho, que merda de texto… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Há um filme “Amada Imortal” que diz coisa diferente. caro Adonis. Parece que ele andou tendo alguma coisa com uma cunhada. Mas o cara é genial. Tenho um amigo oboísta que diz que quando Deus acorda chateado, chama Bach para tocar alguma coisa e aí Ele fica poético e faz entardeceres belíssimos com uma paleta nunca antes usada; quando Ele fica bravo, chama Beethoven para tocar as últimas composições dele, desde que finalize com “Ode à Alegria”, aí Ele abençoa todos os seres humanos que creem nEle. Coisa de músicos.

  4. Só dando uma colaboração:

    Nona sinfonia de Beethoven, movimentos 4 e 5.

    Ouverture 1812 de Tchaikovsky.

    Terceira sinfonia de Beethoven, na íntegra.

    • E o time beetoviano está a crescer neste JBF,caríssimo Adônis.

      Eis que surge em cena o (a) Gil com o melhor do gênio (Insuperable, magnífico, fantástico, sublime, extraordinario… No hay palabras para describir tanta belleza.)…

      Lista musical sem Ludwig é igual a leito nupcial sem noiva, apesar de que nestes modernosos e progressistas tempos andam surgindo “noivas” com uns apetrechos a mais entre as pernas… kkkkkkkk

  5. Para reforçar o time beetoviano de GI & Sancho surge Constâncio, bebedor inveterado de chimarrão.

    Em 2016 (quase que ontem), a BBC Music Magazine fez uma votação entre 151 maestros (só 151, Adônis) para escolher as melhores sinfonias da história.

    Beethoven ganhou “medalha de ouro e de prata” na votação. Eroica (a terceira sinfonia de Beethoven) ficou em primeiro lugar. O segundo lugar da lista ficou outra obra de Beethoven, a 9ª Sinfonia (chamada Coral).

  6. Tô lascado!!!!

    Será que sou só eu que baba ao ouvir a 25, a 29, a 35, 36, 37, 38, 39 e, muito especialmente, a 40, do gênio MOZART?????

    QUE VAIS ÀS LÁGRIMAS NO ADÁGIO DO CONCERTO 21 PARA PIANO???

    Que fica entalado ao ouvir o adágio do concerto para clarinete K-622???

    Que esquece da vida ao ouvir os 4 concertos para trompa que ele fez para um amigo???

    Que fica profundamente emocionado ao ouvir a sonata para piano de no 15 ???

    Que se arrepia todinho ao ouvir o AMEM, ao final do LACRIMOSA, no Requiem ???

    Poderia passar horas citando peças inesquecíveis…

    Ora Beethoven ,,,

    • Muita hora nesta calma, caríssimo Adônis…

      Não há nenhum comentário depreciativo sobre o genial Wolfgang Amadeus Mozart; muito pelo contrário. Sua lista é um esplendor e seu “favorito” é tudo isso e muito mais…

      Ora Beethoven ,,, Melhor seria escrever HORA de Ludwig, ora bolas!!!!!!… kkkk

      • Ouvir Mozart pode ser tão eficaz na redução da pressão arterial como praticar exercícios físicos ou reduzir o consumo de sal. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da prestigiada Universidade de Ruhr, na Alemanha, que analisou o efeitos de diferentes tipos de música em 60 voluntários.

  7. Sr. Adônis,

    embora eu não seja um profundo conhecedor da música clássica, duas obras eu posso citar:

    Große Fuge op. 133 B-Dur, de Beethoven.
    Il Barbiere Di Siviglia (Overture), de Rossini.

    Motivo? Meu modo erudito e musical de expressar todo meu asco e deboche a toda essa degeneração que descreveste tão bem em seu escrito. Sempre que começo a mandar um politicamente correto pra puta que o pariu os fazendo chorar cagando em todos os seus totens ideológicos e semânticos (“ideologia de gênero”, “pronome neutro”, “Lula Livre”, “consciência negra”, Paulo Freire, veganismo, etc), começo a escutar a obra de Rossini a partir de 02:07.

  8. Caro Nikolai,

    Botaste pra lascar!

    As duas citações que fizeste são simplesmente sublimes!

    Meu Deus do céu! O que foi que eu fiz? Aticei uma casa de marimbondos Beethovianos.

    A parte boa é verificar o refinadíssimo gosto dessa galera maravilhosa.

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