XICO COM X, BIZERRA COM I

Sempre me ensinaram que a política é o caminho certo para resolução dos problemas de um povo, para o engrandecimento de uma Nação. Sempre me enganaram, sempre me enganei. A cada período eleitoral percebo que são iguais, todos. Tudo titica do mesmo pinico. A começar pelo programa dos Partidos, extremados ideologicamente no dizer de seus ‘líderes’ mas totalmente similares em suas diretrizes doutrinárias. Excetuando-se uma vírgula aqui, um ponto ali, tudo igual. Filiar-se a um Partido ou dele desligar-se atende apenas a conveniências circunstanciais do elemento, sempre ausente a convicção que deveria permear esses atos. O interesse pessoal acima de tudo. Prática e discurso conflitantes. Meu voto para Deputado Federal esvaiu-se na vala comum da politicagem pequena. Hoje vejo as agremiações da ‘rotulada’ esquerda a Bolsonaro aliados no apoio ao candidato à Presidência da Câmara, réu no STF. Me convenço a cada dia que não há virgens na zona, da mesma forma que não enxergo santo nessa procissão. Em que fendas terríveis se esconde a nobreza da verdadeira arte política? Perdi meu voto. Quem encontrá-lo, favor dar notícias.

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2 pensou em “SANTOS E VIRGENS

  1. Xico,

    A Política deveria ser a arte de fazer justiça, com cada candidato, após eleito, visitar o povo e saber mais ainda das suas necessidades para revolvê-las.

    Mas no Brasil, política virou sinônimo de capitania hereditária, onde cada político, cinicamente, escroticamente, procura eleger o máximo de familiares para serem seus quinhões hereditários.

    Vemos o caso do Maranhão: se for tirada uma certidão de inteiro teor e ônus reais, o Maranhão pertence aos sarneis!

    E quem há de contestar!!

    A política, hoje, é a arte da apropriação indébita dos bens terrenos.

    Parabéns, mestre por essa reflexão.

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